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Apple interessada em aumentar produção do próximo iPhone em 20%

A Apple terá pedido aos fornecedores para aumentar a produção da próxima geração de iPhone este ano, passando dos habituais 75 milhões para os 90 milhões de equipamentos.

Getty Images
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 14 de Julho de 2021 às 11:05
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A Apple terá pedido aos fornecedores para aumentar em 20% a produção da próxima geração de iPhone este ano, com o objetivo de chegar até aos 90 milhões de unidades. A informação é avançada pela agência Bloomberg, que cita fontes com conhecimento deste planos.

A confirmar-se, trata-se de uma mudança nos habituais números que a gigante norte-americana encomenda aos fornecedores para a produção inicial de um novo modelo na linha. Ao longo dos últimos anos, a empresa tem registado alguma consistência nestas encomendas, apostando em 75 milhões de unidades para a produção de um novo modelo.

Este aumento para este ano poderá sugerir que o lançamento do primeiro iPhone desde que surgiram as vacinas contra a covid-19 poderá registar uma maior procura. Tradicionalmente, a Apple escolhe o mês de setembro para apresentar a nova geração de iPhone. No ano passado, devido à pandemia e a contratempos na linha de produção, a apresentação do iPhone 12 foi feita mais tarde, já a 13 de outubro.

Ainda assim, apesar da crise trazida pela pandemia e do encerramento de lojas Apple em vários pontos do globo, as vendas de iPhone no final do ano animaram, com o iPhone 12 a representar a entrada da Apple no mercado de equipamentos 5G.

Ainda não existe uma data para a apresentação da próxima geração de iPhone, mas os habituais rumores do mercado dão já conta de que o lançamento deste ano passará por algumas melhorias, não sendo esperada uma mudança drástica no aspeto do smartphone. Segundo a Bloomberg, a Apple estará a planear melhorias para o iPhone em áreas como o processador, câmara e ecrã. Neste segmento do ecrã, a novidade poderá passar por um modelo com um ecrã com tecnologia LTPO (óxido policristalino de baixa temperatura, na sigla em inglês), que permite que o ecrã altere a taxa de atualização (refresh rate) consoante o conteúdo apresentado, para prolongar a bateria.

A agência avança também que a tecnológica liderada por Tim Cook pretende atualizar todos os modelos de smartphone disponíveis atualmente.

Mas o iPhone não é o único produto esperado para a apresentação de setembro. Ao longo dos últimos anos a Apple tem apostado noutras áreas além dos smartphones, escolhendo habitualmente esta apresentação anual para lançar novos Apple Watch, por exemplo, ou novidades na área dos serviços.

Crise dos chips não deverá afetar produção
A crise dos semicondutores, que tem afetado várias indústrias, deste a produção de smartphones e computadores até ao setor automóvel, não deverá prejudicar os planos da Apple para a produção de iPhone, apontam as fontes ouvidas pela Bloomberg.

A Apple é um das principais clientes da TSMC e, tendo em conta a dimensão das encomendas e a regularidade desta produção, com uma cadência anual, a agência nota que os fornecedores asiáticos planeiam a produção para o evento anual da Apple com uma larga antecedência.

As ações da TSMC, empresa que integra a bolsa de valores de Taiwan, subiram quase 1,3% após ser avançado este possível aumento da produção.
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