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ANA também quer ser indemnizada pela falha de abastecimento em Lisboa

A gestora aeroportuária diz que os passageiros afectados pelo problema no abastecimento de aviões no aeroporto de Lisboa devem reclamar com as companhias aéreas.

Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 24 de Maio de 2017 às 13:05
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O presidente executivo da ANA - Aeroportos de Portugal, Carlos Lacerda, afirmou esta quarta-feira, 24 de Maio, no Parlamento que a gestora aeroportuária foi "extremamente lesada" pelos problemas provocados pela falha no abastecimento a aeronaves que no passado dia 10 de Maio provocou atrasos a cancelamentos de centenas de voos em Lisboa, lembrando que também a imagem do país foi prejudicada.
 
"Companhias aéreas, passageiros e aeroporto têm de ser ressarcidos", disse o responsável, frisando que "também fomos [ANA] afectados e também queremos ser indemnizados".
 
"A responsabilidade de operação, manutenção e conservação das infraestruturas de combustíveis é do grupo operacional de combustíveis (GOC) - constituído pela Petrogal, BP, Repsol e OZ - não é da ANA", afirmou. 
 
"O contrato de abastecimento de combustíveis é entre companhias aéreas e uma destas empresas, não é com a ANA. O que aconteceu é que estas empresas não forneceram combustíveis", acrescentou.
 
"O que aconteceu é muito grave", disse Carlos Lacerda, lembrando que não está ainda identificada a causa do problema que impediu o abastecimento em Lisboa durante 12 horas.
 
O responsável disse ainda aos deputados que no dia 10 de Maio nem as companhias nem a ANA tiveram "informação fiável para dar aos passageiros porque não sabiam quando abastecimento ia ser retomado".
 
O CEO da ANA disse não ter ainda uma estimativa do impacto que o problema tenha causado, adiantando que a concessionária pediu as companhias aéreas estimativas de custos, que tem estado a receber, e que as peritagens dos seguros já foram efectuadas.

Carlos Lacerda sublinhou que no caso dos passageiros são as companhias aéreas que devem contactar já que é "com quem têm contratos de transporte". "Como as companhias serão ressarcidas, isso depois será entre as companhias e outras entidades".
 
O responsável disse ainda não conseguir quantificar quantas pessoas já reclamaram, explicando que essas queixas estão a chegar às companhias aéreas e ao regulador da aviação civil, tendo a ANA recebido "muito poucas" por "não ser um canal para a reclamação".
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