Mercados num minuto Abertura dos mercados: Alívio nos mercados com petróleo em alta e bolsas a recuperar de mínimos

Abertura dos mercados: Alívio nos mercados com petróleo em alta e bolsas a recuperar de mínimos

O arranque da sessão é de alívio para as bolsas e para o petróleo, após as quedas dos últimos dias. Já o ouro cai pela primeira vez em quatro dias, depois de ter beneficiado da turbulência dos mercados.
Abertura dos mercados: Alívio nos mercados com petróleo em alta e bolsas a recuperar de mínimos
Reuters
Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,67% para 5..027,82 pontos
Stoxx 600 valoriza 0,74% para 362,26 pontos
Nikkei avançou 0,46% para 22.694,66 pontos 
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,2 pontos base para 2,022%
Euro avança 0,1% para 1,1603 dólares
Petróleo valoriza 1,3% para 81,30 dólares por barril

Bolsas europeias recuperam de mínimos de Dezembro de 2016
As praças europeias seguem a tendência de recuperação em que as bolsas asiáticas fecharam. Os mercados accionistas parecem estar a recuperar da correcção recente que foi interpretada como saudável pela maioria dos analistas, excluindo-se um cenário de pânico numa altura em que começa a época de resultados do terceiro trimestre.

Na sessão de ontem as bolsas europeias atingiram mínimos de Dezembro de 2016, mas já negoceiam em alta no arranque desta sessão. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, está a valorizar 0,74% para os 362,26 pontos. A puxar pelo índice está o sector tecnológico - que foi penalizado pelas fortes quedas das FAANG (Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google) em Wall Street - e o dos automóveis. 

Esta tendência positiva é seguida pela maior parte das praças europeias. É o caso do PSI-20 que depois de atingir mínimos de ano e meio está a recuperar com o BCP a subir mais de 1%. A subida acontece depois de se saber que o banco convocou os accionistas para uma assembleia-geral onde será deliberada a redução do capital social de quase 900 milhões de euros, que abrirá a porta ao futuro pagamento de dividendos.

Juros estáveis à espera da Moody's
A Moody's, a única agência de notação financeira que mantém a dívida de Portugal num grau de investimento especulativo, tem agendada para esta sexta-feira, dia 12 de Outubro, uma possível acção de "rating" para Portugal. A expectativa é a de que a entidade possa melhorar a sua avaliação, que está em "Ba1" (primeiro nível de lixo) com uma perspectiva positiva. Também a DBRS se pode pronunciar sobre o rating de Portugal, tendo sido a única agência que manteve Portugal fora do lixo durante a crise e a vigência do programa de ajustamento da troika.

Neste momento, os juros portugueses estão praticamente inalterados. Os juros a dez anos da dívida pública portuguesa sobem 0,2 pontos base no mercado secundário para os 2,022%. Devido à pressão da situação de incerteza em Itália e a subida dos juros das obrigações norte-americanas, os juros portugueses têm negociado nos últimos dias acima dos 2%. 

Euro sobe após minutas do BCE
A divisa europeia está a beneficiar da fraqueza do dólar nesta sessão, atingindo um máximo semanal de 1,1611 dólares depois das minutas do Banco Central Europeu (BCE) relativas à última reunião de política monetária terem sinalizado um tom positivo face ao corte de estímulos. 

As minutas sugerem que a instituição liderada por Mario Draghi está a caminhar para a normalização da política monetária acomodatícia este ano, apesar da preocupação existente à volta da desaceleração da economia em vários Estados-membros. 

"Temos ouvido vários comentários dos decisores da Zona Euro recentemente sobre o aumento da inflação e a mensagem é consistente: as pressões sobre os preços estão a crescer", disse à Reuters a especialista Kathy Lien, da BK Asset Management. O euro está a subir 0,1% para 1,1603 dólares.

Petróleo recupera após duas sessões de fortes perdas
O petróleo voltou aos ganhos nos mercados internacionais, depois de duas sessões consecutivas de fortes descidas que levaram a matéria-prima para o valor mais baixo desde 24 de Setembro. A motivar a queda esteve o receio de uma quebra da procura por combustíveis nos Estados Unidos, devido ao furacão Michael, e ainda o corte de estimativas da OPEP para a procura por petróleo dos seus membros. Ontem, o cartel antecipou que o mundo precisará de menos 900 mil barris por dia, em 2019, o equivalente a produção média diária da Líbia.

Esta sexta-feira, o petróleo acompanha a acalmia dos mercados accionistas, depois do sell-off das últimas sessões, com o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, a ganhar 1,23% para 71,84 dólares, e o Brent, transaccionado em Londres, a valorizar 1,30% para 81,30 dólares.

Ouro cai pela primeira vez em quatro dias
O ouro está a negociar em terreno negativo, depois de três sessões consecutivas de ganhos, em que o metal precioso esteve a beneficiar da turbulência vivida nos mercados accionistas.

Este activo de refúgio, que subiu 2,45% na sessão de ontem – a maior valorização desde Junho de 2016 – perde, nesta altura, 0,41% para 1.219,08 dólares, enquanto a prata cai 0,16% para 14,5613 dólares.



pub