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PSI-20 em destaque na Europa com BCP a disparar 8%

A bolsa nacional destacou-se das pares europeias com um ganho de 2%. O BCP e o grupo EDP emprestaram força ao índice.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 30 de Outubro de 2020 às 16:44
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A bolsa nacional fechou em forte alta, com o PSI-20 a somar 2,12% para os 3.945,12 pontos. A maioria das cotadas – 8 em 17 – terminaram mesmo a valorizar acima dos 2%. Ao todo, foram 16 cotadas a figurar no terreno positivo, contra apenas uma no vermelho.

A força exibida na praça portuguesa distingue-se do sentimento que se vive na restante Europa e contrasta com aquele que se verifica nos Estados Unidos. Em Wall Street as ações resvalam na maior quebra desde março, penalizadas depois de as gigantes tecnológicas terem desiludido nas apresentações de resultados. No Velho Continente, a recuperação económica está ameaçada pelas restrições que os países têm vindo a anunciar, conduzindo este bloco para uma provável nova recessão.

O Banco Comercial Português (BCP) disparou 8,18% para os 7,54 cêntimos durante a sessão. Verificou-se assim a maior subida desde o início de junho deste ano, altura em que o banco chegou a apreciar acima de 10%. A instituição  obteve lucros de 146,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, acima dos 137 milhões de euros para os quais apontavam os analistas do CaixaBank BPI – uma marca 50% abaixo do que foi atingido no mesmo período do ano anterior.

O grupo EDP também exibe força no verde, com a EDP Renováveis a avançar 2,51% para os 16,32 euros e a EDP a ganhar 2,30% para os 4,23 euros. Estas energéticas vivem um bom momento depois de ontem terem sido apresentados os resultados. A EDP anunciou uma queda homóloga de 8% no lucro líquido dos primeiros nove meses do ano para os 422 milhões de euros. A elétrica justificou esta evolução com as "quedas significativas"  da procura e preços de eletricidade devido à pandemia, apesar de admitir "alguns sinais de recuperação" no período em análise.

Já esta sexta-feira, a empresa decidiu atualizar o "guidance" para o exercício de 2020, melhorando a perspetiva do EBITDA de 3,6 mil milhões para 3,7 mil milhões de euros e apontando que o lucro recorrente se situe no patamar máximo que estava estipulado anteriormente, os 900 milhões de euros.

No mesmo setor, a pesada Galp avançou 1,96% para os 6,95 euros, contrariando o movimento descendente do petróleo. A explosão de novos casos de infeções pelo coronavírus pressiona o mercado, e a matéria-prima prepara-se para fechar o pior mês desde março.

A travar maiores ganhos no índice esteve a Jerónimo Martins, que se isolou no vermelho com uma descida de 1,34% para os 13,64 euros, mantendo a tendência negativa de há quatro sessões.  A retalhista anunciou na quarta-feira um recuo nos lucros de 18%, ao mesmo tempo que divulgou a intenção de distribuir 86 milhões de euros em dividendos

(Notícia atualizada às 16:55)

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