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Meo, Nos e Vodafone vão a jogo no 5G

A Meo, Nos e Vodafone já apresentaram as candidaturas ao leilão do 5G apesar de reiterarem que há aspetos no regulamento que consideram ilegais. Mas mantêm a “esperança” que a situação venha a ser corrigida.

Diogo Sousa, “partner” da KPMG, está confiante de que Portugal ainda não perdeu todas as corridas do 5G.
Eric Gaillard/Reuters
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 27 de Novembro de 2020 às 18:09
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O prazo para a apresentação das candidaturas para o leilão do 5G já terminou. E apesar de reiterarem que as regras estão "feridas de ilegalidades", todas as operadoras foram a jogo.

"A Vodafone Portugal confirma que apresentou hoje a sua candidatura ao leilão do 5G", disse ao Negócios fonte oficial da operadora liderada por Mário Vaz. Um passo que foi dado apesar de sublinhar que há "aspetos do regulamento que, no entender da Vodafone, deveriam ser alvo de revisão, opinião que manifestou por diversas vezes, inclusive junto da Anacom, estando os mesmos neste momento em apreciação pelos tribunais competentes".

No entanto, confessa que mantém a "esperança de que algumas das ações possam ainda ocorrer em tempo útil para promover as alterações necessárias de forma a tornar o 5G um fator de competitividade e progresso para o país".

Fonte oficial da Altice Portugal também confirmou que apresentou esta sexta-feira  a sua candidatura, reiterando, contudo, que "o regulamento para o leilão do 5G está ferido de múltiplas ilegalidades" e "representa um enorme retrocesso para a competitividade e põe em causa a sustentabilidade do setor, retraindo e destruindo o investimento e a criação de valor". Além disso, "a Altice Portugal recorda que a entrega de candidaturas não garante, nem obriga, que os candidatos avancem no leilão".

Tal como a Vodafone, a dona da Meo está confiante "que as entidades competentes do nosso país ajam de uma vez por todas para repor a legalidade, de forma a que este regulamento possa ainda vir a ser um documento sério, justo e responsável, à altura do interesse nacional que o processo merece, e esperamos que o tribunal se pronuncie rapidamente sobre a providência cautelar interposta".

Questionada pelo Negócios se já tinha apresentando, ou iria apresentar, candidatura, fonte oficial da Nos remeteu a para as recentes declarações de Miguel Almeida em entrevista à Lusa. "É evidente que nós vamos participar no leilão", mas "também dou outra garantia: é evidente que vamos reduzir o investimento", assegurou o presidente executivo da operadora. Além da Nos, apenas a MásMóvil  (dona da Nowo) tinha tornado público o interesse em participar nos leilões.

Agora, após a apresentação das candidaturas, a Anacom tem até seis dias úteis para avaliar as mesmas para depois arrancar com o processo de licitação que segundo o calendário definido pelo regulador deverá terminar em janeiro. Caso estes prazos sejam cumpridos, as licenças para o 5G deverão ser atribuídas até ao primeiro trimestre do próximo ano.

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