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Receitas turísticas deste ano vão atingir metade do valor de 2019

As receitas turísticas do conjunto deste ano deverão totalizar cerca de 9 mil milhões de euros, o equivalente a metade do valor que foi alcançado em 2019, último ano recorde do turismo português.

Bruno Colaço
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 16 de Setembro de 2021 às 17:50
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As receitas turísticas do conjunto deste ano deverão totalizar cerca de metade do valor que foi alcançado em 2019, antes da pandemia e o último ano recorde do turismo português. A expectativa é avançada pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que admite que o verão foi melhor do que o esperado.

"Na apresentação do plano de reativação do turismo, em maio, perspetivámos ter, este ano, 50% das receitas de 2019, o que deverá concretizar-se, em linha com os restantes países europeus", afirmou a governante, à margem da conferência A World For Travel, que decorre esta quinta-feira e sexta-feira em Évora. "Até tivemos um verão melhor do que pensávamos", acrescentou.

Portugal fechou o ano de 2019, recorde-se, com receitas turísticas totais de perto de 18,3 mil milhões de euros, o valor mais alto de que há registo, naquele que foi o último de um ciclo de dez anos consecutivos de crescimento.

A confirmar-se a expectativa do Governo, as receitas turísticas deste ano deverão totalizar cerca de 9 mil milhões de euros, o que representará um crescimento superior a 18% em relação às receitas alcançadas no ano passado, que foi fortemente afetado pela pandemia.

Turismo em excesso tem de ser "gerido"

Ainda durante a conferência, o ministro da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, falou na necessidade de "gerir" o turismo em excesso, em vez de adotar medidas de restrição.

"Antes da pandemia, havia queixas do excesso de turismo e do impacto que este tinha no centro das cidades, em zonas naturais protegidas. Pensávamos se não devíamos restringir a circulação de viajantes pelo mundo, dado o impacto que tem no nosso planeta", começou por referir o ministro, numa intervenção gravada.

E acrescentou: "Agora que o turismo desapareceu, percebemos que, de facto, gostamos de viajar e que o impacto do turismo, em termos económicos e de criação de empregos, é uma oportunidade para o bem. Percebemos que este problema do excesso de turismo precisa de ser gerido". Para isso, defende, deve ser feita uma "melhor gestão de recursos, com a utilização digital", ao mesmo tempo que deve haver uma "maior diversificação de destinos e gestão de fluxos turísticos".
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