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Ao minuto13.03.2020

Bolsa de Milão afunda 17% e Madrid desliza 14%. Fed injeta 1,5 biliões para travar "crash" em Wall Street

Os mercados viveram mais uma sessão negra na quinta-feira. Acompanhe os desenvolvimentos ao minuto

Reuters
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13.03.2020

Ásia abre sexta-feira a afundar

As bolsas asiáticas seguem todas a negociar no vermelho, com índices como o nipónico Nikkei e o sul-coreano Kospi a afundarem 8%.

13.03.2020

Dow e S&P 500 com maior queda desde segunda-feira negra de 1987

As bolsas norte-americanas voltaram a registar fortes quedas, à semelhança do resto do mundo. O anúncio de que a Fed de Nova Iorque vai comprar obrigações para estimular a economia ainda travou as perdas em Wall Street, mas apenas momentaneamente.

12.03.2020

Madrid e Milão com maiores quedas de sempre

Entre as principais praças, o destaque pela negativa recaiu sobre Espanha e Itália, os países mais afetados pelo vírus dentro do Velho Continente. Madrid afundou 14,06% e Milão deslizou 16,92%, registando ambas as maiores quedas de sempre. As praças francesa e alemã também mostraram quebras significativas, de mais de 12%.

Em Lisboa, o PSI-20 desceu 9,76% para os 3.805,92 pontos, registando a segunda maior quebra de sempre.

12.03.2020

Europa com maior rombo da história

O índice de referência que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, fechou com uma quebra de 11,48% para os 294,93 pontos, a maior desde 1987, o primeiro ano em que existem registos. Os mercados acionistas precipitaram-se mais fundo no vermelho com os investidores a mostrarem apreensão perante a resposta dada à epidemia de coronavírus pelo presidente da maior economia do mundo, Donald Trump, e pela presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde.

 

Donald Trump, que havia prometido "grandes" medidas para contrariar e remediar o impacto do vírus, acabou por avançar apenas com um plano de linhas de crédito para pequenas empresas nos estados e territórios afetados, às quais quer destinar 50 mil milhões de dólares. 

 

No que toca aos resultados da reunião do BCE, as expectativas de que o banco central iria ver-se obrigado a reduzir taxas de juro, apesar de estas já se encontrarem em níveis negativos, saíram defraudadas, com Lagarde a anunciar um pacote de estímulos temporário.

 

Numa nota mais positiva, as bolsas de Wall Street estão a travar as quedas, seguindo a ceder na casa dos 5%, depois de a Fed de Nova Iorque ter anunciado medidas adicionais de estímulo, que passam por comprar obrigações. Antes deste anúncio, o S&P500 estava a deslizar mais de 8%. 

 

12.03.2020

Fed injeta 1,5 biliões de dólares

A Reserva Federal de Nova Iorque já anunciou que o pacote de estímulos – que passará pela compra de dívida – acordado para "aliviar temporariamente as inusitadas disrupções nos mercados obrigacionistas" irá ascender a 1,5 biliões de dólares (1,3 biliões de euros).

12.03.2020

Fed de Nova Iorque intervém e ajuda bolsas

As bolsas de Wall Street estão a travar as quedas, seguindo a ceder na casa dos 3%, depois de a Fed de Nova Iorque ter anunciado medidas adicionais de estímulo, que passam por comprar obrigações. Também o dólar segue a ganhar terreno depois desta notícia.

 

O S&P 500 segue a recuar 4,32%, depois de ter afundado 8,5% e ter levado a uma suspensação da negociação durante 15 minutos.

As notícias sobre a intervenção da Fed foram publicadas já depois do fecho das bolsas europeias, que viveram uma das piores sessões de sempre. Foram vários os índices a recuar mais de 10%, com Madrid e Milão a sofrerem perdas em redor de 15%.   

