Ao minutoAtualizado há 8 min11h28

Bolsas europeias em queda acentuada. Companhias aéreas tombam mais de 4%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
Bolsas europeias em queda acentuada. Companhias aéreas com quedas superiores a 4%
Patrick Pleul/AP
Negócios 10:59
Últimos eventos
há 9 min.11h27

Banco da Suécia mantém juros diretores em 1,75%. Guerra torna previsões "muito incertas"

Jonas Ekstromer / TT News Agency / Associated Press

O Banco Central da Suécia manteve a taxa de juro de referência em 1,75%, mas salientou que a guerra no Médio Oriente torna as previsões "muito incertas".

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há 20 min.11h17

Euribor desce a três e a 12 meses e sobe a seis meses

A taxa Euribor desceu esta quinta-feira a três e a 12 meses e subiu a seis meses em relação a quarta-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,108%, continuou abaixo das taxas a seis (2,317%) e a 12 meses (2,524%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,317%, mais 0,008 pontos do que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,78% e 24,98%, respetivamente.

Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor caiu, para 2,524%, menos 0,004 pontos do que na sessão anterior. Em 10 de março a Euribor a 12 meses foi fixada em 2,552%, um novo máximo desde janeiro de 2025.

A Euribor a três meses também recuou, ao ser fixada em 2,108%, menos 0,013 pontos.

Os mercados esperam que o Banco Central Europeu decida esta quinta-feira uma nova manutenção das taxas diretoras no final da reunião de política monetária que decorre em Frankfurt, Alemanha.

há 20 min.11h16

Parlamento do Irão debate taxas para navios no estreito de Ormuz

Os deputados iranianos estão debater a eventual imposição de taxas à passagem de navios pelo estreito de Ormuz, via de comunicação essencial para o comércio mundial, noticiou esta quinta-feira a agência de notícias ISNA.

"No parlamento, estamos a trabalhar num plano segundo o qual os países vão ter de pagar taxas e impostos à República Islâmica para o estreito de Ormuz ser usado como via navegável segura", disse a deputada de Teerão Somayeh Rafiei, referindo-se ao transporte de fontes de energia e de mercadorias.

Por aquela passagem marítima passa parte muito significativa das exportações energéticas dos países do golfo Pérsico, mas também constitui rota essencial de cadeias de abastecimento alimentares e industriais, incluindo um terço dos fertilizantes comercializados globalmente.

Os Estados Unidos e aliados estão a estudar opções militares para garantir a segurança no estreito de Ormuz perante uma queda do tráfego marítimo e os riscos crescentes para a economia e a segurança alimentar globais.

há 43 min.10h54

Europa pinta-se de vermelho com escalada do crude e gás. Companhias aéreas derrapam

Os principais índices europeus negoceiam com fortes perdas e caem pelo segundo dia consecutivo, com , enquanto os investidores e do Banco de Inglaterra (BoE).

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – perde 1,88%, para os 586,70 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cai 2,18%, o espanhol IBEX 35 perde 2,08%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 2%, o francês CAC-40 recua 1,73%, ao passo que o neerlandês AEX regista perdas de 2% e o britânico FTSE 100 subtrai 1,80%.

Os preços do Brent subiram 10%, para 118 dólares por barril, enquanto o gás natural negociado na Europa subiu até 35%. Isto depois de o Irão ter levado a cabo ataques a um importante complexo de produção de gás natural liquefeito (GNL) no Catar, um dos vários ativos energéticos que Teerão prometeu visar após os ataques ao campo de gás de South Pars por Israel. “Os recentes ataques a instalações energéticas em South Pars e no Qatar demonstram uma vontade de escalada de ambos os lados e os mercados interpretaram isso como um sinal de que o conflito poderá prolongar-se por muito mais tempo”, disse à Bloomberg Emma Moriarty, da CG Asset Management Limited.

O "benchmark” Stoxx 600 – que já desvalorizou mais de 7% desde o arranque de março - está mesmo a caminho do seu pior mês em mais de três anos, à medida que os investidores avaliam o impacto dos preços elevados da energia na inflação.

E num dia em que o BCE e o BoE deverão manter os juros diretores inalterados, norte-americana e , “a atenção do mercado centrar-se-á no que os comités afirmarem publicamente sobre a forma como estão a integrar o conflito no Médio Oriente nas suas expectativas em relação à inflação e às taxas de juro”, observou Emma Moriarty.

Entre os setores, o dos recursos naturais (-4,51%) lidera as perdas, com o cobre a apagar os ganhos que vinha a registar desde o início do ano. Também o setor do turismo (-3,28%), o industrial (-2,70%) e o automóvel (-2,68%) registam fortes quedas.

