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Tecnológicas comemoram antes de divulgarem contas e Wall Street brinda

Os três principais índices norte-americanos terminaram a primeira sessão da semana em terreno positivo, de olhos postos nos resultados já apresentados pelas cotadas norte-americanas e a prepararem-se para a onda de números das tecnológicas que está por chegar esta semana. A reunião da Fed da próxima semana também não foi esquecida.

Reuters
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 23 de Janeiro de 2023 às 21:28
Wall Street terminou a sessão no verde, com as tecnológicas a liderarem o pelotão dos ganhos, antes da onda de resultados do setor que arranca esta terça-feira com a Microsoft - depois de na semana passada o pontapé de saída já ter sido dado pela Netflix.

O industrial Dow Jones subiu 0,76% para 33.629,56 pontos, enquanto o S&P 500 arrecadou 1,19% para 4.019,81 pontos. Dos 11 principais setores do "benchmark" mundial nem um só fechou no vermelho, tendo o setor tecnológico comandado os ganhos com uma subida de 2,8%.

Já o índice tecnológico Nasdaq Composite ganhou 2,01% para 11.364,41 pontos, com o setor dos semicondutores em destaque ao valorizar 4,9%.

Os investidores estão ainda a digerir os números de várias empresas que já se confessaram ao mercado. Até ao momento, das 57 empresas do S&P 500 que apresentaram resultados, 63% ficaram acima das estimativas, de acordo com a Refinitiv.

O movimento ocorre antes de acelerar a "earnings season" norte-americana. Depois da banca, chega a vez das tecnológicas. Após os números da Netflix na semana passada, esta semana será fértil em contas do setor. Esta terça-feira, a Microsoft apresenta os seus resultados, sendo depois sucedida pela Tesla.

Em muitos outros setores também prossegue a divulgação de contas e esta semana teremos os números de cotadas como o Union Pacific, Dow, Northrop Grumman, entre outras.

No final da semana será ainda tempo de estar atento a alguns indicadores económicos sobre despesas dos consumidores norte-americanos, que poderão dar pistas sobre a decisão que será tomada pela Reserva Federal norte-americana (Fed), depois da reunião de política monetária de dois dias que arranca a 31 de janeiro.

Neste momento, o mercado antecipa uma probabilidade de 99,8% de a Fed aumentar a taxa de juro diretora em 25 pontos base, segundo o índice FedWatch do CME group.

Entre as ações que estiveram na mira dos investidores durante a sessão desta segunda-feira, destacam-se os títulos da Baker Hughes, que caíram 1,54% depois de os lucros da empresa do setor petrolífero terem ficado aquém das expectativas.

As ações do Goldman Sachs também estiveram debaixo de olho, após o banco de investimento ter anunciado que vai desfazer-se de parte dos chamados investimentos não convencionais, como os criptoativos, de forma a contribuir para a saúde financeira da instituição.

Ao todo serão cortados 59 mil milhões de dólares em investimentos alternativos, que pressionaram os lucros do banco de investimento no ano passado, segundo a informação prestada por uma fonte conhecedora do assunto à Reuters. Perante este cenário, as ações do banco somaram 2,14%.

O mercado esteve ainda a observar de perto os títulos do Spotify, depois de o gigante tecnológico - à semelhança dos seus pares, como a Meta ou a Alphabet – ter anunciado o despedimento de quase 600 trabalhadores. As ações da empresa terminaram a sessão a ganhar 2,07%.

Por sua vez, a Salesforce subiu 3,05%, à boleia da notícia de que o fundo de cobertura de risco Elliot Investment Management - conhecido pelo investimento ativista - adquiriu uma participação no capital da empresa.

Por fim, a Microsoft cresceu 0,98%, depois de ter confirmado que vai aprofundar o investimento na OpenAi, a empresa sem fins lucrativos fundada por Elon Musk para desenvolver inteligência artificial e que está por detrás da popular aplicação ChatGPT, que se tornou viral em novembro do ano passado.
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