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Mota-Engil paga hoje 5,3 milhões em dividendo adicional. Chineses da CCCC ficam com 1,7 milhões

A construtora paga a partir desta data o dividendo adicional, relativo ao exercício de 2021, de 1,725 cêntimos por ação.

A Mota-Engil ganhou a obra de 133 milhões de euros.
Edgar Martins
Patrícia Naves patricianaves@negocios.pt 05 de Outubro de 2022 às 07:30
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É já a partir desta quarta-feira, 5 de outubro, que a Mota-Engil começa a pagar dividendos aos seus acionistas. Em maio, o grupo determinou que esta distribuição adicional ficaria sujeita à condição de o resultado líquido consolidado no final do primeiro semestre ser superior a 10.820,5 milhões de euros – o que veio a acontecer.

Em maio os acionistas da Mota-Engil aprovaram a distribuição no imediato de 5,175 cêntimos por ação, no valor global de 15,9 milhões de euros, assim como a possibilidade de virem a ser entregues mais quase 5,3 milhões de euros em outubro (1,725 cêntimos por ação).

Tal como comunicado à CMVM a 21 de setembro, a construtora paga a partir de agora o dividendo adicional, relativo ao exercício de 2021, de 1,725 cêntimos por ação, sujeitos a retenção de IRS/IRC de acordo com as regras de tributação aplicáveis e taxas em vigor à data de pagamento.

O maior acionista da construtora, que fica com a fatia mais significativa dos dividendos, é a família Mota, que detém 40% da participação pelo que receberá 2,12 milhões de euros. Já a China Communications Construction Company (CCCC) fica com 32,41% do montante - ou 1,7 milhões de euros -, enquanto os pequenos acionistas representam 25,6% do total e arrecadam1,36 milhões.

O agente pagador nomeado para o efeito será a Caixa Geral de Depósitos e o pagamento dos dividendos processar-se-á através da Central de Valores Mobiliários de acordo com o Regulamento em vigor aplicável a valores mobiliários escriturais.

Os acionistas que beneficiem de qualquer isenção ou dispensa legal de retenção na fonte de IRS/IRC, "deverão fazer prova de tal facto junto das entidades registadoras ou depositárias das ações até ao dia anterior ao pagamento do dividendo" adianta o grupo.

Tal como o Negócios noticiou no início de setembro, o grupo registou lucros de 12 milhões de euros no primeiro semestre, cumprindo a condição para entregar aos acionistas mais quase 5,3 milhões de euros em dividendos adicionais no próximo mês. Isto porque uma assembleia geral de maio determinou que esta distribuição adicional ficaria sujeita à condição de o resultado líquido consolidado atribuível ao grupo no final do primeiro semestre deste ano ser superior a 50% do resultado líquido consolidado verificado em 2021: ou seja, superior a 10.820,5 milhões de euros.

Na altura, os acionistas da Mota-Engil aprovaram a distribuição no imediato de 5,175 cêntimos por ação, no valor global de 15,9 milhões de euros, assim como a possibilidade de virem a ser entregues mais quase 5,3 milhões de euros em outubro (1,725 cêntimos por ação).

50 milhões a 5 anos

No passado dia 30, a Mota-Engil anunciou também, que se vai financiar junto do mercado obrigacionista, com o objetivo de angariar 50 milhões de euros. Para tal a empresa de construção vai realizar, durante o mês de outubro, duas ofertas: uma de subscrição (OPS) de dívida e outra de troca (OPT).

"O prospeto refere-se à oferta pública e de admissão à negociação no Euronext Lisbon, de até 100.000 obrigações da Mota-Engil, SGPS, com o valor nominal unitário de 500 euros e global inicial de até 50.000.000 euros", pode ler-se no documento enviado ao regulador.

 

O montante total das ofertas é de 50 milhões de euros em obrigações tanto para investidores institucionais como de retalho. A oferta é distribuída por 100 mil títulos com maturidade de cinco anos e a construtora vai pagar um juro bruto de 5,75%, segundo a informação avançada à Comissão de Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM).

As ordens para a subscrição ou troca de obrigações podem ser colocadas desde o passado dia 3 de outubro, e terminam a 17 de outubro. Cada obrigação tem um valor unitário de 500 euros, sendo o capital mínimo de subscrição 2.500 euros, já que é obrigatório subscrever pelo menos cinco títulos.

Após os custos associados à emissão, a empresa poderá ter um encaixe líquido de cerca de 48 milhões de euros, que serão usados para alimentar a "expansão internacional" da empresa, assim como "prosseguir a estratégia de alongamento de maturidade da sua dívida, de modo a alinhá-la melhor com a geração de cash-flow, não estando prevista a utilização para determinada finalidade específica dos proveitos".

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