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Bolsas dos EUA em alta com resultados das empresas acima do esperado

Depois de um arranque de semana negativo, as bolsas norte-americanas abriram em alta, impulsionadas pelos resultados superiores ao esperado de empresas como a J&J e a P&G. A recuperação do petróleo também contribui para as subidas.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 14:41
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Os principais índices norte-americanos abriram em alta esta terça-feira, 26 de Janeiro, depois de terem registado perdas em torno de 1,5% no arranque da semana, penalizadas pelo sector da energia.

Esta terça-feira, a recuperação do preço do petróleo e os resultados de empresas, desde a Johnson & Johnson (J&J) à Procter & Gamble (P&G), estão a contribuir para a subida das bolsas.

O índice industrial Dow Jones ganha 0,56% para 15.974,6 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq sobe 0,52% para 4.542,15 pontos. Já o S&P500 valoriza 0,4% para 1.885,00 pontos. 

Ainda assim, as acções norte-americanas preparam-se para completar o pior mês de Janeiro desde 2009, um período marcado pelos receios em torno do crescimento da China e o seu impacto na economia global, e pela forte descida dos preços do petróleo.

A Johnson & Johnson sobe 1,08% para 97,44 dólares depois de ter apresentado, esta terça-feira, resultados que superaram as estimativas dos analistas, impulsionados por medicamentos como o Remicade e o Stelara. O resultado líquido da empresa foi de 1,44 dólares por acção, acima das projecções que apontavam para 1,42 dólares.

Também a Procter & Gamble superou as previsões, ao apresentar lucros de 1,04 dólares por acção no último trimestre de 2015, quando as estimativas não iam além dos 98 cêntimos por acção. As acções ganham 1,61% para 78,09 dólares. 

Já os lucros da 3M caíram 8,3% para 1,66 dólares por acção no período entre Outubro e Dezembro. Ainda assim, ficaram acima das projecções dos analistas de 1,62 dólares por acção. Os títulos da empresa valorizam 3,07% para 141,79 dólares. 

Os analistas estimam que os lucros das empresas do S&P 500 tenham caído 6,3% no último trimestre de 2015. Das que já apresentaram resultados até ao momento, 78% superou as projecções de lucros e 47% as estimativas de vendas.

A Apple apresenta os seus resultados do último trimestre esta terça-feira, após o fecho dos mercados. Segundo a Reuters, as estimativas apontam para que as vendas de iPhones tenham crescido em torno de 1% no último trimestre do ano passado face ao mesmo período do ano anterior o que, a confirmar-se, é o ritmo de expansão "mais baixo de sempre e bastante longe do crescimento a dois dígitos que os investidores poderiam esperar". Os analistas citados por esta agência consideram que a empresa terá vendido 75,5 milhões de iPhones de Outubro a Dezembro. 

A marca da maçã poderá estar agora a preparar um novo iPhoneesperado para Março ou Abril. O novo modelo é apontado como um híbrido entre os 5S e 6 dos "smartphones" da tecnológica norte-americana. As acções descem 0,69% para 98,75 dólares. 

Além dos resultados das empresas, os investidores vão estar atentos à divulgação dos dados sobre os preços das casas e a confiança dos consumidores, no dia em que a Reserva Federal dá início à sua reunião mensal de dois dias. O S&P500 acumula uma desvalorização de cerca de 9% desde que a Fed subiu os juros em Dezembro, pela primeira vez em quase uma década.

 

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