Praças europeias em alta com olhos postos na inflação dos EUA
Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta segunda-feira.
- Europa aponta para o verde. Ásia fecha mista com encontro de Biden e Xi na mira
- Petróleo desliza com investidores à espera de dados sobre procura
- Ouro desvaloriza com inflação nos EUA na mira
- Euro sobe face ao dólar
- Juros mistos na Zona Euro
- Europa abre no verde. Farmacêutica Novo Nordisk dá força ao Stoxx 600
- Revisão em baixa do "outlook" da dívida dos EUA penaliza Wall Street
- Petróleo valoriza com expectativas sobre queda na procura
- Ouro ligeiramente em baixa à espera da inflação nos EUA
- Praças europeias em alta com olhos postos na inflação dos EUA
As bolsas europeias apontam para o verde na primeira sessão de uma semana que será marcada pela divulgação de dados da inflação em diferentes países. É o caso de Portugal, do Reino Unido e dos Estados Unidos, que mostram como evoluiu o aumento dos preços em outubro.
Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 sobem 0,2%.
Na Ásia, a negociação terminou mista, numa altura em que os investidores aguardam pelo encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o homólogo chinês, Xi Jinping. O encontro está marcado para quarta-feira, 15 de novembro, na Califórnia.
Na China, Hong Kong valorizou 0,45% e Xangai somou 0,25%, apesar de novos dados económicos mostrarem uma desaceleração no consumo e uma queda da confiança dos empresários em outubro. No Japão, o Topix fechou praticamente inalterado e o Nikkei avançou 0,05%, num dia em que ofi conhecido que os preços de produção caíram em outubro. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 0,24%.
Os preços do petróleo estão a cair, numa altura em que os investidores aguardam por informações para confirmar se os receios relativos a uma queda da procura têm fundamento.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) publica esta segunda-feira o relatório mensal. Durante a semana será também divulgada informação po parte da Agência Internacional de Energia (AIE).
O West Texas Intermediate (WTI), negociada em Nova Iorque, perde 0,88% para 76,49 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, cede 0,8% para 80,78 dólares por barril.
"A publicação de vários relatórios sobre o mercado petrolífero vai estar em foco. Quaisquer sinais de aperto podem mudar o sentimento que foi enfraquecido pelo alívio das tensões geopolíticas", afirmaram Brian Martins e Daniel Hynes, analistas do ANZ Group, em declarações à Bloomberg.
O petróleo acumula já três semanas de perdas. Apesar de no final da última semana ter recuperado algum fôlego, o ouro negro está a ser penalizado pelos sinais mais fracos de consumo por parte da China, Estados Unidos e Europa. O fornecimento de crude vindo do Médio Oriente mantém-se inalterado apesar do conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas - eliminado as expectativas de que a oferta poderia encolher devido à guerra na região.
O ouro está a desvalorizar, prolongando as perdas registadas na semana passada.
O ouro desliza 0,15% para 1.937,28 dólares por onça. Noutros metais, o paládio valoriza 0,56% para 967,15 dólares e a platina soma 0,28% para 848,17 dólares.
Os investidores aguardam pela divulgação dos dados da inflação de outubro nos Estados Unidos, na terça-feira, para obter pistas sobre o curso da política monetária.
Os economistas estimam que a inflação, excluindo alimentos e energia, tenha subido 0,3% no mês passado, o que poderá sustentar uma posição mais "hawkish" da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Taxas de juro mais elevadas tendem a penalizar o ouro, que não remunera rendimentos, pelo que a perspetiva tem penalizado o metal precioso nos últimos dias.
As palavras do presidente da Fed, Jerome Powell, na semana passada também contribuíram para uma maior pressão sobre o ouro. O responsável garantiu que o banco central não hesitará em subir mais os juros se necessário.
O euro está a valorizar face à divisa norte-americana, numa altura em que os investidores digerem as declarações do vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos.
A moeda única europeia sobe 0,06% para 1,0692 dólares.
O número dois do BCE admitiu, esta segunda-feira, que o crescimento da inflação pode voltar a acelerar temporariamente, apesar de a tendência ser de descida. Apesar de a inflação na Zona Euro estar no nível mais baixo em dois anos (2,9%), mantém-se acima dos 2% definidos pelo banco central.
