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Máscaras e vestuário de proteção abrandam quebra das exportações têxteis

No sexto mês consecutivo de perdas, as vendas da indústria do têxtil e do vestuário no estrangeiro saíram do patamar dos dois dígitos. Os clientes franceses estão a atenuar parte da quebra espanhola e italiana.

Tiago Petinga / Lusa
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 10 de Setembro de 2020 às 14:59
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As exportações da indústria têxtil e de vestuário voltaram a diminuir no mês de julho, em comparação com o mesmo período do ano passado, ainda que o ritmo de quebra, a rondar os 8%, tenha abrandado face aos registos anteriores, acima dos dois dígitos desde o início da pandemia.

 

No sexto mês consecutivo de perdas homólogas, as empresas portuguesas venderam quase 490 milhões de euros no exterior. A associação do setor (ATP), que reuniu esta informação a partir dos mais recentes dados do comércio internacional do INE, sublinha que [evidenciam] uma melhoria da situação no contexto da covid-19.

 

Julho é também, por regra, o melhor mês do ano, ao contrário do segundo semestre que costuma ter sempre pior desempenho do que o primeiro. Uma situação que não deverá ser diferente este ano, sustenta o presidente, Mário Jorge Machado, numa nota enviada às redações.

 

A redução é transversal a quase todas as categorias desta indústria, à exceção de duas que estão a ganhar peso neste contexto pandémico. É o caso das máscaras têxteis, que renderam um aumento de 11 milhões de euros no grupo de produtos em que estão inseridas; e também do vestuário profissional de proteção, por exemplo, na área médica, que teve um acréscimo de quase cinco milhões de euros no mês em análise.

 
Na semana passada, o primeiro-ministro, António Costa, pediu aos portugueses para que usem máscaras reutilizáveis fabricadas em Portugal, argumentando que é uma opção "amiga do ambiente" e que "protege também os empregos daqueles que trabalham nas empresas da indústria têxtil" nacional.

No que toca aos mercados externos mais relevantes para este setor dito tradicional, o recuo acumulado de 15% nas exportações entre janeiro e julho as importações baixaram ainda mais, 17% - está a ser pressionado sobretudo por Espanha (-29%) e Itália (-14%). Ao invés, os clientes franceses contribuem para o maior acréscimo em termos absolutos: mais 20 milhões de euros transacionados e uma progressão de 5%.

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