Europa fecha sessão com perdas. Energética Orsted afunda 12% com decisão da Administração Trump
Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro. "Yield" da dívida francesa atingiu valores de 2011
Dólar recua com "traders" à espera de novo corte de juros em janeiro
Ouro e prata perto de máximos com "traders" atentos a rumo da política monetária
Preços do petróleo sobem mais de 2% com pressão dos EUA sobre Venezuela
Wall Street negoceia em alta com impulso das "big tech"
Taxas Euribor sobem a três, a seis e a 12 meses
Europa arranca semana mais curta no vermelho
Juros da dívida soberana aliviam na Zona Euro
Dólar cede perante expectativas de cortes nos juros em 2026
Aposta em novo corte de juros e tensões geopolíticas levam ouro a máximo histórico
Petróleo ganha terreno após perseguição a petroleiros venezuelanos
Ásia avança com impulso das tecnológicas. Queda do iene também influencia
Europa fecha sessão com perdas. Energética Orsted afunda 12% com decisão da Administração Trump
Os principais índices europeus fecharam a sessão de hoje com perdas contidas em toda a linha, com os investidores a analisarem um aumento das tensões entre os EUA e a Venezuela, enquanto seguiram atentos a novos desenvolvimentos nas negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia. As cotadas do setor mineiro estiveram em destaque, num dia em que o ouro, a prata e o cobre atingiram novos recordes.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – caiu 0,13%, para os 586,75 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 0,02%, o espanhol IBEX 35 cedeu 0,07%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,37%, o francês CAC-40 recuou igualmente 0,37%, o britânico FTSE 100 caiu 0,32% e o neerlandês AEX perdeu 0,20%.
O índice de referência do Velho Continente atingiu novos máximos na semana passada, impulsionado pelo otimismo em torno de uma maior flexibilização da política monetária do lado de lá do Atlântico e pelo crescimento económico resiliente registado também pelos EUA. Apesar da ligeira desvalorização de hoje, o “benchmark” europeu está a caminho do seu sexto mês consecutivo de ganhos.
Entre os setores, o dos recursos naturais (+0,81%) liderou as subidas impulsionado pela valorização dos metais preciosos, seguido pelo avanço das seguradoras (+0,41%). Do lado das perdas, o setor alimentar (-1,37%) e o automóvel (-0,96%) registaram as maiores desvalorizações.
Entre os movimentos do mercado, a energética dinamarquesa Orsted caiu mais de 12%, depois de a Administração Trump ter suspendido as licenças de cinco projetos de energia eólica offshore – nos quais se inclui um da Ortsed - que estão a ser construídos ao largo da costa leste dos EUA. Já a Abivax disparou mais de 15%, após a divulgação de notícias de que a norte-americana Eli Lilly poderá vir a adquirir a empresa francesa de biotecnologia.
Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro. "Yield" da dívida francesa atingiu valores de 2011
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravaram-se em praticamente toda a linha na sessão desta segunda-feira, num dia em que os principais índices bolsistas do Velho Continente fecharam com perdas.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravaram-se em 0,8 pontos-base, para 3,187%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade seguiu a mesma tendência e subiu 0,7 pontos, para 3,330%.
Já os juros da dívida soberana italiana avançaram 1,3 pontos, para 3,596%.
Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa acabou por ficar inalterada nos 3,610%, depois de ter chegado a tocar nos 3,632% e atingido níveis registados pela última vez em 2011. Os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, agravaram-se em 0,2 pontos, para os 2,896%.
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, subiram 1,1 pontos-base, para 4,534%.
Dólar recua com "traders" à espera de novo corte de juros em janeiro
Depois de ter atingido mínimos de onze meses em relação ao dólar, o iene segue a recuperar terreno esta tarde com os “traders” a aproveitarem a desvalorização da divisa japonesa para reforçar posições.
A esta hora, o dólar perde 0,46%, para os 156,970 ienes.
E com sinais de que a Reserva Federal poderá voltar a flexibilizar a política monetária norte-americana na sua reunião de janeiro, o índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a recuar 0,34%, para os 98,268 pontos.
A libra, por sua vez, segue a negociar com ganhos, depois de o Banco de Inglaterra ter cortado as taxas de juro na semana passada, mas ter sugerido que pode não haver novas reduções a caminho, dado que a inflação permanece acima da meta do banco central. A libra avança 0,57%, para os 1,345 dólares.