12.03.2020

As piores sessões de sempre do PSI-20

06-10-2008 -9,86
12-03-2020 -9,74
09-03-2020 -8,66
24-06-2016 -6,99
10-10-2008 -5,94
21-01-2008 -5,84
24-08-2015 -5,8
24-10-2008 -5,63
27-04-2010 -5,36
03-07-2013 -5,31
22-09-2011 -5,22
29-06-2015 -5,22
16-10-2008 -5,08
Fonte: Bloomberg
Variações em %

12.03.2020

PSI-20 fecha a cair quase 10% na segunda pior sessão de sempre

Depois da sessão negra de segunda-feira (9 de março), assistiu-se hoje a uma queda ainda mais acentuada na bolsa portuguesa. O PSI-20 fechou o dia a cair 9,74% para 3.806,83 pontos, tocando em mínimos desde o final de 1995.

 

Além desta queda ter levado o índice português abaixo dos 4.000 pontos pela primeira vez em 24 anos, foi a segunda mais intensa de sempre. O PSI-20 foi criado em 1993 e mantém como queda recorde a de 6 de outubro de 2008, em plena crise financeira global, quando o PSI-20 afundou 9,86% numa só sessão. A terceira maior queda de sempre aconteceu esta semana, quando na segunda-feira o índice português afundou 8,66%.

 

Estes registos negros do início da semana foram agora pulverizados. Mas a bolsa portuguesa esteve longe de estar sozinha neste descalabro. O "crash" atingiu as bolsas a nível global, com muitos índices a marcarem perdas de dois dígitos.

Em Lisboa nenhuma ação escapou à razia que varreu os mercados. As 18 cotadas do PSI-20 sofreram uma perda de capitalização bolsista de 5,68 mil milhões de euros. Na semana a perda acumulada é já de 11,8 mil milhões de euros.

 

Foram 12 as cotadas do índice português que fixaram mínimos de pelo menos 52 semanas, sendo que na sessão de hoje o melhor desempenho foi da Pharol que caiu 3,49%.

12.03.2020

Bolsa brasileira afunda mais de 15%

O índice brasileiro Ibovespa está a afundar 15,77% para os 71.741,9, descendo a um mínimo de junho de 2018. As quebras têm-se sucedido: esta semana, o ínidice espreitou o terreno positivo apenas na terça-feira, tendo contado uma quebra de mais de 12% na segunda-feira e acima de 7% na última sessão. Se se olhar à evolução desde o pico atingido no final de janeiro, a queda é de 40%.

O mercado brasileiro está a ser afetado pela proliferação do coronavírus na medida em que este está a ditar uma diminuição abrupta da procura por matérias-primas, incluindo o petróleo. Quanto ao ouro negro, existiu ainda a agravante de, na segunda-feira, a Arábia Saudita ter ditado uma quebra de mais de 30% nas cotações de petróleo, depois de ter anunciado que iria aumentar a produção. 

A negociação foi interrompida 30 minutos antes de cair mais de 15%, uma quebra que determinou uma nova suspensão, que estará de pé durante uma hora. A última vez que a negociação havia sido interrompida por mais de uma vez num dia foi durante a grande crise financeira de 2008.

12.03.2020

WSJ: Operadores de Wall Street podem ir para casa

O icónico floor de trading da bolsa de Nova Iorque pode ter de implementar um plano de contigência sem precedentes e fechar as instalações ara evitar a propagação do coronavírus, avança o Wall Street Journal.

Este plano pode vir a adicionar disrupções no mercado de capitais, numa altura em que já se encontra muito fragilizado e as quebras são reforçadas. O índice generalista norte-americano S&P500 já chegou a desvalorizar 8,48% para os 2.508,93 pontos, e segue com uma quebra acima dos 7%.

12.03.2020

Paládio afunda 17% e está prestes a entrar em "bear market"

O preço do paládio está a afundar 17% esta quinta-feira e, caso encerre com uma queda desta dimensão, entrará em "bear market".

O preço dos futuros do metal precioso para entrega em junho caíam 17% na sessão de hoje da bolsa de Nova Iorque, para os 1.850 dólares por onça.

