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Sócios do Estado põem à venda ativos industriais no polo da Efacec na Maia

A MGI Capital, que tem 28,27% da Efacec e é detida a meias pelo Grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves (TMG), colocou à venda dois lotes do polo maiato da empresa em reprivatização.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 21 de Junho de 2022 às 14:53
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Em 2015, os grupos José de Mello e TMG celebraram a entrega de mais de dois terços do capital da Efacec a uma sociedade controlada pela empresária angolana Isabel dos Santos, uma posição de controlo da empresa que viria a ser nacionalizada pelo Estado português em 2020.

 

Com o processo de reprivatização de 71,73% da Efacec em fase final de conclusão, um negócio já fechado com a bracarense DST, os dois acionistas minoritários mantêm-se, para já, na empresa, via MGI Capital, sociedade que dividem a meias e que detém 28,27% do grupo industrial que possui dois polos, em Matosinhos e na Maia.

 

Entretanto, esta terça-feira, 21 de junho, a consultora imobiliária CBRE anunciou que "foi instruída em regime exclusivo para a venda de dois ativos industriais no Polo Efacec, na zona industrial da Maia".

 

"Nesta operação, a CBRE atua em nome do proprietário que detém os dois ativos, o lote 2 e o lote 8, ambos em bom estado de conservação", garante a imobiliária.

O Negócios sabe que os ativos colocados agora à venda são propriedade da MGI Capital.

 

De acordo com a CBRE, o lote 2 beneficia de um terreno com 18.150 metros quadrados, uma área bruta de construção de 12.164 metros quadrados num edifício independente com logradouro.

No caso do lote 8, o terreno oferece 17.926 metros quadrados e uma área bruta de construção de 3.261 metros quadrados, igualmente num edifício independente com logradouro, e com um pé direito entre 8 e 21 metros de altura.

 

A CBRE tem agora "a oportunidade de ser a responsável pela venda destes dois ativos com bastante potencial de investimento. Estes têm ainda a vantagem estratégica de ‘speed to market’, dispensando os potenciais compradores de encargos com os preços de construção, processos de licenciamento lentos, escassez de terrenos industriais, entre outras burocracias associadas aos projetos especulativos e BTS (Build to Suit)", sublinha Michael Costa Gabriel, Consultant Industrial & Logistics – Advisor & Transaction Services da CBRE Portugal.

 

Com bons acessos aos principais eixos rodoviários do Porto e zona Norte, através da A41 – CREP, e acesso ao metro do Porto, a um quilómetro de distância, "este polo é considerado um condomínio industrial de eleição, o que o torna ainda mais atrativo do ponto de vista de investimento e estabelecimento de negócios para várias empresas", enfatiza a CBRE.

 

 

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