Por cá, e depois de o Banco Central Europeu ter mantido os juros diretores inalterados na semana passada, ao mesmo tempo que apontou para o fim do ciclo de alívios na política monetária, a moeda única valoriza 0,47%, para os 1,177 dólares.
Ouro e prata perto de máximos com "traders" atentos a rumo da política monetária
Os preços do ouro seguem a negociar em alta e perto dos máximos históricos atingidos nesta segunda-feira, com o metal amarelo a ser impulsionado por renovadas expectativas de que a Reserva Federal norte-americana possa vir a cortar os juros diretores na reunião de janeiro.
O metal amarelo ganha 1,82%, para os 4.417,720 dólares por onça, depois de ter fixado um novo recorde nos 4.426,66 dólares por onça.
A prata, por sua vez, segue o mesmo caminho após ter atingido hoje um novo recorde nos 69,44 dólares por onça. O metal branco ganha neste momento 1,91%, para os 68,442 dólares por onça.
"As taxas mais baixas [da Fed] estão a apoiar a procura por ativos-refúgio, como o ouro e a prata. Mas também temos o cobre em máximos históricos, indicando um desejo dos investidores de manter a exposição a ‘commodities’ em geral, provavelmente devido às expectativas de que a inflação possa permanecer mais alta por mais tempo", disse à Reuters o analista do UBS Giovanni Staunovo.
Preços do petróleo sobem mais de 2% com pressão dos EUA sobre Venezuela
Os preços do petróleo negoceiam com fortes ganhos esta tarde, com o aumento das tensões entre os EUA e a Venezuela a centrar a atenção dos investidores, enquanto continuam à espera de novos desenvolvimentos em torno das negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia.
O WTI - de referência para os EUA – sobe 2,48%, para os 57,92 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 2,41% para os 61,92 dólares por barril.
O crude está a registar avanços depois de os EUA terem intercetado um petroleiro em águas internacionais ao largo da costa da Venezuela, aumentando os receios em relação a uma possível interrupção no abastecimento de “ouro negro” produzido no país da América Latina, responsável por cerca de 1% do abastecimento global de crude.
Além disso, pela primeira vez, a Ucrânia conseguiu atingir um petroleiro russo no Mar Mediterrâneo, fator que está também a influenciar a negociação de petróleo esta tarde. Isto depois de no conjunto da semana passada ambos os índices de referência terem cedido cerca de 1%.
Entre os desenvolvimentos nas negociações de paz, o enviado especial dos EUA para a Ucrânia, Steve Witkoff, disse no domingo que as conversações entre as autoridades americanas, europeias e ucranianas, que se estenderam por três dias na Flórida, concentraram-se em alinhar posições entre os três blocos no que toca a um futuro acordo de paz. No entanto, o principal assessor de política externa do Presidente russo, Vladimir Putin, disse que as alterações feitas pelos europeus e pela Ucrânia às propostas dos EUA não melhoram as perspetivas de paz para uma guerra que há dura há quase quatro anos.
Wall Street negoceia em alta com impulso das "big tech"
Os principais índices norte-americanos negoceiam com ganhos em toda a linha esta tarde, com uma renovada aposta dos investidores nas “big tech” a impulsionar o apetite pelo risco.
O “benchmark” S&P 500 sobe 0,54%, para os 6.871,31. Já o Nasdaq Composite pula 0,64%, para os 23.457,38 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 0,46% para os 48.354,33.
O otimismo em relação a uma recuperação das ações no final do ano está a crescer. Embora persistam algumas dúvidas e receios em relação à possível sobreavaliação de cotadas ligadas à área da inteligência artificial, a confiança no crescimento económico e apostas de que a Reserva Federal (Fed) possa voltar a cortar os juros na reunião de janeiro seguem a impulsionar o sentimento dos investidores.
“Os mercados estão a aproveitar uma onda de liquidez de risco até ao final do ano, uma vez que o crescimento resiliente dos EUA sustenta os lucros do próximo ano, enquanto uma taxa da Fed mais baixa facilita as condições financeiras”, disse à Bloomberg Desmond Tjiang, da BEA Union Investment.