Com esta cotação, os preços encontram-se mais de 20% abaixo do recente máximo, de finais de fevereiro, aquilo que é definido como território de "bear market".

No entanto, o "bear market" só se verifica se a queda for registada no fecho da negociação.

O metal tem sido cada vez mais requisitado por ser necessário à construção de componentes que permitem a redução de emissões em veículos a gasolina, numa altura em que a regulação neste campo está a apertar.

Agora, com a pandemia do coronavírus Covid-19, a procura deste metal está em queda, devido à paralisação da produção em várias fábricas de automóveis.

12.03.2020

Juros da dívida portuguesa disparam 28 pontos base

Os juros da dívida portuguesa estão a disparar 28,1 pontos base para os 0,686%, um máximo de junho de 2019. A remuneração da dívida está a subir ao mesmo tempo que o número de casos de coronavírus se multiplica na Europa e no país – por cá, já estão confirmados 78 casos. A acompanhar o aumento de casos está o aumento dos receios em relação à saúde das economias, o qual se reflete na remuneração das obrigações.

A Alemanha, a referência europeia, mantém-se procurada, com os juros a caírem 1,1 pontos base para os -0,756%.  Contudo, a dívida dos países periféricos deixou de servir de refúgio.

12.03.2020

Trump "corta as asas" à aviação e ao petróleo. Brent afunda mais de 9%

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, está a deslizar 7,01% para os 33,28 dólares, mas já chegou a afundar 9,14%, aproximando-se de mínimos de fevereiro de 2016.

O "ouro negro" volta a cair fortemente depois de o presidente Donald Trump ter anunciado que vão ser restringidas as viagens da Europa para os Estados Unidos durante os próximos 30 dias, o que representa um problema em termos da procura de petróleo, que alimenta as deslocações aéreas.

Por esta altura, o Brent do mar do Norte já perdeu quase metade do valor que tinha no início do ano. Esta segunda-feira, o barril desvalorizou mais de 30%, depois de a Arábia Saudita ter decidido aumentar a produção. Os sauditas quiseram pressionar a Rússia, um país aliado que não concordou com os cortes de produção que estavam a a ser planeados pelo cartel dos maiores exportadores. Nesse dia, as maiores cotadas do setor que estão inseridas no Stoxx600 viram a maior quebra desde a Guerra do Golfo, em 1991.

12.03.2020

Ouro desliza mais de 3%

O ouro, que em períodos de incerteza tem tendência a valorizar por ser considerado um ativo refúgio, também não está a resistir ao nervosismo criado pelo surto de coronavírus. O metal amarelo está a cair mais de 3% e já chegou a descer a um mínimo de 1.580,78 dólares por onça, correspondente a uma queda de 3,28%.

Os analistas consultados pela Bloomberg atribuem esta queda à necessidade dos investidores de cobrirem as perdas que estão a enfrentar no mercado de capitais.

12.03.2020

Queda recorde nas bolsas europeias e Wall Street em forte queda

O "massacre" nas bolsas europeias acentuou-se depois da reunião do Banco Central Europeu e da abertura das bolsas norte-americanas. Na Europa o dia já estava a ser negro, mas o pessimismo acentuou-se, provocando um "sell off" nunca antes visto.

O Stoxx600 chegou a cair 10,5%, o que de acordo com a Bloomberg corresponde à desvalorização intradiária mais acentuada de sempre para este índice que agrupa as 600 maiores cotadas europeias.

A maioria dos principais índices europeus marca perdas próximas dos dois dígitos, ou até acima de 10%, como é o caso do IBEX de Madrid, o CAC de Paris e o índice de Atenas. Em Lisboa o PSI-20 afunda 8,21% e negoceia abaixo dos 4.000 pontos pela primeira vez desde 1996.

Em Wall Street o panorama é idêntico, com todos os índices jé em território de "bear market" (queda de 20% face aos máximos). A negociação foi até suspensa durante 15 minutos depois de ter sido atingida a queda máxima de 7%.

