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Moody’s sobe “rating” da Portucel

A agência subiu a nota da Portucel devido às expectativas de que a empresa diminua a distribuição de dividendos para investir na diversificação do seu negócio. Os analistas consideram esta decisão "positiva" para a cotada.

Pedro Elias/Negócios
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 08 de Março de 2016 às 09:29
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A Moody's subiu o "rating" da Portucel de Ba3 para Ba2, dois níveis abaixo do grau de investimento, com perspectivas estáveis. A agência justificou a decisão com a expectativa de que a Semapa diminua as exigências de dividendos na Portucel e com o bom desempenho histórico da empresa.

Matthias Volkmer, analista da agência que acompanha a empresa, referiu que "após as maiores exigências de dividendos nos últimos anos, a accionista maioritária Semapa pretende diminuir de forma significativa as exigências de dividendos para apoiar os novos projectos estratégicos e de capital intensivo, que ajudarão a diversificar de forma gradual o perfil de negócios nos próximos anos". Isto depois de, em 2015, a empresa ter distribuído 440 milhões de euros de dividendos, segundo a Moody’s. A Portucel tem tentado diversificar os seus negócios, através da aposta em papel para uso doméstico, por exemplo.

Além dos menores custos com dividendos, a agência justifica a subida do "rating" com o "histórico consistente de bom desempenho em período de volatilidade nos preços e de descida da procura estrutural por papel fino não revestido". A Moody’s explicou que, se o plano de diversificação for bem-sucedido, poderá subir o "rating".

Os analistas do Haitong consideram a decisão da Moody’s como "positiva" para as acções da Portucel. "Acreditamos que no futuro haverá espaço para mais melhorias desde que a empresa continue a cumprir com as suas metas de investimento e mantiver a sua solidez financeira e forte geração de fluxos de caixa livres", referem numa nota a investidores.

Também os analistas do BPI destacaram, numa nota a investidores, que a melhoria do "rating", "deverá permitir à Portucel melhorar os seus custos de financiamento e ajudar a empresa a diversificar as fontes de financiamento". E realçam que a subida da notação até ocorreu numa altura em que tanto o investimento como a dívida líquida estão a aumentar.

As acções da empresa liderada por Diogo Silveira (na foto) seguem a desvalorizar 0,8% para os 3,084 euros.

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