Quanto aos movimentos do mercado, a Lufthansa, a Air France-KLM e a EasyJet registaram todas quedas de mais de 4%, pressionadas pelos aumentos dos preços do petróleo. Por outro lado, a produtora norueguesa de crude e gás Equinor soma mais de 4%, uma vez que se espera que beneficie dos preços mais elevados da energia, mesmo não tendo operações diretas no Médio Oriente. Já a Aker Solutions pula mais de 6%, depois de a empresa norueguesa de serviços para o setor energético ter anunciado que o seu conselho de administração propôs um dividendo extraordinário em dinheiro.

há 43 min.10h54

Juros das dívidas soberanas com fortes agravamentos. "Traders" apostam em mais aumentos das taxas diretoras na Europa

A ameaça de uma crise energética está a levar os “traders” a apostarem em mais subidas das taxas de juro por parte do Banco de Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE), a poucas horas de os decisores de política monetária anunciarem as respetivas decisões.

A subida vertiginosa dos preços do gás, na sequência de um ataque iraniano à maior instalação de exportação desta matéria-prima do mundo, alimentou novos receios quanto a uma subida da inflação e levou os mercados a anteciparem uma resposta mais agressiva por parte dos bancos centrais.

Os "traders" estão agora a precificar mais de dois aumentos de 0,25 pontos percentuais por parte do BCE em 2026, enquanto apontam para um aperto monetário em cerca de 40 pontos-base por parte do Banco de Inglaterra até ao final do ano. Embora não sejam esperadas alterações nas taxas de juro nas reuniões desta quinta-feira, os investidores irão concentrar-se nos comentários dos responsáveis para obterem uma perspetiva sobre como o conflito afetou o “outlook” dos decisores de política monetária.

Neste contexto, os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam com fortes agravamentos em toda a linha, sendo que a Europa é vista como particularmente vulnerável a uma escalada da guerra no Médio Oriente, uma vez que a região importa quase todo o seu petróleo e a maior parte do gás natural.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 5,8 pontos-base para 3,424%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e sobe 5,7 pontos para 3,488%. 

Já os juros da dívida soberana italiana escalam 7,8 pontos, para 3,803%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agrava-se em 6,6 pontos, para 3,667%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, sobem 3,8 pontos, para os 2,975%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, agravam-se em 8,9 pontos-base, para 4,823%.

há 56 min.10h41

Euro e libra valorizam em dia de decisão de bancos centrais

Martin Sterba/AP

O dólar segue a negociar sem grandes alterações esta manhã, depois de o Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) ter mantido as taxas de juro inalteradas, ao mesmo tempo que projetou uma inflação mais elevada, desemprego estável e uma única redução nos juros diretores este ano, um caminho que o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, disse estar sujeito a uma incerteza invulgarmente elevada, à medida que os decisores políticos avaliam os ataques dos EUA e de Israel contra o Irão.

O índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,01%, para os 100,095 pontos, elevando os seus ganhos para mais de 2% desde o início da guerra no Médio Oriente.

Os mercados estão a prever que a manutenção das taxas do banco central dos EUA na sua próxima reunião a 29 de abril seja o caso mais provável, com as expectativas de novas medidas de flexibilização adiadas para 2027.

Já face à divisa japonesa, o dólar cede 0,45% para os 159,140 ienes, depois de o Banco do Japão (BoJ) ter mantido as taxas inalteradas.

Kazuo Ueda, governador do BoJ, mostrou-se mais cauteloso do que o habitual nas declarações na conferência de imprensa que se seguiu à decisão de política monetária.

Pela Europa, a libra ganha 0,19%, para os 1,328 dólares e o euro valoriza 0,17%, para os 1,147 dólares. Espera-se que tanto o Banco Central Europeu como o Banco de Inglaterra mantenham as taxas inalteradas quando anunciarem as suas decisões de política monetária ainda nesta quinta-feira.

10h26

Ouro desvaloriza e caminha para mais longa série de perdas desde final de 2023. Prata perde 5%

Sven Hoppe/picture-alliance/dpa/AP Images

O ouro está a negociar com desvalorizações nesta quinta-feira, marcando a sétima sessão consecutiva de perdas, à medida que a escalada da guerra no Médio Oriente e reduz as perspetivas de uma descida das taxas de juro nos EUA a curto prazo. Também um dólar mais forte está a pesar sobre a negociação do “metal amarelo”.

