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Irão e BCE causam "sangria" nas praças europeias. Lufthansa e Air France afundam 6%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
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Foto: Richard Drew/AP wall street bolsa mercados traders Foto: AP / Jae C. Hong Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis Foto: Seth Wenig / Associated Press Guerra no Irão derruba Wall Street
Negócios 19 de Março de 2026 às 18:06
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19.03.2026

Irão e BCE causam "sangria" nas praças europeias. Lufthansa e Air France afundam 6%

As principais praças europeias encerraram a sessão desta quinta-feira pintadas de vermelho, com perdas superiores a 2%, num dia em que o Irão escalou o conflito no Médio Oriente e atacou uma série de países na região - em retaliação à ofensiva israelita lançada contra o campo de exploração de gás de South Pars. O regime iraniano apontou a mira à infraestrutura energética do Golfo Pérsico e levou os preços do petróleo e do gás natural a dispararem. 

Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - acabou a negociação com perdas de 2,39% para 583,64 pontos. Foi o segundo pior dia para o principal índice europeu desde que o conflito estalou no Médio Oriente e, desta vez, grande parte da pressão veio mesmo do setor mineiro, que viveu a pior sessão desde abril do ano passado, pressionado por uma derrocada nos preços dos metais preciosos. 

As ações europeias foram ainda pressionadas pela narrativa "hawkish" adotada tanto pelo Banco Central Europeu (BCE) como do Banco de Inglaterra. As duas autoridades monetárias decidiram manter as taxas de juro inalteradas, mas indicaram prontidão para agir face às consequências da guerra no Irão. A presidente do BCE referiu mesmo que os membros do banco central estão "". 

"A Europa tem muito mais a perder [do que outros continentes] com este choque energético e o BCE sabe disso", explica Madison Faller, estratega de investimentos do JPMorgan Private Bank, à Bloomberg. "Este contexto levou a uma grande mudança de tom na reunião de hoje. As previsões para a inflação foram revistas em alta, as de crescimento em baixa e uma subida de juros está agora a ser considerada", acrescenta. 

Entre as principais movimentações de mercado, as companhias aéreas foram das mais castigadas com a escalada dos preços da energia, com a Lufthansa a cair 5,83%, a Air France a ceder 6,19% e a EasyJet a desvalorizar 4,03%. Já a Equinor disparou 6,25%, com os investidores à anteciparem ventos favoráveis para a petrolífera com a subida astronómica dos preços do crude nos mercados internacionais. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 2,82%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 2,32%, o francês CAC-40 recuou 2,03%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou quedas de 2,35%, o neerlandês AEX tombou 2,23% e o espanhol IBEX 35 perdeu 2,27%.

19.03.2026

Juros da dívida da Zona Euro sobem. "Yield" das Gilts dispara 11 pontos

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram aumentos esta quinta-feira, enquanto os investidores continuam a vender obrigações, isto depois de o Banco Central Europeu,

A entidade monetária, sem surpresas, decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, subiram 1,7 pontos base para 2,953%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade ganhou 3,6 pontos para 3,637%. Já em Itália, disparou 5 pontos para 3,774%.

Pela Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa a dez anos agravaram-se em 3,5 pontos base para 3,4%, enquanto a "yield" das obrigações espanholas com a mesma maturidade somaram 3 pontos para 3,462%.

Fora da Zona Euro, a tendência foi a mesma. Os juros das "Gilts" britânicas dispararam em 10,8 pontos base para 4,842%,

O banco central britânico adotou uma postura mais agressiva do que o mercado antecipava, mas disse estar, assim como o BCE, "pronto para agir" em caso de subida da inflação.

19.03.2026

BCE leva euro a viver a melhor sessão desde finais de janeiro

Martin Sterba/AP

O euro está a viver a melhor sessão desde finais de janeiro, recuperando de uma parte considerável das perdas espoletadas pelo estalar do conflito no Médio Oriente, numa altura em que o Banco Central Europeu (BCE) dá sinais cada vez mais "hawkish" ao mercado. A autoridade monetária decidiu manter as taxas de juro inalteradas na reunião desta quinta-feira, mas avisou que as perspetivas estão "consideravelmente mais incertas". 

A esta hora, a moeda única europeia avança 0,93% para 1,1557 dólares, atingindo o valor mais elevado em cerca de uma semana, mas ainda abaixo do registado antes dos ataques dos EUA e Israel ao Irão. O euro está ainda a beneficiar de uma notícia avançada pela Bloomberg, que, citando fontes próximas ao banco central, afirma que os membros do BCE estão prontos para avançar com uma subida das taxas de juro já na próxima reunião de abril. 

