Inflação na Zona Euro e 4 outras coisas que precisa de saber para começar o dia
É dia de saber como evoluiu a subida de preços no bloco monetário e de Portugal regressar ao mercado de dívida. Serão ainda publicados dados do mercado laboral e dos "stocks" de petróleo dos EUA, enquanto os investidores acompanham os desenvolvimentos na Venezuela.
| Inflação na Zona Euro e outros dados dos países do bloco |
|
O Eurostat vai divulgar as estimativas da taxa de inflação de dezembro na Zona Euro. Os economistas antecipam que a taxa recue para 2%, depois de em novembro ter ficado inalterada em 2,1%. Nesse mês, o índice de preços ao consumidor caiu 0,3%, comparativamente ao mês anterior, a primeira queda desde janeiro, após uma subida de 0,2% em outubro. Serão divulgados os mesmo dados para Itália, que no mês anterior viu a taxa de inflação a cair para 1,1%. Já na maior economia do bloco - a Alemanha - serão publicadas as vendas a retalho de novembro, bem como a taxa de desemprego de dezembro. Em Portugal, o Instituto Nacional de Estatísitca (INE) vai também publicar as estimativas mensais de emprego e desemprego de novembro. |
| Portugal no mercado para emitir dívida de curto prazo |
|
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP vai realizar um leilão de Bilhetes do Tesouro (BT) esta quarta-feira que vencem em novembro de 2026. O montante indicativo é de entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros. |
| Novas ofertas de emprego nos EUA |
|
Numa altura em que está em cima da mesa um novo corte nas taxas de juros pela Reserva Federal, que anuncia a decisão a 29 de janeiro, serão divulgados os dados das ofertas de emprego nos EUA relativos a novembro, pelo Departamento de Estatísticas Laborais do país, através do relatório JOLTS. O mercado laboral da maior economia do mundo tem centrado as atenções dos investidores, sobretudo depois da paralisação dos serviços federais que impediu ou adiou a publicação de vários dados importantes para o banco central cimentar a sua decisão - e também numa altura em que a criação de emprego do lado de lá do Atlântico continua fraca. |
| Mercado continua atento aos desenvolvimentos na Venezuela |
|
É o assunto que tem dominado os últimos dias e não se prevê alguma resolução tão cedo. Os investidores e analistas vão continuar a acompanhar de perto o conflito geopolítico que opõe os EUA e a Venezuela. Esta segunda-feira, Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina, apesar de Donald Trump ter dito que quer liderar o país sul-americano. A detenção de Nicolás Maduro e a incursão das forças norte-americanas em Caracas fez os preços do petróleo dispararem - apesar do recuo de terça-feira -, bem como os ganhos em bolsa das empresas ligadas ao setor. O ouro continua a subir, por beneficiar do seu papel como ativo-refúgio. Nas ações, as empresas de defesa são as grandes vencedoras dos últimos dias. Qualquer desenvolvimento no conflito promete agitar as águas do mercado. |
| Stocks de crude em números |
|
A Administração de Informação em Energia (sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) divulga os níveis da semana passada dos inventários de crude dos EUA, bem como os "stocks" de destilados e gasolina. O petróleo tem estado no centro das atenções do mercado, já que o Presidente Donald Trump, que desencadeou uma disputa contra Nicolás Maduro, poderá agora deitar as mãos às maiores reservas petrolíferas do mundo - as da Venezuela. Analistas do setor referem que a produção venezuelana poderá aumentar até meio milhão de barris por dia nos próximos dois anos, com estabilidade política no país e investimento dos EUA. |
Mais lidas