A esta hora, o ouro cede 2,47%, para os 4.699,520 dólares por onça e está perto de registar a mais longa série de perdas desde outubro de 2023.

No que toca à prata, o metal precioso cai 5,05%, para os 71,565 dólares por onça.

Quase três semanas após o início da guerra, a subida vertiginosa dos preços do petróleo bruto e do gás está a aumentar os riscos de uma escalada da inflação, o que torna menos prováveis os cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana e de outros bancos centrais. Isto constitui um obstáculo para o ouro, que não rende juros.

na sua reunião de ontem e previu apenas um corte este ano, com o governador Jerome Powell a afirmar que uma redução exigiria que a inflação abrandasse. O conflito torna a evolução da economia dos EUA “incerta”, afirmaram responsáveis da Fed num comunicado.

O desempenho do ouro na sequência do início da guerra no Médio Oriente está a espelhar o que já aconteceu ao longo do verão de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia causou um choque nos preços da energia que se propagou pelos mercados globais.

“[O ouro] já não é um porto seguro, é um ativo especulativo”, defende, à Bloomberg, Patrick Armstrong, da Plurimi Wealth LLP. O metal amarelo não pode ser visto como uma proteção contra a incerteza devido à magnitude da sua recuperação e à elevada volatilidade implícita, afirmou.

Apesar das quedas recentes, o ouro ainda regista uma subida de cerca de 9% desde o arranque do ano.

08h43

Gás natural dispara 35% com ataques no Médio Oriente. Petróleo sobe e chega aos 114 dólares

vichie81 / iStockphoto

Os preços do petróleo e do gás estão a negociar com significativos aumentos na manhã desta quinta-feira, 19 de março, à medida que se intensificam os ataques a infraestruturas energéticas no Médio Oriente com a escalada da guerra entre os Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irão.

Leia a notícia completa .  

07h53

Escalada do petróleo atira Ásia para o vermelho. BoJ manteve juros inalterados

Os principais índices asiáticos encerraram a negociação com fortes perdas, à medida que ataques a infraestruturas energéticas no Médio Oriente impulsionaram os preços do petróleo, alimentando a preocupação com uma escalada da inflação, num dia em que o Banco do Japão (BoJ) decidiu manter as taxas de juro inalteradas, . A esta hora, os futuros do Euro Stoxx 50 registam uma queda de 1,8%, enquanto os futuros norte-americanos apontam para uma ligeira descida, após o S&P 500 e o Nasdaq 100 terem ambos caído mais de 1% na quarta-feira.

Pelo Japão, o Nikkei tombou 3,38% e o Topix perdeu 2,91%. Já o sul-coreano Kospi recuou 2,73%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,97% e o Shanghai Composite desvalorizou 1,39%. Por Taiwan, o TWSE cedeu 1,92%.

O índice de referência para a região, o MSCI Ásia-Pacífico, caiu quase 3%, com os investidores a reduzirem a exposição ao risco, fixando a pior sessão desde 9 de março. Com uma queda superior a 8% neste mês, o desempenho das ações asiáticas tem ficado atrás dos seus congéneres nos EUA e na Europa.

A Ásia está mais vulnerável do que outras regiões à atual interrupção no fornecimento de petróleo, GNL e outros recursos”, escreveram analistas do Morgan Stanley, numa nota citada pela Bloomberg, recomendando aos investidores que vendessem as ações da região após a recuperação do arranque desta semana.

Pelo Japão, os investidores estão agora em alerta para uma potencial quebra da barreira dos 160 ienes por dólar. na sequência de uma decisão da Reserva Federal na quarta-feira, com ambos a sinalizarem que o conflito no Médio Oriente está a toldar as perspetivas de política monetária. As decisões sobre as taxas do Banco Central Europeu e do Banco de Inglaterra estão previstas para o do dia de hoje.

“Mais uma vez, são os desenvolvimentos no setor energético que estão a impulsionar os fluxos entre ativos”, escreveu à agência de notícias financeiras Chris Weston, do Pepperstone Group. “Não há dúvida de que os preços mais elevados do petróleo estão a começar a ter um impacto mais alargado e, com a volatilidade elevada, o risco de notícias negativas continua sempre presente”, acrescentou.

Entre os movimentos do mercado, pela China, a Zijin Mining Group perdeu quase 8%, após uma queda dos preços do ouro, e foi a cotada que mais contribuiu para a queda do índice Shanghai Composite. Já a Shenzhen Sking Intelligent Equipment registou a maior queda em termos de percentagem, tendo tombado mais de 16%. Já pela Coreia do Sul, a gigante Samsung perdeu quase 4%.

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