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CEO da Merlin: Portugal está "mais interessante" que Espanha no imobiliário

A Merlin Properties reafirma a meta de duplicar a exposição que tem em Portugal, um mercado que vê de momento como mais atractivo do que o espanhol. Contudo, diz que vai apostar sobretudo em reforçar nos ativos que já detém.

Sérgio Lemos
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 14 de Janeiro de 2020 às 17:59
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O CEO da Merlin Properties, Ismael Clemente (na foto, com Isabel Ucha), considera que o mercado imobiliário em Portugal está "mais interessante" no que toca ao investimento imobiliário. Acrescenta ainda que pretende reforçar.

"Portugal está numa fase um bocadinho melhor", afirmou Ismael Clemente na cerimónia de admissão da Merlin Properties na bolsa portuguesa, esta terça-feira, 14 de janeiro. Isto porque, apesar de "Espanha ter mais tamanho e mais liquidez", Portugal está "atrasado no ciclo".  É que a compressão de taxas "provavelmente terminou" em Espanha em 2017, estima o gestor, enquanto em Portugal o mesmo terá sucedido em 2019.

João Cristina, diretor em Portugal, complementa dizendo que por cá se mantêm  "desequilíbrios fundamentais do lado da oferta" e que "Portugal continua a ser barato relativamente aos restantes mercados".

Merlin quer duplicar exposição. Retalho está de fora

A imobiliária já tinha avançado anteriormente que a exposição em Portugal poderia crescer, dos atuais 10% para entre 15% a 20%. Clemente reforçou que considera a exposição em Portugal uma infra-exposição em comparação com o que Portugal devia representar", apontando de novo para o intervalo dos 15% a 20%. Mas ressalva: "não sei se (o investimento) vai ser neste ciclo ou no ciclo a seguir".

O CEO da Merlin não exclui a hipótese de novos investimentos "se aparecerem oportunidades no mercado", assumindo que "o retalho não é agora o setor favorito dos investidores internacionais", o que deixa as áreas de escritórios e logística como possíveis investimentos.

Contudo, para já, "o uso mais efetivo do capital dos nossos acionistas é investir nos ativos que já temos e captar o maior rendimento", diz o gestor. O investimento que ainda falta fazer na plataforma logística de Vila Franca de Xira, por exemplo, "vai incrementar significativamente o peso da Merlin em Portugal", avalia.

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