O responsável admite que os preços da energia e dos alimentos continuam a ser uma grande fonte de "incerteza", recusando fazer considerações sobre se o pico dos juros já foi ou não atingido. "Nestes tempos de incerteza elevada, penso que temos de ser muito prudentes na comunicação", disse, em Frankfurt. "O que gostaria de reforçar e que falar sobre cortes dos juros e reduções é prematuro", acrescentou.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a negociar mistos, com os investidores a digerirem a possibilidade de um novo crescimento da inflação na região. A hipótese foi sinalizada pelo vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, numa conferência em Frankfurt.
Além disso, o responsável salientou ainda que "falar sobre cortes dos juros e reduções é prematuro". As palavras de Guindos deixam no ar a hipótese de novas subidas e a certeza de que os juros vão manter-se elevados durante mais tempo.A "yield" da dívida portuguesa com maturidade a dez anos agrava-se 0,3 pontos base para 3,406%, no dia em que são conhecidos os dados da inflação em outubro. A taxa de inflação nacional terá abrandado para 2,1% em outubro, numa desaceleração explicada sobretudo pelo efeito base dos preços dos alimentos e energia, que comparam com os elevados preços registados há um ano.
Já a "yield" das Bunds alemãs com o mesmo prazo, referência para a região, aumenta 1,2 pontos base para 2,726%.
Os juros da dívida pública espanhola sobem 0,3 pontos base para 3,761%, a rendibilidade da dívida francesa está inalterada nos 3,298% e os juros da dívida italiana aliviam 3,2 pontos base para 4,534%.
As bolsas europeias abriram em terreno positivo, num dia em que os investidores mostram apetite pelo risco e em que os investidores aguardam pelos dados da inflação de outubro nos Estados Unidos, numa altura em que a maior economia mundial continuar a mostrar resiliência.
O Stoxx 600, referência para a região, valoriza 0,77% para 446,71 pontos, com os 20 setores que o compõem a negociarem com ganhos. A liderar as subidas está o setor das viagens (1,6%), seguido pelo da banca (1,22%) e pelo dos recursos naturais (1,08%).
Entre as principais movimentações, a dinamarquesa Novo Nordisk sobe 3,33% para 714,6 coroas dinamarquesas (95,81 euros ao câmbio atual), após dados que mostram que o seu medicamento Wegovy, para perder peso, reduz a incidência de ataques cardíacos em pacientes obesos.Nas principais praças europeias, o alemão Dax 30 soma 0,52%, o italiano FTSE Mib avança 0,97%, o francês CAC-40 cresce 0,76%, o britânico FTSE Mib sobe 0,73%, o espanhol Ibex 35 valoriza 0,76% e o AEX, em Amesterdão, salta 0,94%.
"É díficil retirar muito mais das ações, uma vez que elas já incorporaram dados que mostram desinflação", afirmou Florian Ielpo, da gestora de ativos Lombard Odier, à Bloomberg. Se os dados divulgados na terça-feira não mostrarem uma queda na inflação, diz, o "rally" deverá ver um travão.
Os principais índices em Wall Street abriram ligeiramente em queda, numa altura em que os investidores estão a reagir a um corte do "outlook" (perspetiva para a evolução da qualidade da dívida soberana) dos Estados Unidos por parte da Moody's que passou de estável para negativo. A justificar esta decisão estão os enormes défices orçamentais e a menor capacidade para suportar o encargo do serviço da dívida. O industrial Dow Jones recua 0,21% para 34.215,58 pontos, enquanto o Standard & Poor's 500 perde 0,42% para 4.396,71 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 0,6% para 13.715,19 pontos. O mercado está ainda a aguardar uma leitura da inflação, bem como um conjunto de dados económicos nos EUA que poderão permitir avaliar durante quanto tempo a Reserva Federal deverá manter as taxas de juro elevadas.
A justificar esta decisão estão os enormes défices orçamentais e a menor capacidade para suportar o encargo do serviço da dívida.
O industrial Dow Jones recua 0,21% para 34.215,58 pontos, enquanto o Standard & Poor's 500 perde 0,42% para 4.396,71 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 0,6% para 13.715,19 pontos.
O mercado está ainda a aguardar uma leitura da inflação, bem como um conjunto de dados económicos nos EUA que poderão permitir avaliar durante quanto tempo a Reserva Federal deverá manter as taxas de juro elevadas.