Nesta linha, as grandes tecnológicas estão a ser responsáveis pela grande maioria dos ganhos registados hoje em Wall Street. Assim, entre os movimentos do mercado, a Oracle segue a ganhar mais de 1,60%, depois de se ter sabido no final da semana passada que a ByteDance, empresa chinesa que detém o TikTok, chegou a um acordo, que deverá estar formalizado até 22 de janeiro, para vender as suas operações nos Estados Unidos a uma "holding" liderada por investidores norte-americanos – onde se inclui a Oracle. Já a Microstrategy avança 2,26%, apesar de Citigroup ter cortado o “target price” da cotada em mais de cem dólares nesta segunda-feira.
Quanto às "big tech”, a Nvidia sobe 0,96%, a Meta avança 1,10%, a Apple cede 0,12%, a Alphabet recua 0,50%, a Amazon valoriza 0,018% e a Microsoft desliza 0,31%.
Taxas Euribor sobem a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,022%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,134%) e a 12 meses (2,269%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,134%, mais 0,008 pontos do que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também avançou, para 2,269%, mais 0,003 pontos do que na sexta-feira.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu hoje, para 2,022%, mais 0,020 pontos do que na sexta-feira.
Na passada quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 4 e 5 de fevereiro de 2026, em Frankfurt, Alemanha.
Em relação à média mensal da Euribor de novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.
A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa arranca semana mais curta no vermelho
As bolsas europeias arrancaram a semana de Natal com desvalorizações, com os analistas a preverem alguma volatilidade nos mercados, impulsionada pela baixa liquidez, numa semana de negociações mais curta devido ao feriado natalício.
"Mesmo que seja uma semana tranquila no calendário, não podemos descartar completamente a possibilidade de uma reviravolta no final do ano, o que estaria em consonância com as constantes surpresas de 2025 até agora", disseram analistas do Deutsche Bank, citados pela Reuters.
A maioria dos setores recuou após os fortes ganhos de sexta-feira, dia em que o índice de referência europeu bateu novos recordes. O Stoxx 600 foi impulsionado pela esperanças de um acordo de paz entre Ucrânia e Rússia, bem como pelos dados económicos dos EUA que apontam para um corte nas taxas de juro pela Reserva Federal - decisão que tende a impulsionar os mercados.
A subida deveu-se ainda ao otimismo do Banco Central Europeu - que manteve os juros inalterados a semana passada - em relação à economia do bloco no próximo ano. Os analistas da UBS Global Wealth Management preveem "que o momento macroeconómico positivo na Zona Euro persistirá e que o crescimento dos lucros corporativos se vai intensificar. Gostamos particularmente dos setores da banca, de serviços públicos, industrial, tecnológico e da Alemanha".
Esta segunda-feira, o "benchmark" do bloco, o Stoxx 600, desvaloriza 0,18% para 586,46 pontos, pressionado sobretudo pelo setor da alimentação que cai mais de 1% e pelas "utilities" que cedem igualmente 1%. Pelo contrário, os recursos básicos e as tecnológicas impedem o índice de maiores quedas, ao registarem subidas ainda que ligeiras.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX é o único com ganhos ao somar 0,03%, o espanhol IBEX 35 cede 0,2%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,29%, o francês CAC-40 perde 0,32%, o britânico FTSE 100 cede 0,48%, e o neerlandês AEX recua 0,11%.
A banca é uma das estrelas do ano. O setor acumula uma valorização de mais de 65% desde o início de 2025 - um dos melhores desempenhos do mercado -, e os analistas preveem um aumento nas atividades de fusões e aquisições, um cenário regulatório mais flexível e um ambiente económico relativamente estável.
Com os recordes do ouro e prata, as empresas ligadas ao setor dos metais também sobem: a Fresnillo avança 3% para recordes, a Hochschild ganha 4,16% e a Endeavour soma cerca de 4%.
Noutros movimentos empresariais, a empresa de biotecnologia Abivax dispara 12,8% numa altura em que há notícias de que possa ser alvo de compra por parte da farmacêutica Eli Lilly.
As ações europeias estão a caminho para o sexto mês de ganhos. Ainda que seja o melhor desempenho anual desde 2021, com uma valorização de 16%, as ações europeias continuam a registar um desempenho inferior ao das ações mundiais.
“Acho que os mercados europeus irão crescer mais no final do ano, impulsionado por fluxos positivos, um impulso sólido nos lucros empresariais e pelo crescente otimismo para a Europa”, disse Ulrich Urbahn, da Berenberg, à Bloomberg.
Juros da dívida soberana aliviam na Zona Euro
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro arrancaram a semana em ligeira queda.
