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Bicicletas portuguesas dão a volta à covid-19 e aceleram as exportações para 424 milhões

O setor das duas rodas, que em 2019 destronou a Itália e ascendeu ao lugar de campeão europeu na produção de bicicletas, fechou o pandémico ano de 2020 com um crescimento de 5% nas exportações.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2021 às 16:53
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Portugal tem a maior fábrica de montagem de bicicletas da Europa (a RTE, em Gaia), a maior produtora europeia de rodas para bicicletas (a Rodi, de Aveiro), a primeira empresa do mundo a soldar quadros em alumínio através de robôs (a Triangle's, de Águeda), assim como a empresa que faz os selins para bicicleta mais leves do mundo, com apenas 24 gramas (a Gelu, em Vila Franca de Xira).

 

Resultados: em 2019, Portugal destronou a Itália e tornou-se o principal produtor de bicicletas na União Europeia, ao fabricar 2,7 milhões de unidades, praticamente um quarto de toda a produção dos 27 Estados-membros, tendo as exportações nacionais gerado 402 milhões de euros.

 

Entretanto, surgiu a pandemia. Mas eis que, apesar da covid-19, a campeã europeia na arte de produzir bicicletas continuou a acelerar nas vendas ao exterior.

 

"Apesar da paragem motivada pelo confinamento de março a maio passado, o setor das duas rodas português manteve a tendência de crescimento, com uma subida de 5% nas exportações, para mais de 424 milhões de euros", revela a Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins (Abimota), esta quarta-feira, 10 de fevereiro, em comunicado.

 

"A forte procura, mas também pela produção de veículos de maior valor, sejam bicicletas, sejam bicicletas eléctricas (e-bikes)" explicam este crescimento num ano adverso.

 

"2020 arrancou bem, com a procura dos mercados externos a fazerem a produção crescer com valores da ordem dos 110%. Com a reabertura do mercado, as empresas portuguesas retomaram a produção, com valores de crescimento da ordem dos 90% e a crescer no último trimestre, de novo com valores acima dos 110%", realça a Abimota.

 

"O setor continua a crescer, apesar dos bons números de 2019, em que Portugal foi o maior produtor de bicicletas da Europa, e apesar da paragem de quase três meses, conseguimos fechar o ano com um saldo positivo de 5%. Para estes números contribuiu o esforço das empresas, que estiveram a trabalhar em contraciclo e com crescimentos ‘brutais’ no esforço de produção, mas também na aposta na produção de bicicletas de maior valor e com maior integração de tecnologia, como é o caso das bicicletas elétricas", explica Gil Nadais, secretário-geral da Abimota.

 

"Estes números são o melhor balanço possível que podemos fazer relativamente ao projecto de internacionalização do setor, o Portugal Bike Value", enfatiza o líder da associação que representa as duas rodas em Portugal.

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