Telecomunicações Acionistas da Oi estudam mudar liderança da operadora

Acionistas da Oi estudam mudar liderança da operadora

A saída de Eurico Teles dos comandos da Oi estará a ser equacionada pelos fundos de investimento que controlam o capital da operadora, segundo o Estadão.
Acionistas da Oi estudam mudar liderança da operadora
Reuters
Sara Ribeiro 05 de fevereiro de 2019 às 11:55

Os fundos de investimento que passaram a controlar a Oi querem dar uma nova vida à operadora. E, para tal, estarão já a movimentar-se para substituir o atual presidente executivo da operadora brasileira Eurico Teles.

A notícia está a ser avançada pelo jornal Estadão, que detalha que já há três nomes em cima da mesa para a eventual substituição, que ainda não foi debatida oficialmente no conselho de administração. Rodrigo Abreu, ex-presidente da rival TIM, é um dos nomes que terá sido apontado pelos novos acionistas maioritários da Oi. Roger Colé, antigo diretor de marketing na TIM e na Sprint, e Paulino do Rego Barros Júnior, ex-presidente da AT&T e antigo vice-presidente da Motorola, também estão na lista.

Contactada pelo jornal brasileiro, a Oi não quis comentar a eventual saída de Eurico Teles, que assumiu o cargo de CEO em novembro de 2017, quando Marco Schroeder renunciou ao cargo. Desde essa data que Eurico Teles conduziu o processo de reestruturação da empresa, que está a decorrer desde junho de 2017, tendo acumulado também a função de vice-presidente jurídico.

Após a injeção de capital, que decorreu através da subscrição de novas ações e ficou concluída no final de janeiro, os fundos Golden Tree e Solus Alternative passaram a ser os maiores acionistas da Oi com 5,68% e 5,59%, respetivamente. Além da Pharol (com 4,61%), seguem-se os fundos York Global Finance (4,34%), Brookfield (3,10%) e Mare Finance Investment Holdings (0,32%). Os restantes 75,52% estão dispersos pelos credores, tal como já estava previsto.

Mas o peso da entidade liderada por Luís Palha da Silva na estrutura acionista deverá aumentar para 5,51%. Isto porque o acordo entre a antiga PT SGPS e a Oi - que ainda necessita de luz verde por parte da justiça brasileira - prevê a entrega futura de 33,8 milhões de ações existentes na tesouraria da Oi. O que a somar às atuais 166.710.904 ações subscritas pela Pharol vai permitir que passe a deter 5,51% do capital social da operadora.




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