"Com a falta de notícias macroeconómicas e o forte 'rally' na sexta-feira, a descida do 'outlook' e a antecipação dos números da inflação estão a levar a um movimento de venda esta manhã", explicou o analista Peter Cardillo da Spartan Capital Securities à Reuters.
O petróleo valoriza, após três semanas de queda, com os investidores à espera de relatórios da indústria que devem esclarecer se há ou não uma queda na procura.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) publica esta segunda-feira o relatório mensal. Durante a semana será também divulgada informação po parte da Agência Internacional de Energia (AIE).
O West Texas Intermediate (WTI), negociada em Nova Iorque, ganha 0,92% para 77,88 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, sobe 0,93% para 82,19 dólares por barril.
A OPEP indicou que um "sentimento negativo exagerado" tinha arrastado os preços, mas que dados recentes mostram que o crescimento económico se mantém robusto.
"O petróleo começou a semana na defensiva, mas até agora tanto o Brent como o WTI mantêm-se acima dos níveis de apoio chave, potencialmente indicando que o pior da longa fase de liquidação já passou", disse Ole Hansen, do Saxo Bank.
O petróleo recuperou ligeiramente no final da semana passada, depois de, na quarta-feira, ter caído abaixo dos 80 dólares por barril pela primeira vez desde julho.
A oferta do Médio Oriente - fonte de cerca de um terço do crude mundial - não foi afetada pelo conflito entre Israel e o Hamas, enquanto das remessas da Rússia e dos EUA aumentaram.
O ministro do Petróleo do Iraque, Hayyan Abdul Ghani, está de visita ao Curdistão, para discutir o retomar das exportações através de Ceyhan, na Turquia - tal pode resultar num maior número de barris de petróleo no mercado. O oleoduto tem estado parado desde março devido a uma disputa entre a Turquia e o Iraque, tendo sido também danificado por um sismo.
Os preços do ouro estão a negociar ligeiramente em baixa, com os investidores de olhos postos na divulgação da inflação nos Estados Unidos, referente a outubro, que poderá dar alguma indicação sobre o caminho a seguir pela Reserva Federal.
O metal amarelo recua 0,25% para 1.935,29 dólares por onça.
O ouro poderá ser penalizado caso o índice de preços acelere mais do que o esperado, uma vez que não rende juros e tal leitura levaria o mercado a voltar a colocar em cima da mesa um novo aperto da política monetária pela Fed.
Caso os números sejam dentro do esperado, "o ouro deverá ascender aos 1.950 dólares por onça", refere à Reuters o analista Bob Haberkorn, estratega da RJO Futures.
Os principais índices europeus encerraram a sessão em alta, num curto "rally", antes de serem conhecidos os números da inflação de outubro nos Estados Unidos, que deverão dar pistas sobre o caminho a seguir pela Reserva Federal no que toca à definição da política monetária.
O índice de referência, Stoxx 600, subiu 0,75% para 446,52 pontos, com os setores da banca, do petróleo & gás e das viagens a darem o maior contributo. Em queda estiveram apenas dois setores, o de media e imobiliário.
As atenções viram-se agora para os números da subida dos preços nos EUA que serão conhecidos esta terça-feira. Os investidores têm estado otimistas relativamente a um "soft landing" da política monetária na economia norte-americana, dada a sua resiliência. No entanto, o sentimento permanece contido, dada a possibilidade de os números serem mais elevados que o esperado.
O Morgan Stanley e o JPMorgan diferem nas expectativas de cortes das taxas de juro diretoras pela Fed, segundo notas a que a Bloomberg teve acesso. O primeiro estima cortes de maior dimensão a serem realizados ao longo dos próximos dois anos, enquanto o segundo aponta para um maior número de cortes, mas de menor dimensão, e que deverão iniciar-se mais tarde.
"Qualquer má notícia derivada do relatório da inflação fará as ações voltarem rapidamente para onde estavam há umas semanas", disse à Bloomberg o analista Florian Ielpo, da Lombard Odier Asset Management.
"O atual 'rally' pode ter pernas para andar, mas, para isso, precisamos de confirmar que vivemos num mundo em que a inflação está a cair", explicou.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou 0,73%, o francês CAC-40 valorizou 0,6%, o italiano FTSEMIB pulou 1,48%, o britânico FTSE 100 subiu 0,89% e o espanhol IBEX 35 ganhou 0,96%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 0,95%.
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