Bolsa Analistas destacam queda da dívida e acções da Sonae somam mais de 2%

Analistas destacam queda da dívida e acções da Sonae somam mais de 2%

O BPI e o CaixaBI destacam a queda da dívida líquida da Sonae acima do esperado e reiteram preço-alvo e recomendação atribuída à cotada. Títulos da Sonae avançam mais de 2%.
Analistas destacam queda da dívida e acções da Sonae somam mais de 2%
Paulo Duarte
David Santiago 15 de março de 2018 às 09:56

Os resultados apresentados ao início da manhã desta quinta-feira, 15 de Março, pela Sonae foram em linha com o esperado pelas casas de investimento que destacam a redução acima do esperado da dívida da cotada.

Numa nota de "research" a que o Negócios teve acesso, a unidade de investimento do BPI realça que a redução da dívida líquida da Sonae foi "melhor do que esperado". Em 2017, a dívida recuou 8,4% face ao ano anterior para 1.112 milhões de euros. O BPI estimava uma redução para 1.167 milhões de euros.

Já o CaixaBI destaca também "o crescimento sólido" das receitas (com destaque para o segmento não alimentar).

A Sonae reportou lucros de 166 milhões de euros em 2017, uma queda de 22,9% comparativamente com o resultado líquido de 2016 que se explica sobretudo pelo não registo de ganhos extraordinários.

Mas mais do que os resultados propriamente ditos, o BPI considera que o principal destaque do comunicado enviado pela Sonae à CMVM passa pela possibilidade levantada de colocar em bolsa a divisão de retalho do grupo da Maia, mantendo a maioria accionista.

As duas casas de investimento decidiram manter tanto o preço-alvo como a recomendação atribuída aos títulos accionistas da empresa liderada por Ângelo Paupério e Paulo Azevedo.

O BPI reitera um preço-alvo de 1,50 euros – que confere um potencial de valorização de 30,55% face ao valor de 1,149 euros em que os títulos negoceiam esta manhã – e mantém a recomendação em "comprar".

Já o CaixaBI mantém um preço-alvo de 1,25 euros – potencial de valorização de 20% - e reitera a recomendação de "comprar".

As acções da Sonae seguem assim a apreciar 2,22% para 1,149 euros depois de já terem chegado a subir esta manhã um máximo de 2,67%. Em cerca de uma hora e meia de negociação bolsista, trocaram de mãos praticamente 1,5 milhões de acções da cotada, valor que compara com a média diária nos últimos seis meses que é superior a 3,5 milhões.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI