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Segunda vaga da pandemia pressiona preços e vendas de casas

No mercado de arrendamento, a procura por parte dos inquilinos também sofreu uma descida depois de dois meses de subidas.

Quase metade das famílias que receberam apoio para a renda tiveram quebras de rendimento acima de 80%.
Vítor Mota
Negócios jng@negocios.pt 26 de Novembro de 2020 às 13:47
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A segunda vaga de covid-19 parece está a afetar negativamente a confiança dos operadores do mercado habitacional. Estes apresentam agora expectativas mais negativas quanto à evolução do mercado nos próximos três meses, face aos desafios económicos colocados pela pandemia.

Esta é a principal conclusão do Portuguese Housing Market Survey (PHMS) de outubro, um inquérito de sentimento realizado mensalmente pela Confidencial Imobiliário (CI) e pelo RICS.

O índice geral de confiança (uma medida combinada entre as expectativas de curto prazo relativas às vendas e aos preços) recuou para -32 em outubro, abaixo dos -18 de setembro. Esta é a leitura mais fraca desde abril, e "é também um sinal significativo de que a segunda vaga da pandemia afetou a confiança", escreve a Confidencial Imobiliário, no comunicado enviado às redações.

Em relação ao desempenho atual do mercado, em termos de procura, o inquérito de outubro dá nota de que a consulta por potenciais compradores caiu, com um saldo líquido de -25% dos inquiridos a reportar uma descida, sendo esta também a leitura mais fraca desde abril. Este valor de saldo líquido indica que há mais 25% de inquiridos a indicarem uma quebra na consulta por potenciais compradores do que os que apontam uma subida.

As novas instruções de venda também continuaram a decrescer, com um saldo líquido de -15% dos inquiridos a notar uma descida em outubro. Paralelamente, um saldo líquido de -17% dos inquiridos citou um declínio das novas vendas acordadas durante o mês (idêntico ao saldo líquido do mês anterior).

No que se refere ao preço da habitação, o saldo líquido de -10% permanece inalterado face ao reportado em setembro e é consistente com uma queda muito ligeira nos preços residenciais.

No mercado de arrendamento, a procura por parte dos inquilinos também sofreu uma descida depois de dois meses de subidas. Como resultado, as rendas deverão voltar a descer nos próximos três meses.

"A segunda vaga de covid não é surpresa, especialmente quando estamos no período de Outono-Inverno. Ainda assim, não se esperava que atingisse tal dimensão" e "naturalmente, este cenário tem um impacto negativo nas expetativas dos operadores de mercado, especialmente no curto-prazo, com reflexos quer no mercado de venda quer no de arrendamento.", defende o diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães.

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