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Abertura dos mercados: Powell impulsiona bolsas europeias e euro. Juros aliviam e petróleo espera pela OPEP

As bolsas europeias estão a subir, assim como o euro, a beneficiarem da expectativa de menos subidas de juros nos EUA, depois de o discurso de Jerome Powell ter diminuído as expectativas.

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 29 de Novembro de 2018 às 09:13

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,33% para 4.886,01 pontos

Stoxx 600 avança 0,58% para 359,47 pontos

Nikkei valorizou 0,39% para 22.262,60 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 1,3 pontos base para 1,858%

Euro sobe 0,19% para 1,1388 dólares

Petróleo perde 0,10% para 58,70 dólares por barril, em Londres

 

Powell anima bolsas deste lado do Atlântico

O presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Jerome Powell, fez um discurso onde considerou que a taxa de juro actualmente em vigor nos EUA está num nível "neutro". Ou seja, não pressiona nem impulsiona a economia. As palavras foram recebidas pelos investidores como um sinal de que o responsável pela política monetária americana está a travar as expectativas de subidas de juros no país. E isso provocou a maior subida das bolsas americanas em oito meses e está também a reflectir-se na negociação bolsista da Europa.

 

O Stox600 sobe 0,58%, numa altura em que a generalidade dos índices está a avançar. A travar o ânimo dos investidores está a incerteza em torno da guerra comercial. Ainda ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor novas tarifas sobre as importações de automóveis, depois de a General Motors ter anunciado o encerramento de fábricas nos EUA. Além disso, há a expectativa de que os responsáveis dos EUA e da China se reúnam durante a reunião do G-20, mas os investidores estão pouco confiantes em relação a um acordo que ponha fim à guerra comercial entre os dois países.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 também aprecia 0,33%, numa altura em que os "pesos-pesados" estão todos em alta, ainda que com ganhos moderados.

 

Juros caem na Europa

As taxas de juro estão a cair um pouco por todos os países europeus, numa altura em que os investidores estão a apostar em activos de maior risco, com a travagem das expectativas em torno das subidas de juros nos EUA.

 

A taxa de juro implícita na dívida portuguesa está a descer 1,3 pontos base para 1,858%. Já a taxa associada à dívida alemã está a cair 1,8 pontos para 0,331%.

 

Euro sobe com menor perspectivas de juros nos EUA

O euro tem sido pressionado pela expectativa de subida de juros nos EUA. O alargamento da distância dos juros praticados dos dois lados do Atlântico torna os investimentos em dólares mais atractivos, uma vez que têm uma taxa de retorno maior. Desde o início do ano, o euro está mesmo a acumular uma queda superior a 5% contra o dólar. As palavras de Powell travaram a expectativa, o que beneficia a moeda única europeia. Assim, o euro está a subir 0,19% para 1,1388 dólares.

 

Incerteza sobre produção penaliza petróleo

Os preços do petróleo estão em queda no mercado internacional, a reflectir a incerteza em torno da produção desta matéria-prima. Os investidores aguardam pelos dados das reservas dos EUA, que têm vindo a aumentar consecutivamente, bem como pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para saber se serão decididos cortes na produção ou não.

 

O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a cair 0,10% para 58,70 dólares.

 

Ouro sobe com queda do dólar

O ouro está de regresso aos ganhos, subindo 0,45% para 1.226,67 dólares por onça, a beneficiar da queda do dólar.

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