O Dow Jones desce 7,2%, o Nasdaq recua 7,03% e o S&P500 afunda 6,88%.

A tendência é de queda generalizada em todos os mercados mundiais. O MSCI All-Country World Index está a acentuar as quedas e também está em "bear market".

12.03.2020

Bolsas agravam perdas após BCE. Stoxx600 afunda mais de 7%

As bolsas europeias acentuaram a tendência negativa depois do comunicado do Banco Central Europeu para atenuar o impacto económico do coronavírus.

 

A reação dos mercados financeiros na Europa sugerem que, tal como era antecipado pelos analistas, os investidores ficaram desiludidos com a dimensão do pacote de estímulos anunciado pelo BCE. As bolsas europeias, que já estavam a registar fortes quedas, atingiram mínimos intradiários com o Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, a descer 7,4%.

 

Todos os 19 sub setores do Stoxx600 estão a cair pelo menos 6,4%. As perdas mais acentuadas são do índice Stoxx 600 Travel & Leisure -  o índice europeu que reúne as maiores cotadas no setor das viagens e lazer, onde se incluem as companhias aéreas. Recua mais de 11.

 

Entre os índices nacionais o PSI-20 desce 6,65% e negoceia em mínimos de 1996. O IBEX de Madrid, o Dax de Frankfurt, o CAC de Paris e o AEX de Amesterdão caem todos mais de 7%.

12.03.2020

BCE mantém juros e anuncia pacote de estímulos

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou esta quinta-feira, 12 de março, um novo pacote de estímulos para amparar o impacto económico provocado pela propagação mundial e europeia da doença Covid-19. As principais medidas passam por financiamento barato para manter a liquidez no sistema financeiro e mais compras de ativos ('quantitative easing'). Já as taxas de juro diretoras ficam inalteradas. 

12.03.2020

Bitcoin afunda mais de 20% e quebra patamar dos 6.000 dólares

O impacto do coronavírus está a arrastar as bolsas mundiais. E as criptomoedas não escapam a esta tendência. A Bitcoin está a afundar, tendo mesmo chegado a cair abaixo do patamar dos 6.000 dólares durante a sessão desta quinta-feira.

 

Recentemente, a Bitcoin estava a ceder mais de 22% para 6.091 dólares. Mas já chegou a recuar, por momentos, para os 5.705,31 dólares, de acordo com dados da Bloomberg. O índice Bloomberg Galaxy Crypto está a cair 27%.

 

Já as outras moedas digitais, como a Ether, XRP e a Litecoin, também estão a recuar. "Os investidores estão a afastar-se de quaisquer ativos mais arriscados", afirma said Vijay Ayyar, da Luno, à Bloomberg. "Apesar de a Bitcoin ser comparada ao ouro enquanto ativo seguro", é considerada um "ativo arriscado neste momento", acrescenta.


O mercado está sob pressão depois de Donald Trump, presidente dos EUA, ter anunciado a suspensão das viagens da Europa para os Estados Unidos durante 30 dias.

12.03.2020

Moedas afundam no Brasil e México

As moedas dos mercados emergentes estão a ser das mais afetadas pela turbulência nos mercados esta quinta-feira. O peso mexicano afunda mais de 5% tendo fixado o nível mais baixo de sempre nos 22,64 por dólar. No Brasil o real arrancou a sessão em mínimos históricos, superando a barreira dos 5 reais por cada moeda norte-americana.

12.03.2020

Índice polaco afunda mais de 9% com vírus a atingir comércio

O Índice polaco WIG20 já deslizou acima de 9% na sessão, contando o pior desempenho em mais de 25 anos. A pressionar o índice estão várias cotadas do setor do retalho.

 

O WIG segue a perder 8,11% para os 39.098,30 pontos depois de ter chegado a deslizar 9,54% para os 38.489,17 pontos. Desde o início do ano, o índice já desceu 37%.

