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Lusitano de 112 milhões vai exibir “savoir-faire” têxtil na mais relevante montra mundial

O Centro de Inteligência Têxtil vai promover uma campanha de comunicação com “forte impacto visual” na Première Vision Paris, no âmbito da agenda mobilizadora criada no seio do PRR para revolucionar a indústria têxtil portuguesa.

O Projeto Lusitano. corporiza a Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial da Industria Têxtil e do Vestuário de Portugal, no âmbito do PRR.
O Projeto Lusitano. corporiza a Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial da Industria Têxtil e do Vestuário de Portugal, no âmbito do PRR. CENIT
09:06

A tirsense Nau Verde, que está a reabilitar um antigo edifício industrial com 15 mil quadrados de área coberta, que irá empregar cerca de 250 pessoas e contribuir para a relocalização da produção de fio de linho na Europa, atualmente externalizada para a Ásia, é a líder do Projeto Lusitano.

Este é o nome da Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial da Industria Têxtil e do Vestuário de Portugal, criada no seio do Plano de Resiliência e Recuperação (PRR), uma iniciativa ambiciosa que reúne 17 parceiros e um investimento global de 111,5 milhões de euros, com o objetivo de transformar a indústria têxtil de forma transversal – da fibra ao consumidor.

Através da adoção de tecnologias avançadas, como a inteligência artificial, e do desenvolvimento de soluções sustentáveis e circulares, o Projeto Lusitano aposta na inovação para criar fios, tecidos, malhas e vestuário a partir de fibras naturais e recicladas.

Na próxima semana, entre os dias 3 e 5, o Lusitano vai “cavalgar” na Première Vision Paris, a mais relevante feira internacional para o setor, com o Centro de Inteligência Têxtil (CENIT) a anunciar que irá promover uma campanha de comunicação com “forte impacto visual” nesta feira, que antecipa a presença de mais de 30 mil visitantes de todo o mundo.

O objetivo é reforçar a notoriedade dos setores do têxtil e do vestuário nacionais junto dos públicos internacionais, entre designers e compradores de grandes marcas e grupos de moda, que acorrem a Paris para conhecerem a mais recente oferta de produtores de tecido e confecionadores.

“A Première Vision é um palco privilegiado para mostrar ao mundo a força, a criatividade e a capacidade de inovação da indústria nacional. O trabalho do CENIT, no âmbito do Projeto Lusitano, é precisamente criar as condições para que as empresas portuguesas sejam reconhecidas internacionalmente pelas suas inúmeras mais-valias, nomeadamente em áreas como a sustentabilidade e a digitalização, de forma a posicionar Portugal como um ‘player’ de referência nos mercados globais”, afirma Luís Hall Figueiredo, presidente do CENIT.

A estratégia de comunicação ModaPortugal, conduzida pelo CENIT, apresenta-se neste certame com uma instalação digital imersiva concebida para afirmar o posicionamento internacional da indústria portuguesa de confeção, em sintonia com o tema da Première Vision dedicado aos “territoires de savoir-faire” (territórios de saber-fazer).

Localizada na área de “manufacturing” da feira, onde estarão presentes 19 empresas nacionais, “a instalação assume-se como um elemento agregador e identitário, representando uma amostra viva da diversidade, capacidade e ambição de todo o setor português do vestuário e da confeção, enraizado em territórios onde o saber-fazer industrial se constrói, se transmite e evolui”, enfatiza o CENIT

Concebida como um portal que se atravessa, a instalação propõe “uma experiência imersiva e sensorial que comunica valores, visão e compromisso. Mais do que explicar processos, convida à perceção de uma indústria onde o conhecimento se transmite, evolui e se reinventa a partir dos seus territórios de origem, num diálogo contínuo entre tradição, tecnologia, inteligência artificial e inovação”, explica.

Afirmando-se como “uma indústria 100% comprometida com modelos responsáveis, transparentes e circulares, onde a sustentabilidade é estrutural e integrada na forma de pensar, criar e produzir”, realça que “novos materiais, práticas de ‘recycling’ e ‘upcycling’, processos de ‘zero waste’, ‘repair’ e ‘reuse’ e abordagens ‘closed-loop’ fazem parte de uma visão sistémica que respeita recursos, pessoas e território”.

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