Mesmo assim, a presidente do BCE, Christine Lagarde, garante que a e que o grupo que define o rumo das taxas de juro na Zona Euro está "calmo, determinado e focado como um laser” na informação e dados que vai recebendo. Para já, o mercado de "swaps" dá como certo duas subidas de 25 pontos base nos juros diretores este ano. 

Por sua vez, a libra avança 1,08% para 1,3400 dólares, depois de o Banco de Inglaterra ter adiado indefinidamente o regresso da inflação ao objetivo de 2%, devido à escalada dos preços do petróleo e gás que podem deixar a Europa com uma crise energética de novo à porta. Para já, o mas o próximo passo deverá ser de subida - ao contrário do que se esperava antes da guerra, quando o mercado ainda tinha incorporado um corte de 25 pontos este ano. 

19.03.2026

Petróleo reduz ganhos após tocar nos 119 dólares. Gás natural dispara

AP

O preço do barril de petróleo chegou a tocar nos 119 dólares esta quinta-feira, ficando bastante próximo do valor atingindo em 2022 no rescaldo da invasão da Ucrânia por parte da Rússia. Entretanto, o crude viu os seus ganhos serem reduzidos de forma acentuada, apesar de continuar a ser impulsionado pelos ataques do Irão a infraestrutura energética de uma série de países do Médio Oriente, que obrigou os Emirados Árabes Unidos a suspenderem a produção. 

A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - acelera 0,57% para 96,01 dólares por barril, enquanto o Brent - de referência para a Europa - ganha 1,65% para 109,15 dólares. O último chegou a escalar mais de 10% esta quinta-feira para 119,13 dólares, levantando ainda mais preocupações em relação a uma possível escalada da inflação na Europa, caso o conflito se prolongue no tempo. 

Os ataques de Teerão ao complexo da Ras Laffan, a maior planta de exploração de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, atingiram duas infraestruturas responsáveis por 17% da sua capacidade de produção da matéria-prima. O valor representa cerca de 13 milhões de toneladas por ano e recuperar a exploração por completo poderá demorar três a cinco anos, de acordo o CEO da QatarEnergy, numa entrevista à Reuters, citada por órgãos internacionais. 

Em reação, os preços do gás natural de referência para a Europa chegaram a disparar cerca de 35% para o dobro do que era registado antes do estalar do conflito. A esta hora, os ganhos foram reduzidos substancialmente e a matéria-prima acelera 11,59% para 61,00 euros por megawhatt hora. "A mais recente onda de ataques às infraestruturas energéticas no Golfo apenas reforça as perspetivas sombrias em termos de abastecimento na região", explica Florence Schmit, estratega de energia do Rabobank, à Bloomberg, que adverte que o mundo enfrenta agora uma escassez de GNL.

Os ataques do Irão a infraestrutura energética no Médio Oriente levaram Donald Trump, Presidente dos EUA, a apelar a uma redução das tensões na região. O líder norte-americano garantiu que Israel iria conter as ofensivas contra o campo de exploração de gás iraniano de South Pars, após um ataque que levou à retaliação do regime liderado por Motjaba Khamenei. No entanto, Trump ameaçou uma "destruir completamente" a infraestrutura caso o Irão voltasse a atacar o complexo de Ras Laffan.

19.03.2026

Prata afunda 7%, ouro cai 4% e platina mergulha 6% após escalada do conflito no Irão

AP / Jae C. Hong

A escalada do conflito no Médio Oriente não está a dar tréguas aos mercados e nem os habituais ativos de refúgio estão a conseguir sair ilesos. A prata está afundar mais de 8% e o ouro chegou a cair cerca de 6% esta quinta-feira, encaminhando-se para fechar a sétima sessão consecutiva no vermelho - a pior série de perdas desde 2023 -, numa altura em que a escalada de preços do petróleo e do gás natural está a reduzir as probabilidades de um novo corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana. 

A esta hora, o metal amarelo reduziu ligeiramente as perdas, negociando agora com uma desvalorização de 4,82% para 4.590,87 dólares por onça. Já a prata mergulha 8,10% para 69,23 dólares por onça, enquanto a platina cede 7,30% para 1.906,60 dólares por onça. Por sua vez, o alumínio vive a pior sessão desde 2018, tendo chegado a cair 8,4% para 3.115 dólares por tonelada, pressionado pelo possível impacto económico da guerra no Irão na indústria dos metais. 

Depois de ter visto as suas instalações energéticas atacadas por Israel - os EUA negam envolvimento -, o , levando os Emirados Árabes Unidos a suspender a produção. O ofensiva de Teerão ao Catar atingiu 17% da capacidade de exploração de gás natural liquefeito do país e poderá demorar três a cinco anos a voltar à normalidade, informou o CEO da QatarEnergy, numa entrevista à Reuters, citada pela imprensa internacional. 

