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Abertura dos mercados: Europa afunda para mínimos de três anos e meio. Petróleo cai mais de 5%

Os principais mercados europeus estão a ter uma nova sessão com quedas avolumadas, depois do presidente dos EUA ter proibido os voos desde a Europa. Setor do turismo é o principal afetado.

O forte aumento dos casos do novo coronavírus que teve o seu epicentro na China atirou as bolsas mundiais para a pior semana desde 2008.
Issei Kato/Reuters
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Os mercados em números

PSI-20 desce 5,71% para 3.976,47 pontos

Stoxx 600 perde 6,31% para 312,14 pontos

Nikkei desvalorizou 4,41% para 18.559,63 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 2,3 pontos base para 0,421%

Euro avança 0,04% para 1,1274 dólares

Petróleo em Londres cai 5,22% para 33,92 dólares o barril

 

Europa afunda perante ameaça do Covid-19
Os principais mercados europeus voltaram a acordar com quedas avolumadas. O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, derrapa 6,31% para os 312,14 pontos, num dia em que todos os índices europeus estão a desvalorizar em torno dos 6%.

Depois do índice pan-regional ter entrado em "bear maket", ou seja, ter desvalorizado 20% desde o último pico máximo, hoje foi a vez do índice mundial MSCI, o índice de referência mundial, entrar nesse patamar. Ontem, o Dow Jones desvalorizou para terreno "bear", pondo fim ao mais longo período do "bull market" da história. 

As quedas de hoje estão a ser catalisadas pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ontem anunciou que os voos desde a Europa para o país iriam ficar suspensos pelo menos durante os próximos trinta dias. Esta medida levou o setor do turismo na Europa a desvalorizar cerca 10,5%. Nenhum dos restantes setores europeus cai menos de 5%. 

Para além de ter anunciado a suspensão dos voos, o líder da casa Branca não adiantou grandes detalhes sobre o seu plano de contenção para o coronavírus, cuja propagação continua. Este motivo levou os investidores a recuarem do risco, apesar dos estímulos monetários dados pelos bancos centrais. Hoje é a vez do banco central Europeu (BCE) de pronunciar sobre o assunto. 

Por cá, a bolsa nacional cai 5,71% para 3.976,47 pontos, com oito cotadas a negociarem em mínimos. Destaque para o BCP, que afunda 5,14% para mínimos históricos. O índice português está a negociar abaixo dos 4.000 pontos pela primeira vez desde 1996.

 

Euro sobe em dia de BCE

O euro retomou hoje a tendência ascendente. Após duas sessões a aliviar de máximos, a moeda europeia valoriza 0,04% para 1,1275 dólares. No mercado cambial os investidores estão hoje de olhos postos na reunião de política monetária do Banco Central Europeu, para avaliar a resposta da Christine Lagarde à propagação do coronovírus.

Após a Fed e o Banco de Inglaterra terem cortado os juros em 50 pontos base em reuniões de emergência. O mercado já incorporou um corte de 10 pontos na taxa de depósitos para -0,6%, embora os economistas estejam à espera de mais medidas de política monetária, como compra de ativos.    

 

Juros de Portugal voltam a subir

A dívida alemã continua a servir de refúgio para os investidores em dias de turbulência. A yield das bunds a 10 anos desce 4,8 pontos base para -0,795%, ainda assim acima do mínimo histórico fixado na segunda-feira passada, que também foi negra para os mercados.

Contudo, nem toda a dívida soberana está a servir de porto de abrigo para os investidores. Nas obrigações dos países periféricos a tendência é negativa, com destaque para Itália, onde a "yield" dos títulos a 10 anos avança 10,7 pontos base para 1,278%. A taxa de juro dos títulos portugueses a 10 anos sobe 2,5 pontos para 0,424%, depois de ontem o IGCP já ter colocar dívida de longo prazo com um custo superior a emissões recentes.

 

Petróleo com quedas de 5%
Os preços da matéria-prima continuam a conhecer pesadas quedas. Hoje, o Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - deprecia 5,22% para os 33,92 dólares por barril e o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) acompanha a tendência e cai 5,03% para os 31,32 dólares por barril.

Clemens Grafe, economista do Goldman Sachs, disse que os preços do petróleo se iriam manter no patamar dos 30 dólares pelo menos durante os próximos seis meses, antes de começarem a subir de forma gradual até atingirem a barreira dos 60 dólares por barril.

 

Ouro valoriza com tensão nos mercados
O ouro, um ativo considerado mais seguro e que serve de refúgio para os investidores em alturas mais turbulentas nos mercados acionistas, volta a negociar em território positivo. Hoje, o metal precioso ganha 0,55% para os 1.644,09 dólares por onça. 

 

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