Mercados Aramco já garantiu parcela do IPO para o retalho a um dia do fim do prazo

Aramco já garantiu parcela do IPO para o retalho a um dia do fim do prazo

A petrolífera estatal saudita já angariou o valor que pretendia na oferta pública inicial dirigida ao retalho. Mais de 3,7 milhões de investidores subscreveram ações da Aramco.
Aramco já garantiu parcela do IPO para o retalho a um dia do fim do prazo
Negócios 28 de novembro de 2019 às 09:30

A oferta pública inicial da petrolífera Saudi Aramco para o retalho já garantiu a tranche pretendida a um dia do fim do prazo da operação. Segundo a Bloomberg, 3,7 milhões de investidores subscreveram ações da petrolífera estatal saudita com a operação, que arrancou no dia 17 de novembro, a alcançar os 8,7 mil milhões de dólares (7,9 mil milhões de euros) estimados.

O prazo para os investidores institucionais participarem na oferta pública inicia (IPO na sigla em inglês) ainda está a decorrer até 4 de dezembro.

A Saudi Aramco pretende alocar até 0,5% das ações a investidores particulares no seu IPO, como noticiou a Reuters citando três fontes conhecedoras do processo. Segundo o que tem sido avançado, a empresa poderá colocar, nesta fase, 1% a 2% das suas ações em bolsa.

Desde 2016 que o governo saudita fala no IPO da Saudi Aramco, mas este foi sucessivamente adiado devido a variadas questões – uma delas, segunda a CNBC, alegadamente pelo receio de que as finanças da empresa fossem publicamente escrutinadas.

Os ataques com drones contra importantes instalações petrolíferas da Saudi Aramco, em setembro passado, também suscitaram preocupações em matéria de segurança. Mas os problemas parecem ter ficado todos para trás.

Um dos intuitos da entrada em bolsa da Saudi Aramco é ajudar a diversificar a economia do país, sublinhou na semana passada à CNBC o CEO da companhia, Amin Nasser.

Já o "chairman" da empresa, Yasir al-Rumayyan, disse em conferência de imprensa que a negociação em bolsas internacionais será decidida "mais para a frente".

A Saudi Aramco fechou 2018 com lucros de 111,1 mil milhões de dólares e receitas de 356 mil milhões de dólares. O EBITDA foi de 224 mil milhões de dólares e a petrolífera pagou 58 mil milhões de dólares em dividendos ao seu único acionista: o reino saudita.




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