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Falta de contentores aumenta custos para as exportadoras portuguesas

Os portos de Lisboa e de Setúbal são os mais afetados pela escassez de contentores disponíveis para o transporte marítimo de mercadorias, pressionados também pela diminuição das operações por via aérea.

Em outubro de 2020, as importações caíram cinco vezes mais do que as exportações, em termos homólogos.
Pedro Elias
Negócios jng@negocios.pt 04 de Janeiro de 2021 às 10:49
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A escassez de contentores para o transporte de mercadorias – parados nos principais portos chineses ou a viajar mais vazios para vários destinos ocidentais – está a aumentar os preços destes equipamentos para as exportadoras portuguesas.

 

Segundo noticia o CM esta segunda-feira, 4 de janeiro, os maiores constrangimentos acontecem nesta altura nos portos de Lisboa e de Setúbal, sobretudo nos contentores mais pequenos. A diminuição das operações no transporte aéreo tem também aumentado a pressão nestes envios por via marítima.

 

A indústria metalúrgica e metalomecânica tem sido uma das afetadas. O porta-voz da associação do setor (AIMMAP), Rafael Campos Pereira, exemplifica que, a partir do porto de Leixões, via Roterdão, "um contentor de 40 pés HC [um dos formatos mais utilizados] para a China custava, em novembro de 2019, 1.550 dólares, e agora custa 4.375 dólares".


Os dados mais recentes publicados pelo INE, referentes a outubro de 2020, mostraram as importações a cair cinco vezes mais do que as exportações (11,8% e 2,2%, respetivamente) em termos homólogos. As vendas ao exterior foram principalmente arrastadas pelos fornecimentos industriais, enquanto os combustíveis e lubrificantes e o material de transporte foram as principais rubricas das compras a diminuir nesse período.

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