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Perspetiva de queda dos lucros das cotadas abala Wall Street

As bolsas do outro lado do Atlântico estavam a negociar em alta a menos de uma hora do fecho da sessão, com o S&P500 a chegar a regressar a um saldo positivo no cômputo de 2020, mas acabaram por inverter. Só o Dow conseguiu manter-se à tona, com uma subida marginal.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 13 de Julho de 2020 às 21:11
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O Dow Jones foi a exceção às quedas na sessão desta segunda-feira em Wall Street e encerrou a somar 0,04% para 26.085,80 pontos.

 

Já o Standard & Poor’s 500 recuou 0,94% para 3.155,23 pontos.

 

A pandemia de covid-19 levou o S&P 500 a mergulhar 34% face aos máximos históricos atingidos a 19 de fevereiro, com o nível mais baixo a ser fixado no dia 23 de março.

 

Desde então, o índice disparou 44%, ficando a 8 de junho positivo no ano pela primeira vez desde fevereiro. Entretanto, voltou a ter saldo negativo no ano, e hoje brilhou ao regressar ao verde no acumulado de 2020. Mas foi sol de pouca dura. Depois de estar a ganhar 1,5%, acabou por inverter para as quedas, pelo que no cômputo do ano voltou a ficar no vermelho.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite – que hoje chegou a marcar um novo máximo histórico, nos 10.824,79 pontos – acabou por inverter para terreno negativo e fechou a sessão a ceder 2,13% para 10.390,84 pontos.

 

A pressionar o Nasdaq estiveram cotadas como a Alphabet e Microsoft, que ofuscaram os ganhos da Apple e da Tesla.

 

Hoje teve início a temporada de divulgação dos resultados trimestrais nos EUA, com os bons números da Pepsi, seguindo-se amanhã o Citigroup e o JPMorgan, que dão o pontapé de saída na apreentação de contas da banca.

 

Segundo as projeções dos analistas de Wall Street, citados pela CNN, os lucros das cotadas no segundo trimestre deverão ser os mais baixos desde a crise financeira de 2008, sendo antecipada uma queda média de 45%.

 

Também os dados da Refinitiv divulgados pela Reuters apontam para que no segundo trimestre possa ter-se registado a maior queda trimestral dos lucros desde a crise financeira de 2008.

 

A pressionar o sentimento dos investidores continuou também a covid-19, cujos casos têm disparado nos EUA. Nas últimas 24 horas, o número de novas infeções aumentou em 2% no país, à semelhança do que tem vindo a acontecer nas últimas duas semanas.

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