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Consórcio têxtil produz uniformes para “vestir o património” português

Seis empresas da indústria têxtil e de vestuário juntaram-se para criar uniformes para serem usados por trabalhadores de museus e monumentos nacionais. A coleção vai ser mostrada a Marcelo Rebelo de Sousa em Guimarães.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 23 de Junho de 2021 às 15:24
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Calvelex, Lameirinho, Paulo de Oliveira, Polopique, Riopele e Twintex. Da fiação até à confeção, estas cinco grandes empresas do setor do têxtil e vestuário juntaram-se para desenvolver e produzir uniformes em Portugal, "com qualidade e de forma eficiente", para serem usados pelos trabalhadores dos monumentos nacionais.

 

O projeto chama-se "Vestir o Património" e avança porque este consórcio reconhece "a importância da Cultura enquanto cartão-de-visita de Portugal" e quer "[dignificar] a imagem de um serviço público essencial para a difusão da cultura portuguesa, quer pelos visitantes nacionais, quer pelos estrangeiros".

 

As calças, camisas, camisolas, pulôveres, vestidos e blazers que fazem parte desta coleção vão ser apresentadas em Guimarães esta quinta-feira, 24 de junho, data em que se comemora a Batalha de S. Mamede, durante uma sessão solene no Paço dos Duques em que estará presente o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

 

César Araújo, presidente da Calvelex.
César Araújo, presidente da Calvelex. Paulo Duarte



Esta iniciativa de mecenato vai começar por abranger quatro monumentos nacionais localizados na "cidade-berço" – Castelo de Guimarães, Igreja de S. Miguel do Castelo, Paço dos Duques de Bragança e Museu de Alberto Sampaio.

 

No entanto, César Araújo, líder da Calvelex e da associação do vestuário (Anivec) disse ao Negócios que "poderão estar outros em estudo", sublinhando que a ideia destas seis empresas, que já tinham colaborado na entrega de material de proteção aos hospitais na primeira fase da pandemia, é "mostrar as boas práticas da indústria nacional".

Depois de nove anos consecutivos a crescer, até atingir um novo máximo de vendas ao exterior, as exportações da indústria portuguesa do têxtil e do vestuário encolheram 1% em 2019 e voltaram a recuar 11% em 2020, totalizando 4.643 milhões de euros no ano em que surgiu a covid-19.

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