Pelas 08:30 horas em Lisboa, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, estavam estáveis nos 2,893%, enquanto os das obrigações francesas recuavam 1 ponto-base para 3,600%.
As "yields", com a mesma maturidade, de Itália, Espanha e Portugal aliviavam 0,6 pontos base. Em concreto, os juros da dívida portuguesa estavam nos 3,175%.
Já fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas também a dez anos contrariavam a tendência, agravando-se em 0,8 pontos base para 4,530%.
Destaque ainda para o juro da dívida japonesa a 10 anos que subiu, esta segunda-feira, para 2,1%, o valor mais alto desde 1999, após o Banco do Japão ter aumentado a taxa de referência do país asiático para 0,75%.
Dólar cede perante expectativas de cortes nos juros em 2026
Com a mais recente redução por parte da Reserva Federal (Fed) dos EUA da taxa de juro diretora já totalmente incorporada pelos investidores, as atenções viram-se agora para o que poderá o banco central americano fazer ao longo de 2026.
Segundo a ferramenta FedWatch, os investidores espeam que na reunião de janeiro não haja qualquer alteração às taxas de juro, mas daí em diante as apostas recaem em mais reduções. Estas expectativas estão a pressionar negativamente o dólar, o que por sua vez está a impulsionar o ouro, que nesta segunda-feira atingiu um novo máximo histórico.
O índice do dólar americano (DXY) da Bloomberg, que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, recua 0,09% para os 98,5100 pontos.
A esta hora, o euro segue a valorizar 0,22% para 1,1736 dólares e a libra também segue a avançar 0,29% para 1,3418 dólares. O dólar também recua 0,19% para 0,7941 francos suíços. O dólar perde ainda 0,16% face à divisa japonesa, para 157,50 ienes.
Já noutros pares de câmbio, o euro cede 0,10% para 0,8746 libras e avança 0,05% para 184,83 ienes.
No caso da divisa japonesa, o Governo local alertou esta segunda-feira que tomará "medidas apropriadas" contra movimentos excessivos do iene, num contexto no qual o iene continua a desvalorizar, apesar da subida das taxas de juro feita pela Banco do Japão, que coloca a taxa diretora no valor mais elevado dos últimos 35 anos.
"Estamos preocupados com movimentos unilaterais e rápidos da moeda", declarou o vice-ministro das Finanças para Assuntos Internacionais, Atsushi Mimura, em declarações à imprensa citadas pela agência Kyodo.
Aposta em novo corte de juros e tensões geopolíticas levam ouro a máximo histórico
As apostas em novos cortes de juros nos EUA e o aumento das tensões geopolíticas puseram o ouro a brilhar como nunca, elevando-o a um máximo histórico esta segunda-feira e puxando o lustro do metal precioso para o seu melhor desempenho anual em mais de quatro décadas.
Pelas 08h30, o preço do ouro subia 1,72% para 4.413 dólares por onça (28,35 gramas), batendo o recordo anterior, alcançado em outubro.
Segundo a Bloomberg, os investidores estão a apostar num duplo corte das taxas de juro em 2026 por parte da Reserva Federal dos EUA (Fed), atendendo, por um lado, a uma série de dados económicos divulgados na semana passada e, por outro, ao facto de o Presidente norte-americano, Donald Trump, continuar a defender um alívio da política monetária.
"A subida de hoje é impulsionada principalmente pelo posicionamento antecipado em torno das expectativas de corte de juros da Fed, amplificado pela baixa liquidez de final de ano”, afirmou Dilin Wu, estratega do Pepperstone Group, apontando que o crescimento lento do emprego e a inflação nos EUA mais baixa do que o esperado em novembro reforçaram a narrativa de mais cortes de juros.
E o ouro, a par com outros metais preciosos, tende a ter um melhor desempenho num ambiente de taxas diretoras mais baixas por não render juros. A prata também disparou, estando a subir 2,52% até aos 68,85 dólares por onça.
As tensões geopolíticas, que se têm acentuado nas últimas semanas, também reforçaram o apelo pelo ouro e pela prata como ativos de refúgio. Os EUA intensificaram o bloqueio de petróleo contra a Venezuela, aumentando a pressão sobre o governo do Presidente Nicolás Maduro, enquanto a Ucrânia atacou pela primeira vez um petroleiro da chamada "frota fantasma" da Rússia no Mar Mediterrâneo.
Os dois metais preciosos caminham assim para os seus maiores ganhos anuais desde 1979.
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