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PSI-20 afunda quase 10% para mínimos de 24 anos na segunda pior sessão de sempre

O índice da bolsa nacional afundou 9,74% para mínimos de finais de 1995, registando o segundo pior desempenho na história do PSI-20.

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Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 12 de Março de 2020 às 16:45
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Depois da sessão negra de segunda-feira (9 de março), assistiu-se hoje a uma queda ainda mais acentuada na bolsa portuguesa. O PSI-20 fechou o dia a cair 9,74% para 3.806,83 pontos, tocando em mínimos desde o final de 1995.

 

Além desta queda ter levado o índice português abaixo dos 4.000 pontos pela primeira vez em 24 anos, foi a segunda mais intensa de sempre. O PSI-20 foi criado em 1993 e mantém como queda recorde a de 6 de outubro de 2008, em plena crise financeira global, quando afundou 9,86% numa só sessão. A terceira maior queda de sempre aconteceu esta semana, quando na segunda-feira o índice português afundou 8,66%.

Evolução do PSI-20 desde 1995: 

Estes registos negros do início da semana foram agora pulverizados. Mas a bolsa portuguesa esteve longe de estar sozinha neste descalabro. O "crash" atingiu as bolsas a nível global, com muitos índices a marcarem perdas de dois dígitos.

 

Foram sobretudo dois fatores que levaram os investidores a vender ações de forma abrupta, sendo que estão ambos relacionados com a deceção dos investidores perante as respostas que os países estão a implementar para mitigar o impacto económico da propagação do coronavírus a nível global.


Quando se esperava que Donal Trump anunciasse um poderoso pacote de corte de impostos e outras medidas de estímulo para defender a economia norte-americana, o presidente dos Estados Unidos anunciou a suspensão da entrada de europeus no país. Sobre o plano de estímulos, pouco ou nada se sabe, o que provocou uma queda acentuada logo no arranque da sessão europeia, com quedas acima de 5%.

 

Os investidores viraram as atenções para a reunião de política monetária do Banco Central Europeu, mas a deceção voltou a ser a palavra de ordem. Christine Lagarde anunciou um pacote de estímulos que contempla o aumento do programa de compra de dívida e mais medidas de apoio a empresas e bancos, mas manteve a taxa de juro dos depósitos em -0,5%.

 

As bolsas europeias praticamente duplicaram as perdas depois da conferência do BCE, com a abertura fortemente negativa em Wall Street a contribuir para o pessimismo dos investidores.

 

Tudo no vermelho e chuva de mínimos 

Em Lisboa nenhuma ação escapou à razia que varreu os mercados. As 18 cotadas do PSI-20 sofreram uma perda de capitalização bolsista de 5,68 mil milhões de euros. Na semana a perda acumulada é já de 11,8 mil milhões de euros.

 

Foram 12 as cotadas do índice português que fixaram mínimos de pelo menos 52 semanas, sendo que na sessão de hoje o melhor desempenho foi da Pharol que caiu 3,49%.

 

Oito cotadas sofreram perdas acima de 10%, sendo que a EDP registou o pior desempenho do índice com uma queda de 13,84% para 3,47 euros. A elétrica registou uma forte subida nos dois primeiros meses do ano, pelo que agora foi a que mais corrigiu.

Seguiu-se a Altri (-13,65%), a Sonae Capital (-11,71%) e a EDP Renováveis (11,6%). Navigator, CTT, Ramada e Galp Energia foram as outras cotadas a cair mais de 10%.

 

O BCP atingiu um mínimo histórico, mas registou uma queda menos contida que o setor europeu (14,29%). As ações do banco liderado por Miguel Maya fecharam a cair 9,23% para 0,1131 euros.

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