 

Entre as dez cotadas que mais perdem dentro do índice estão quatro empresas de comércio, a maioria: a CDRL, que produz e distribui roupa para crianças e jovens, afunda 24,07%; a VRG Spolka, também distribuidora de vestuário, recua 19,89%; a Plaza Centers, que constrói e gere centros comerciais e de entretenimento está a descer 18,27% e, por fim, a CCC, que confeciona e vende calçado, cai 18,11%.

 

12.03.2020

Banco do Japão prepara-se para adotar medidas de estímulo

O banco central do Japão deverá adotar mais medidas de estímulo na próxima semana, numa tentativa de conter o impacto do coronavírus na economia. A informação é avançada pela Bloomberg, citando fonte próxima, no dia em que o Banco Central Europeu (BCE) deverá dar os mesmos passos.

 

De acordo com a mesma fonte, o Banco do Japão (BOJ) deverá adotar uma postura mais agressiva na compra de ativos, nomeadamente de Exchange Traded Funds (ETF, na sigla em inglês).  


O banco central tem uma meta para comprar 6 biliões de ienes em ETF, mas ainda não é certo se vai, ou não, aumentar este alvo. Tudo dependerá da gravidade das condições do mercado quando decorrer a reunião, na próxima semana, avança a agência norte-americana.  

 

A Bloomberg refere ainda que, para apoiar as empresas em dificuldades devido ao coronavírus, o BOJ deverá adotar um conjunto de medidas, incluindo um programa de empréstimos. O banco também poderá ajustar as suas compras de obrigações empresariais para ajudar as companhias.   


A adoção de mais estímulo por parte das entidades japonesas acontece depois de a Reserva Federal dos EUA e o Banco de Inglaterra terem decidido cortar as taxas de juro. Hoje deverá ser a vez de Christine Lagarde adotar medidas para apoiar a economia. O mercado já incorporou um corte de 10 pontos na taxa de depósitos para -0,6% por parte do BCE, embora os economistas estejam à espera de mais medidas de política monetária, nomeadamente a nível da compra de ativos.    

12.03.2020

Futuros do S&P 500 caem mais de 5% e interrompem negociação

Depois de os mercados asiáticos terem afundado, e numa altura em que a Europa está em queda, Wall Street prepara-se também para abrir no vermelho. Os futuros do S&P500 recuaram mais de 5%, o que levou a uma interrupção da negociação.   

 

De acordo com a Bloomberg, os futuros do índice norte-americano já chegaram a cair 5,06% durante a sessão desta quinta-feira, seguindo há pouco com quedas a rondar os 5%.

 

Esta descida, que levou a que a negociação fosse interrompida temporariamente, acontece depois de Donald Trump, presidente norte-americano, ter anunciado uma suspensão das viagens da Europa para os Estados Unidos durante 30 dias.

 

Para além de ter anunciado a suspensão dos voos, o líder da Casa Branca não deu detalhes sobre o seu plano de contenção para o coronavírus.

 

Esta decisão está a pressionar os mercados europeus. O Stoxx 600 – o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias - cedia há pouco mais de 6%, para mínimos de três anos e meio. Por cá, o PSI-20 perde 4,34%, depois de ter caído mais de 6% e tocado mínimos de 24 anos.

12.03.2020

Europa recua para mínimos de três anos e meio

Os principais mercados europeus voltaram a acordar com quedas avolumadas. O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, derrapa 6,31% para os 312,14 pontos, num dia em que todos os índices europeus estão a desvalorizar em torno dos 6%.

Depois do índice pan-regional ter entrado em "bear maket", ou seja, ter desvalorizado 20% desde o último pico máximo, hoje foi a vez do índice mundial MSCI, o índice de referência mundial, entrar nesse patamar. Ontem, o Dow Jones desvalorizou para terreno "bear", pondo fim ao mais longo período do "bull market" da história. 

As quedas de hoje estão a ser catalisadas pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ontem anunciou que os voos desde a Europa para o país iriam ficar suspensos pelo menos durante os próximos trinta dias. Esta medida levou o setor do turismo na Europa a desvalorizar cerca 10,5%. Nenhum dos restantes setores europeus cai menos de 5%. 