Mesmo antes dos ataques, os metais preciosos já estavam a ser penalizados pelas perspetivas mais pessimistas da Fed em relação ao futuro da política monetária. O presidente do banco central, Jerome Powell, disse na quarta-feira, , que não vão existir cortes até a inflação dar tréguas, enfatizando que ainda é "muito cedo" para avaliar o impacto da subida dos preços do petróleo na economia. 

"Quaisquer fatores favoráveis que a guerra possa trazer para o ouro e a prata, devido ao seu impacto económico negativo resultante do aumento dos preços do petróleo e do gás, são atualmente contrabalançados por fatores desfavoráveis decorrentes da recuperação do dólar americano, do aumento dos juros das obrigações dos EUA e dos receios quanto a uma política monetária menos expansionista", refere Carsten Menke, diretor de "research" da Julius Baer, num comentário enviado ao Negócios.

Para já, o mercado de "swaps" não dá como certo um novo corte nos juros diretores norte-americanos, numa altura em que os bancos centrais de outros países apontam para um aperto monetário. 

19.03.2026

Escalada no Médio Oriente pinta Wall Street de vermelho. Micron Technology afunda mais de 6%

AP/Richard Drew

Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quinta-feira em território negativo, embora com perdas menos substanciais do que os pares europeus, num dia em que uma nova escalada do conflito no Médio Oriente está a fazer com que os preços da energia voltem a disparar. O barril de petróleo de referência para os EUA está a negociar próximo dos 100 dólares, enquanto o Brent - de referência para a Europa - já ultrapassou os 115 dólares. 

A esta hora, o S&P 500, "benchmark" para a negociação norte-americnaa, cai 0,67% para 6.579,88 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,90% para 21.952,27 pontos e o industrial Dow Jones perde 0,49% para 46.000,79 pontos. O VIX - conhecido por ser o "índice do medo" de Wall Street - está mais uma vez a acelerar, numa altura em que o Irão intensifica os ataques contra as infraestruturas energéticas na região do Golfo Pérsico. 

Depois de ter visto as próprias instalações de exploração de crude atacadas por Israel, o exército iraniano avançou contra instalações de gás natural no Catar e de gás natural e petróleo nos Emirados Árabes Unidos, bem como vários campos petrolíferos na Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein. Em resposta, Abu Dhabi decidiu suspender a produção energética nestas instalações e a - escalando ainda mais um conflito que não dá quaisquer sinais de apaziguamento. 

"Do ponto de vista do mercado, os preços do petróleo estão agora a influenciar não só os preços das ações, mas também a política da Reserva Federal (Fed)", explica Dennis Follmer, diretor de investimentos da Montis Financial, à Bloomberg. "A duração deste pico nos preços do petróleo é exatamente o que o mercado está a tentar perceber - e é por isso que se verifica toda esta volatilidade", acrescenta. 

Na quarta-feira, o banco central norte-americano decidiu manter as taxas de juro inalteradas - um movimento que já era antecipado pelo mercado. No entanto, Jerome Powell, presidente da Fed, afirmou que a autoridade monetária não vai voltar a cortar nos juros diretores até a inflação dar tréguas, enfatizando que ainda é "muito cedo" para avaliar o impacto da escalada dos preços do petróleo na economia dos EUA. O mercado de "swaps" já não dá como certo um corte de 25 pontos-base este ano. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Eli Lilly acelera 0,56%, depois de uma injeção experimental da farmacêutica para a perda de peso ter registado melhores resultados do que a dos seus concorrentes. Por sua vez, a Uber Technologies avança 0,72%, após ter anunciado um investimento de 1,25 mil milhões de dólares na fabricante de carros elétricos Rivian Automotive com o objetivo de lançar uma frota de robotâxis. 

Já a Micron Technology afunda 6,16%, pressionada pelos planos da fabricante de "chips" de memória de investir 25 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2026 - mais cinco mil milhões do que o ano passado. Apesar da queda nas ações, a tecnológica conseguiu superar as expectativas dos analistas para o seu segundo trimestre fiscal e espera alcançar 33,5 mil milhões de dólares em receitas no trimestre em curso - bastante acima das expectativas de 24 mil milhões do mercado. 

19.03.2026

Banco de Inglaterra mantém taxa de referência em 3,75%. Fantasma da inflação afastou hipótese de corte

Banco de Inglaterra manteve esta quinta-feira a principal taxa diretora em 3,75%, adiando indefinidamente o regresso ao objetivo de inflação de 2%, devido à explosão dos preços da energia com o conflito no Médio Oriente.

Leia mais .

19.03.2026

Banco da Suécia mantém juros diretores em 1,75%. Guerra torna previsões "muito incertas"

Jonas Ekstromer / TT News Agency / Associated Press

O Banco Central da Suécia manteve a taxa de juro de referência em 1,75%, mas salientou que a guerra no Médio Oriente torna as previsões "muito incertas".

