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Pandemia torna venda de casas 22 dias mais lenta. Veja quanto tempo demora em cada distrito

Um dos impactos da pandemia no mercado imobiliário regista-se no tempo médio necessário para vender uma casa. A nível nacional são precisos mais 22 dias do que há um ano, mas há distritos onde até ficou mais rápido.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 28 de Novembro de 2020 às 14:00
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No terceiro trimestre deste ano, em média, eram necessários 5,1 meses para vender uma casa em Portugal, o que significa mais 22 dias do que um ano antes, revelam os dados do Idealista/data divulgados pelo idealista/news. A pandemia é o principal fator para o aumento no tempo de permanência dos imóveis no mercado.

No espaço de um ano, o país passou de uma situação de crescimento económico robusto para uma crise pandémica e cujos efeitos ao nível económico e social ainda não se fizeram sentir em pleno. Acresce que a banca está mais criteriosa na concessão de crédito.

O Idealista/data analisa as capitais de distrito e as regiões autónomas e constata-se que existem diferenças significativas consoante as geografias.

Setúbal é a única cidade onde o tempo médio para vender uma casa é inferior a quatro meses, cifrando-se em 3,6 meses, menos três dias do que no terceiro trimestre do ano passado. Em Lisboa, o mercado mais dinâmico do país, as casas colocadas à venda demoram 4,1 meses para serem compradas, mais 10 dias do que um ano antes. Igual tempo é quanto os proprietários na ilha de São Miguel, nos Açores, têm de esperar até fechar a venda, uma descida de 52 dias face aos 5,8 meses do terceiro trimestre de 2019.

No extremo oposto, Viana do Castelo viu o tempo de venda das casas aumentar em 61 dias, para 8,3 meses. Seguem-se Vila Real, com 8,2 meses e uma subida de 81 dias, e Beja, com 8,1 meses, que traduzem um acréscimo de 19 dias face ao período homólogo.

Apenas cinco cidades viram o prazo de permanência dos imóveis no mercado encolher, destacando-se a Guarda, com uma redução de 67 dias. Além da já referida ilha de São Miguel, apenas Évora apresenta uma descida significativa: 24 dias. Em Portalegre o decréscimo é de cinco dias e em Setúbal de três.


Nas maiores subidas sobressaem alguns dos mercados mais fortes, como Faro, mais 50 dias, e a ilha da Madeira, mais 48 dias. Em ambos os casos, o peso dos compradores estrangeiros no mercado residencial poderá explicar em parte o prolongamento do tempo de venda das casas, até porque existem restrições às viagens entre países e um receio maior dos cidadãos em visitarem outros locais.

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