Para além de ter anunciado a suspensão dos voos, o líder da casa Branca não adiantou grandes detalhes sobre o seu plano de contenção para o coronavírus, cuja propagação continua. Este motivo levou os investidores a recuarem do risco, apesar dos estímulos monetários dados pelos bancos centrais. Hoje é a vez do banco central Europeu (BCE) de pronunciar sobre o assunto. 

12.03.2020

Mais uma chuva de mínimos em Lisboa

Há uma nova chuva de mínimos entre as cotadas do PSI-20, que hoje negoceia em valores que já não se registavam desde 1996. No total, são oito as empresas que caem para valores mínimos de pelo menos mais de um ano na sessão desta quinta-feira, dia 12 de março.

Entre as más prestações, há uma que se destaca: o BCP. O banco liderado por Miguel Maya está a derrapar 6,02% para os 11,71 cêntimos por ação, o que representa um novo mínimo histórico desde que a empresa está cotada em bolsa. Ainda assim o BCP desce menos que o índice da banca europeia (o Stoxx Banks afunda 7,14%)

Na segunda-feira, o BCP já tinha tocado em valores mínimos, mas conseguiu recuperar depois de o presidente do conselho de administração Nuno Amado ter comprado 500.000 ações do BCP, por 65.834 euros. 

Para além do banco, também as papeleiras Altri e Navigator estão a negociar em mínimos desde 2016 e 2013, respetivamente. 

A Sonae cai mesmo para mínimos de abril de 2012 e a Sonae Capital desvaloriza para um patamar só atingido em julho de 2016. Nos (janeiro de 2013), Ibersol (outubro de 2016) e Semapa (junho de 2016) são as outras empresas a cair para mínimos.

12.03.2020

Covid-19 atira índice mundial MSCI para "bear market"

O novo coronavírus mantém os mercados sob pressão. Depois do índice Dow Jones, hoje foi a vez de o MSCI, o índice de referência mundial, entrar em "bear market". Isto numa altura em que os receios em torno do coronavírus continuam a dominar o sentimento do mercado.

 

O MSCI está a cair 1,9%, alcançando o valor mais baixo desde janeiro de 2019, de acordo com dados da Bloomberg. Já recua, assim, 20% face ao fecho recorde alcançado a 12 de fevereiro.

 

Na quarta-feira, o Dow Jones fechou a perder 5,85% para 23.560,85 pontos, tendo sido o primeiro dos três principais índices de Wall Street a entrar em "bear market ". Isto depois de marcar o valor mais elevado de sempre no passado dia 12 de fevereiro. Quando temos um mercado urso ("bear market"), significa que o ativo em causa está a perder pelo menos 20% desde os últimos máximos.

 

Este desempenho regista-se após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado a suspensão de todas as viagens da Europa para os Estados Unidos nos próximos 30 dias. O responsável pediu ainda que se evitem viagens não essenciais e garantiu que serão tomadas, em breve, "medidas sem precedentes" para alívio financeiro dos trabalhadores que não possam trabalhar devido à doença, não avançando mais detalhes.

 

Estas notícias penalizaram os mercados asiáticos, com a bolsa de Tóquio a perder mais de 4%, mas também estão a contagiar a Europa. Por cá, o PSI-20, o índice de referência nacional, está a cair mais de 6% e a tocar mínimos de 24 anos.

12.03.2020

PSI-20 em mínimos de 1996

O índice PSI-20 abriu a sessão desta quinta-feira, dia 12 de março, a afundar 4,22% para os 4.039,44 pontos, acompanhando a tendência das suas congéneres europeias. 

 

O índice português já chegou a cair 6,26% para 3.953 pontos, transacionando abaixo dos 4.000 pontos pela primeira vez desde janeiro de 1996.

 

A bolsa portuguesa está assim em mínimos de 1996, atingindo níveis mais baixos que durante  a crise financeira de 2008 que levou a economia mundial a uma recessão global e da crise das dívidas de 2011, que obrigou o país a pedir assistência externa.

