Mercados num minuto Abertura dos mercados: Fed deixa bolsas no vermelho e juros da dívida em mínimos  

Abertura dos mercados: Fed deixa bolsas no vermelho e juros da dívida em mínimos  

O anuncio da Fed de que os juros não sobem este ano devido à evolução mais fraca da economia está a ter impacto em quase todos os ativos. As bolsas caem e os juros da dívida atingem mínimos.
Abertura dos mercados: Fed deixa bolsas no vermelho e juros da dívida em mínimos   
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,12% para 5.259,04 pontos

Stoxx600 cede 0,23% para 379,95 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 4,2 pontos base para 1,276%

Euro desce 0,11% para 1,1339 dólares

Petróleo em Londres desce 0,41% para os 68,22 dólares em Londres

 

Banca penaliza bolsas europeias

As bolsas europeias negoceiam em terreno negativo, penalizadas pelos resultados da reunião de ontem da Reserva Federal. O banco central sinalizou que não haverá subidas de juros este ano, podendo haver um aumento só em 2020, mas esta postura mais cautelosa deve-se à desaceleração da economia dos EUA e a nível global, o que está a penalizar o sentimento dos investidores.

 

O Stoxx600 desvaloriza 0,23% para 379,95 pontos, sendo que o setor bancário é o que mais penaliza este índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, pois também a banca beneficia com taxas de juro elevadas.  

 

Em sentido contrário está o setor tecnológico, depois da Micron Technology ter apresentado perspetivas favoráveis. As fabricantes de chips Infineon e STMicro estão ambas a ganhar mais de 2%.

 

Em Lisboa o PSI-20 também segue em queda (-0,12% para 5.259,04 pontos), com o índice a ser penalizado pelo BCP e pela Sonae, que antes da abertura anunciou que os lucros de 2018 aumentaram 33%.

 

Dólar recupera de tombo

A moeda norte-americana foi ontem fortemente penalizada pela decisão surpresa da Fed em decidir não aumentar mais os juros este ano. O índice do dólar (que mede o desempenho contra as principais moedas mundiais) desvalorizou 0,5% na quarta-feira, estando hoje a subir 0,16%, naquela que é a primeira variação positiva da semana. O euro também está a corrigir do movimento de ontem: desce 0,15% para 1,1396 dólares depois de ter valorizado 0,54% com o anúncio da Fed.

 

No mercado cambial destaque também para a libra (desce 0,2% para 1,3173 dólares) devido à turbulência que persiste no Brexit, já que a União Europeia está contra a proposta de adiar a saída da União Europeia para a data pretendida por Theresa May.

 

Juros de Portugal aproximam-se de mínimo histórico

A reunião da Fed também está a ter um impacto significativo no mercado europeu de dívida soberana, uma vez que as obrigações beneficiam com as taxas de juro mais baixas. A "yield" dos títulos alemães a 10 anos está a cair 3,8 pontos base para 0,046%, o que representa um novo mínimo de dois anos e cada vez mais próximo de valores negativos. Nos EUA a "yield" dos títulos com a mesma maturidade desce 1 ponto base para 2,51%, o que representa um mínimo de mais de 14 meses.

 

Esta descida também está a contagiar a dívida portuguesa, com a taxa dos títulos a 10 anos a cair 4,2 pontos base para 1,276%, muito perto do mínimo histórico fixado na terça-feira nos 1,249%.

 

Petróleo corrige de máximos

O barril de Brent está a ceder 0,41% para os 68,22 dólares, interrompendo desta forma um ciclo de três sessões consecutivas a subir. Este desempenho segue-se ao preço recorde de quatro meses atingido na última sessão, que foi motivado pela maior quebra nas reservas dos Estados Unidos desde julho do ano passado, uma queda que superou as estimativas dos analistas. 

 

Ouro com uma mão cheia de ganhos
O metal amarelo segue a subir, somando 0,40% para os 1.317,80 dólares por onça. Este é um máximo de quase um mês, atingido numa altura em que este metal precioso conta cinco sessões consecutivas em terreno positivo. O ouro beneficia do estatuto de ativo refúgio perante a quebra nos títulos acionistas e no preço da moeda americana, que quebram depois da Fed ter denunciado uma desaceleração da economia e apontado para que o dinheiro não encareça através do aumento das taxas de juro durante este ano.




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