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Vão faltar 790 pilotos na Europa já em 2022, prevê consultora

A Oliver Wyman antecipa que já no próximo ano a Europa sinta a falta de pilotos da aviação civil, que no final da década atingirá os 3.900. A consultora assegura que já foram recuperadas 76% das ligações aéreas pré-pandemia.

As companhias aéreas reviram em baixa a sua operação para este inverno e vão voar a 20% da sua capacidade.
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Maria João Babo mbabo@negocios.pt 03 de Agosto de 2021 às 16:28
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A consultora Oliver Wyman estima que as companhias aéreas europeias de aviação civil vão sofrer com a falta de pilotos já a partir do próximo ano e acredita que a tendência se irá agravar até ao fim da década.

De acordo com um estudo que realizou, em 2022 devem faltar mais de 790 pilotos em companhias aéreas  europeias e em 2023 vão estar em falta perto de 2.300 destes profissionais. Segundo antevê ainda, em 2029 haverá uma necessidade de 3.900 pilotos apenas na Europa.

Apesar de tudo, diz a consultora em comunicado, este continente é a terceira região do mundo menos afetada pela falta de pilotos de aviação civil. No final da década, refere, haverá uma carência de 22.670 pilotos na região da Ásia/Pacífico, 20.600 na América do Norte e 12.400 no Médio Oriente. No total, estima que faltem cerca de 60 mil pilotos da aviação civil em todo o mundo.


Segundo a Oliver Wyman, depois da pandemia ter tido impacto nas necessidades de pilotos na sequência da queda abrupta das viagens aéreas  - em 2020 houve 23.376 pilotos parados apenas na Europa – a recuperação de passageiros começará no início de 2022, diz.

Lembrando que a procura de pilotos é determinada mais pelo número de partidas de aviões do que pelo número de passageiros, salienta que as frotas de aviões já recuperaram 76% dos níveis pré-covid-19. Um número que na China chega já aos 99%.

Em 2019 a consultora recorda que tinha admitido o risco de falta de pilotos qualificados, por razões diferentes, seja por muitos profissionais estarem a chegar à idade de reforma, seja pelo aumento da procura por viagens aéreas.


"A crise pandémica expôs a natureza cíclica desta profissão, com muitos pilotos a terem sido dispensados devido à súbita diminuição de voos, e muitos outros ficado em situação de instabilidade económica, contrariando a imagem tradicional de uma carreira estável, lucrativa, e atraente", afirma na nota divulgada, onde recorda que a crise da covid-19 fez também com que muitas companhias aéreas interrompessem os programas de treino para novos pilotos.

"A velocidade com que as companhias aéreas consigam recuperar as suas operações dependerá da agilidade com que retomem e consolidem o quadro de pilotos", refere ainda a empresa especializada em consultoria de gestão.

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