 

12.03.2020

Petróleo cai mais de 5%

Os preços da matéria-prima continuam a conhecer pesadas quedas. Hoje, o Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - deprecia 5,06% para os 33,98 dólares por barril e o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) acompanha a tendência e cai 4,82% para os 31,39 dólares por barril.

Clemens Grafe, economista do Goldman Sachs, disse que os preços do petróleo se iriam manter no patamar dos 30 dólares pelo menos durante os próximos seis meses, antes de começarem a subir de forma gradual até atingirem a barreira dos 60 dólares por barril.

Ontem a Arábia Saudita disse que iria aumentar a capacidade de produção da sua petrolífera estatal, a Saudi Aramco, para os 13 milhões de barris diários. No entanto, a instalação de mais capacidade deve demorar alguns anos a estar concluída. Esta divulgação surge um dia após a mesma empresa ter dito que iria produzir 12,3 milhões de barris de diários - o seu teto máximo de produção - a partir do próximo mês, dando seguimento ao seu plano de "inundar" o mercado petrolífero com crude a preços mais baixos.

Para além dos sauditas, também os Emirados Árabes Unidos disseram que iam aumentar a sua produção a partir de abril. 

12.03.2020

Bolsa da Tailândia afunda 10%

São vários os índices mundiais a marcar quedas de dois dígitos. É o caso da bolsa da Tailândia, onde a queda atingiu os 10%, obrigando à supensão das negociações. 

12.03.2020

Bolsa de Sydney com maior queda desde 2008

 

A Bolsa de Valores de Sydney, na Austrália, caiu hoje 7,4%, dominada pelos receios crescentes do impacto económico face ao surto do novo coronavírus, a queda mais abrupta desde outubro de 2008.

 

O índice de referência da Bolsa de Valores da Austrália, o ASX/200, perdeu 421,3 pontos para 5.304,6, depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado a suspensão de viagens oriundas da maioria dos países europeus.

 

Uma queda que os analistas justificam não só pelo anúncio dos EUA, mas também pelo colapso em Wall Street e com a Organização Mundial de Saúde a declarar, também na quarta-feira, o surto de Covid-19 como uma pandemia.

 

 

12.03.2020

Tóquio afunda mais de 4%

A bolsa de Tóquio fechou hoje a perder, com o principal índice, o Nikkei, a recuar 4,41% até aos 18.559,63 pontos. O segundo indicador, o Topix, fechou a descer 4,13% para os 1.327,88.

 

O índice de referência Nikkei tinha já iniciara a sessão com uma queda de mais de 2% após o colapso em Wall Street e com a Organização Mundial de Saúde a declarar o surto de Covid-19 como uma pandemia, registando uma descida acentuada depois dos Estados Unidos terem anunciado a suspensão de viagens oriundas da maioria dos países europeus.

 

O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.

12.03.2020

Futuros sobre bolsas europeias chegaram a cair 8%

A sessão europeia está a ser pressionada pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ontem à noite anunciou a suspensão de todas as viagens da Europa para os Estados Unidos, nos próximos trinta dias. O líder da Casa Branca pediu ainda que as pessoas evitem viagens não essenciais e garantiu que em breve serão tomadas "medidas sem precedentes" para alívio financeiro dos trabalhadores que não possam trabalhar devido à doença, mas sem especificar.

Numa conferência de imprensa destinada a divulgar medidas para combater o impacto do coronavírus, o líder da Casa Branca não forneceu detalhes sobre o seu plano económico que os Estados Unidos vão seguir para mitigar os efeitos imediatos do vírus Covid-19, deixando os investidores apreensivos. 

Esse facto está a levar os futuros sobre índices na Europa (Euro Stoxx 50) a cair cerca de 8% e os futuros do S&P 500 a deslizarem em torno de 4%, depois de ontem o índice norte-americano ter terminado o mais longo período em "bull market" da história.  

 

Prevê-se um autêntico massacre na abertura das praças europeias.

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