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Boeing 737 Max tem luz verde do regulador europeu para voltar a voar

o Boeing 737 Max foi considerado seguro pelo principal regulador de aviação da Europa. Até ao fim do ano o avião dos EUA vai voltar a sobrevoar a região, ainda que a nova atualização pedida pela agência só se encontre pronta nos próximos dois anos.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 16 de Outubro de 2020 às 11:39
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O principal regulador de aviação da Europa está satisfeito com as alterações realizadas no Boeing 737 Max, pelo que o considera pronto para retornar às suas viagens, ainda que a nova atualização pedida pela agência não se encontre finalizada pelo menos nos próximos dois anos.

Após ter feito inúmeros testes de voo no mês de setembro, o avião americano encontra-se pronto para descolar até ao final deste ano. A Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) está a finalizar a revisão dos documentos para emitir, no mês de novembro, uma diretriz de aeronavegabilidade, de acordo com o CEO da AESA, Patrick Ky.

Segundo Ky, apesar do modelo 737 MAX da Boeing  já ter sido considerado seguro, necessita de um terceiro sensor, sintético, para garantir ainda mais segurança e simplificar o trabalho dos pilotos. Este sensor será desenvolvido nos próximos 20 a 24 meses e não impede o avião de voltar a voar. "A nossa análise demonstra que é seguro e que o nível de segurança alcançado é alto o suficiente", reforça Ky, em entrevista à Bloomberg.

Para Ky este terceiro sensor "de um modo geral, é um bom desenvolvimento que aumentará o nível de segurança. Não está disponível agora, mas estará na altura em que se espera que o Max 10 seja também certificado".

Depois de uma longa espera, com muitos atrasos e contratempos, o 737 Max estará pronto para regressar aos voos. O avião americano, que se encontrava parado desde março de 2019 - na sequência de dois acidentes que causaram 346 mortes - causou uma crise de biliões de dólares na Boeing.

Os episódios trágicos provocados pelo 737 Max não são esquecidos pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), contudo, de acordo com Ky os laços necessitam de ser reforçados entre as instituições, nesta fase mais do que nunca. O chefe da FAA, Steve Dickson, experimentou o avião no mês passado, salientando que era "muito confortável", mas que o processo ainda não se encontrava concluído.

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