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Com aumento da oferta, rendas caíram em 2020

Em 2020, o preço médio das rendas anunciadas terá caído mais de 11%, num ano em que a crise no turismo levou a um aumento expressivo da oferta de casas para arrendar.

No Porto, a taxa de IMI mantém-se nos  0,324%, tal como no ano passado.
Nuno Fonseca
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 13 de Janeiro de 2021 às 11:00
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A crise do turismo provocada pela pandemia levou vários proprietários de alojamento local a colocarem as casas no arrendamento tradiconal. A oferta de casas para aumentar aumentou, assim, em mais de 67% no ano passado, levando as rendas a baixarem. Em 2020, o preço médio das rendas anunciadas terá caído mais de 11%.

Os cálculos são da Casafari, plataforma que disponibiliza uma base de dados do mercado imobiliário em Portugal, agregando os anúncios de todos os portais imobiliários, e constam do relatório anual para o mercado português, divulgado esta quarta-feira, 13 de janeiro.

Ao longo do ano de 2020, mostram os dados da Casafari, houve uma média de cerca de 34 mil apartamentos disponíveis para arrendar. Este número foi variando em cada trimestre, tendo atingido o máximo no período de outubro a dezembro: cerca de 43 mil apartamentos disponíveis para arrendar. Ao todo, em 2020, a oferta de arrendamento aumentou em 67% face a 2019.

Enquanto a oferta aumentou, as rendas foram caindo ao longo do ano. No conjunto de 2020, segundo o relatório, o preço médio de arrendamento em Portugal Continental fixou-se em 871 euros, o que representa uma quebra de 11,7% face a 2019.

A maior queda verificou-se em Lisboa, onde o preço médio de arrendamento caiu para 1.093 euros, menos 15% do que em 2019. Já no Porto, as rendas terão caído cerca de 12%, para uma média de 716 euros.

Valores de vendas sobem

Ao contrário do que se verificou no arrendamento, o mercado de venda de casas escapou ao impacto da pandemia. De acordo com o relatório, tanto o número de vendas como os preços aumentaram no ano passado.

Ao todo, terão sido vendidas 24.576 casas no conjunto do ano passado, número que representa um aumento de 15% face a 2019.

Já o valor médio de cada venda fixou-se em cerca de 202 mil euros, uma subida de 5,7% face a 2019. Esta tendência verificou-se em quase todo o país, sendo Viseu o único distrito onde se verificou uma queda do preço médio de venda, de 4,6%.

Preços ficam estáveis em 2021

Para este ano, a Casafari antecipa que os preços do imobiliário deverão manter-se estáveis, ainda que a crise económica gerada pela pandemia possa prolongar-se.

"Apesar da pandemia, o valor dos ativos imobiliários mantiveram-se em alta e os preços têm-se verificado estáveis. Desta forma, prevê-se que, se a tendência atual se mantiver, o impacto da pandemia no mercado deverá ser mínimo em áreas onde já existia uma elevada procura pré-Covid-19", indica a plataforma.

O maior impacto, acrescenta, deverá verifica-se no mercado de arrendamento, já que o trabalho remoto deverá resultar numa maior procura por "áreas menos centrais da cidade".

Ainda assim, e tal como a Casafari já tinha adiantado ao Negócios, os preços do arrendamento deverão começar a recuperar a partir do final da primavera deste ano, a acompanhar a retoma do turismo, que levará a um novo aumento da oferta de alojamento local e consequente diminuição da oferta de arrendamento habitacional.
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