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Goldman Sachs decreta fim do “bull market” nos EUA e vê S&P a cair 15%

O banco de investimento prevê uma queda de cerca de 15% do índice americano S&P 500 nos próximos três meses.

Os mercados bolsistas europeus entraram em território “bear”.
Justin Lane/EPA
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 11 de Março de 2020 às 17:45
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O período dourado das ações norte-americanas parece ter terminado. Numa nota divulgada esta quarta-feira, o Goldman Sachs reviu em baixa pela segunda vez as estimativas para as ações dos EUA, antecipando uma queda de 15% nos próximos três meses. O banco prevê ainda que está para breve o fim do maior "bull market" da história.


O "‘bull market’ do S&P 500 vai terminar em breve", prevê o Goldman Sachs, numa nota onde cortou, pela segunda vez em 2020, as suas estimativas para o índice. O gigante de Wall Street prevê agora que o índice negoceie nos 3.200 pontos no final do ano, mas antes de alcançar esse valor ainda deverá baixar até aos 2.450 pontos em meados do ano, o que representa uma queda de cerca de 15% face à cotação atual.


"A incerteza em torno do impacto que o vírus está a ter e vai ter nos negócios e no consumo está a pesar e explica a dramática volatilidade dos ativos nas últimas semanas", explica o David Kostin. Para o estratego-chefe do Goldman, o impacto do coronavírus deverá, porém, desvanecer na parte final do ano.

Considerando as novas estimativas do Goldman Sachs para o S&P 500, o índice ainda poderá recuperar parte das perdas na segunda metade do ano, terminando 16% acima dos valores atuais (2.757,5 pontos).

O rápido contágio do coronavírus e os receios que este surto conduza a economia global a uma recessão atirou as bolsas mundiais para o pior arranque de ano desde a crise financeira, com o nervosismo dos investidores em níveis muito elevados.

Além dos receios associados ao impacto do Covid-19, a "guerra de preços" no petróleo veio colocar pressão adicional nos mercados. Desde o início do ano, o S&P 500 desvaloriza cerca de 15%.

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