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Fundo Mare Nostrum capta 70 milhões com algoritmo a escolher ações

A equipa de gestão da Lagaretta Capital tem 10% do fundo e o compromisso de acompanhar as subscrições até um limite de 200 milhões de euros.

Mare Nostrum
Mare Nostrum D.R.
07:30

No verão passado, João Cortez de Lobão, Leonardo Mathias e Luís Lavradio lançavam um novo fundo de investimento, o Mare Nostrum Global Equities, com ambições de captar 20 a 25 milhões de euros. Seis meses depois chegou aos 70 milhões com um retorno total na ordem dos 15,52%, conseguido com base num algoritmo.

“A decisão é de inteligência humana”, garante Luís Lavradio, membro executivo do conselho da gestora independente Lagaretta Capital, num encontro com jornalistas esta terça-feira em Lisboa. Mas a escolha só acontece depois de olhar para o algoritmo da Mare Nostrum.

É este que seleciona um conjunto de 50 títulos - com um mínimo de 40 mil milhões de euros de capitalização bolsista e 100 milhões de transações diárias. “Em consequência, temos em carteira neste momento principalmente ações americanas”, explica o administrador, excluindo investimentos em empresas portuguesas.

Apesar de não indicarem nomes, a carteira divide-se por setores como semicondutores, hardware e networking, software, cloud e serviços de TI, serviços financeiros - pagamentos, saúde, consumo - retalho, agricultura e “commodities”, bem como energia. Entre estas, a estimativa de crescimento anual composto (CAGR) é de cerca de 30% ao ano em 2026 e 2027.

Face à expectativa de crescimento dos lucros - impulsionada também pelas esperadas reduções de taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA - faz com que o fundo esteja investido na totalidade em ações, apesar de o Mare Nostrum Global Equities ser um fundo alternativo para ter flexibilidade de diversificar investimentos em momentos de viragem do mercado.

No mercado de ações consegue-se fazer crescer o património dos clientes. Tenho muita pena que a maior parte das pessoas em Portugal ainda tenha algum trauma por causa de problemas que houve ao longo da nossa história recente”, lamenta João Cortez de Lobão, fundador e acionista principal da gestora independente Lagaretta Capital.

A equipa de gestão tem 10% do fundo e o compromisso de acompanhar as subscrições até um limite de 200 milhões de euros. Atualmente gerem 70 milhões de euros no fundo que tem uma subscrição mínima de 100 mil euros (a média é de 600 mil euros) e conta com cerca 80 clientes, dos quais 20% dos ativos sob gestão vem de clientes estrangeiros.

“A gestão é acionista. A prioridade é crescer e aumentar o património e achamos que temos uma forma de investir que prova que é um produto de excelência”, acrescenta o “chairman” e CEO Leonardo Mathias.

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