Leia a notícia completa .

19.03.2026

Euribor desce a três e a 12 meses e sobe a seis meses

A taxa Euribor desceu esta quinta-feira a três e a 12 meses e subiu a seis meses em relação a quarta-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,108%, continuou abaixo das taxas a seis (2,317%) e a 12 meses (2,524%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,317%, mais 0,008 pontos do que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,78% e 24,98%, respetivamente.

Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor caiu, para 2,524%, menos 0,004 pontos do que na sessão anterior. Em 10 de março a Euribor a 12 meses foi fixada em 2,552%, um novo máximo desde janeiro de 2025.

A Euribor a três meses também recuou, ao ser fixada em 2,108%, menos 0,013 pontos.

Os mercados esperam que o Banco Central Europeu decida esta quinta-feira uma nova manutenção das taxas diretoras no final da reunião de política monetária que decorre em Frankfurt, Alemanha.

19.03.2026

Parlamento do Irão debate taxas para navios no estreito de Ormuz

Os deputados iranianos estão debater a eventual imposição de taxas à passagem de navios pelo estreito de Ormuz, via de comunicação essencial para o comércio mundial, noticiou esta quinta-feira a agência de notícias ISNA.

"No parlamento, estamos a trabalhar num plano segundo o qual os países vão ter de pagar taxas e impostos à República Islâmica para o estreito de Ormuz ser usado como via navegável segura", disse a deputada de Teerão Somayeh Rafiei, referindo-se ao transporte de fontes de energia e de mercadorias.

Por aquela passagem marítima passa parte muito significativa das exportações energéticas dos países do golfo Pérsico, mas também constitui rota essencial de cadeias de abastecimento alimentares e industriais, incluindo um terço dos fertilizantes comercializados globalmente.

Os Estados Unidos e aliados estão a estudar opções militares para garantir a segurança no estreito de Ormuz perante uma queda do tráfego marítimo e os riscos crescentes para a economia e a segurança alimentar globais.

19.03.2026

Europa pinta-se de vermelho com escalada do crude e gás. Companhias aéreas derrapam

Os principais índices europeus negoceiam com fortes perdas e caem pelo segundo dia consecutivo, com , enquanto os investidores e do Banco de Inglaterra (BoE).

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – perde 1,88%, para os 586,70 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cai 2,18%, o espanhol IBEX 35 perde 2,08%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 2%, o francês CAC-40 recua 1,73%, ao passo que o neerlandês AEX regista perdas de 2% e o britânico FTSE 100 subtrai 1,80%.

Os preços do Brent subiram 10%, para 118 dólares por barril, enquanto o gás natural negociado na Europa subiu até 35%. Isto depois de o Irão ter levado a cabo ataques a um importante complexo de produção de gás natural liquefeito (GNL) no Catar, um dos vários ativos energéticos que Teerão prometeu visar após os ataques ao campo de gás de South Pars por Israel. “Os recentes ataques a instalações energéticas em South Pars e no Qatar demonstram uma vontade de escalada de ambos os lados e os mercados interpretaram isso como um sinal de que o conflito poderá prolongar-se por muito mais tempo”, disse à Bloomberg Emma Moriarty, da CG Asset Management Limited.

O "benchmark” Stoxx 600 – que já desvalorizou mais de 7% desde o arranque de março - está mesmo a caminho do seu pior mês em mais de três anos, à medida que os investidores avaliam o impacto dos preços elevados da energia na inflação.

E num dia em que o BCE e o BoE deverão manter os juros diretores inalterados, norte-americana e , “a atenção do mercado centrar-se-á no que os comités afirmarem publicamente sobre a forma como estão a integrar o conflito no Médio Oriente nas suas expectativas em relação à inflação e às taxas de juro”, observou Emma Moriarty.

Entre os setores, o dos recursos naturais (-4,51%) lidera as perdas, com o cobre a apagar os ganhos que vinha a registar desde o início do ano. Também o setor do turismo (-3,28%), o industrial (-2,70%) e o automóvel (-2,68%) registam fortes quedas.

Quanto aos movimentos do mercado, a Lufthansa, a Air France-KLM e a EasyJet registaram todas quedas de mais de 4%, pressionadas pelos aumentos dos preços do petróleo. Por outro lado, a produtora norueguesa de crude e gás Equinor soma mais de 4%, uma vez que se espera que beneficie dos preços mais elevados da energia, mesmo não tendo operações diretas no Médio Oriente. Já a Aker Solutions pula mais de 6%, depois de a empresa norueguesa de serviços para o setor energético ter anunciado que o seu conselho de administração propôs um dividendo extraordinário em dinheiro.

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