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Credit Suisse sofre perda de 4 mil milhões de euros com colapso do Archegos

O banco suíço, que em breve terá António Horta Osório como "chairman", irá fazer uma amortização no valor de cerca de 4 mil milhões de euros para acautelar perdas com o colapso do Archegos.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 06 de Abril de 2021 às 11:12
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O banco Credit Suisse vai fazer uma amortização de 4 mil milhões de euros devido à grande exposição que tinha no Archegos Capital Management, para fazer face à esperada perda após a sua implosão, operando ainda uma série de alterações no grupo, desde despedimentos de dois executivos, corte de dividendo e suspensão da compra de ações próprias.

O colapso do "family office" de Bill Hwang vai resultar, para já, numa perda de cerca de mais de 800 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano para o banco, de acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira. Na mesma nota, o banco adianta a saída de Brian Chin, líder do banco de investimento, e de Lara Warner, líder do departamento de risco do banco suíço.

Estes dois nomes apontados à saída, juntam-se a uma lista divulgada anteriormente que inclui nomes como o de
Eric Varvel, líder da gestão de ativos, Paul Galietto, chefe do departamento de negociação de ações, assim como, pelo menos, outros cinco nomes.

Para já, sabe-se que 
Christian Meissner, ex-Bank of America que se juntou ao Credit Suisse em outubro, irá ficar com o lugar deixado vago por Brian Chin no próximo mês. 

O CEO do Credit Suisse, Thomas Gottstein, prometeu que vai tirar "lições sérias" com o colapso da Archegos e da Greensill Capital no mês passado, que minaram os esforços do banco em tentar recuperar de um ano de 2020 turbulento.

Para além das alterações a nível do pessoal, o banco anunciou que vai cortar o seu dividendo referente ao ano passado de 29 cêntimos para 10 cêntimos por ação, assim como suspender as suas operações de compras de ações próprias - a fim de fazer subir o preço da cotação - numa tentativa de equilibrar as contas do banco. 

O atual "chairman" Urs Rohner disse que estava disponível para não receber a sua compensação de 1,5 milhões de francos suíços referente a 2020. Rohner está de saída do Credit Suisse e será substituído por António Horta Osório, que passará a exercer este cargo a partir de 1 de maio de 2011, logo no dia posterior à assembleia geral de 30 de abril onde o seu nome será submetido à aprovação dos acionistas.

Cinco meses depois de ter anunciado que iria deixar o cargo de CEO do Lloyds, Horta Osório já tinha o futuro definido. O gestor português, que começou aos 29 anos como CEO do Santander em Portugal, vai continuar na banca internacional, e embora deixe de exercer funções executivas, passa a liderar o conselho de administração de um dos bancos mais conhecidos em todo o mundo.
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