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Ao minuto08.09.2022

Banca segura praças europeias no verde. Juros da dívida agravam-se

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quinta-feira.

Bloomberg
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08.09.2022

Praças europeias resistem a subida de juros do BCE à boleia do setor da banca

As principais praças europeias encerraram esta quinta-feira a sessão de negociação com sinal verde, puxadas pelo setor da banca, que capitalizou com o aumento histórico de 75 pontos base nas taxas de juro diretoras, anunciado ao início da tarde pelo Banco Central Europeu.

Os bancos são os que mais lucram com esta subida. No Stoxx 600 - que agrega as principais empresas da Europa - o setor valorizou 2,2% conduzindo o índice a um avanço de 0,50%. O retalho (1,61%), os seguros (1,32%), o setor automóvel (1,06%) e o imobiliário (1,02%) também registaram boas valorizações, acima de 1%.

Por praças, só o alemão Dax destoou, na linha d'água, caindo 0,09%. De resto, o francês CAC-40 valorizou 0,33%, o italiano FTSEMIB avançou 0,88%, o britânico FTSE 100 subiu 0,33% e o espanhol IBEX 35 pulou 0,78%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 0,47%. O português PSI somou 0,47%.

"O BCE decidiu acelerar o seu ciclo de aperto nas taxas, como era esperado. Está em linha com o que precisava de ser feito devido à inflação", indicou Joachim Klement, chefe de estratégia, contabilidade e sustentabilidade da Liberum Capital, citado pela Bloomberg. "O problema é que, com a crise da energia, a Zona Euro está a entrar numa recessão rapidamente e o BCE está a piorar a situação."

"Os riscos são a quebra do crescimento europeu, principalmente porque se vai infiltrando uma postura de racionamento", considerou Madison Faller, estratega global do JPMorgan Private Bank. "O euro pode muito bem cair ainda mais a partir daqui, e mantemos uma visão cautelosa sobre as ações europeias à medida que entramos num período de alta incerteza no inverno."

 

08.09.2022

Juros da dívida escalam na Europa

Os juros da dívida soberana na Europa negociaram hoje em alta, no dia em que o Banco Central Europeu anunciou uma subida de 75 pontos base dos juros de referência.

 

As yields da dívida portuguesa a 10 anos somaram 10,1 pontos base para 2,718%.

 

Por seu lado, em França os juros no mesmo vencimento avançaram 11 pontos base para se fixarem em 2,252%.

 

As "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, acompanharam o movimento de subida, a ganharem 13,8 pontos base para 1,707%.

 

Em Itália e Espanha, também no vencimento a 10 anos, as "yields" subiram 10,8 e 10,7 pontos base, para 3,954% e 2,826%, respetivamente.

08.09.2022

Powell derruba euro e volta a dar força ao dólar

A moeda única conseguiu subir acima da paridade com o dólar, no arranque da tarde desta quinta-feira, à boleia da subida histórica dos juros pelo BCE, em 75 pontos bases. Contudo, o euro voltou a cair após as declarações de Jerome Powell.

O líder da Fed assegurou que o aperto na política monetária norte-americana não vai parar "até o trabalho estar feito", ou seja, até a inflação abrandar. Como reação o dólar voltou a ganhar força, avançando às 16:18 sobre o euro 0,36%. Neste momento 1 euro vale 0,9970 dólares.

Já o índice dólar da Bloomberg - contra 10 divisas rivias - está a negociar na linha d'água, subindo uns muito ligeiros 0,07%. 

Por outro lado, numa nota de "research" publicada esta quinta-feira, o Goldman Sachs sugere aos investidores para "shortarem" o euro face ao franco suíço, após o aumento recorde da taxa do Banco Central Europeu, pois acredita que é provável que o Banco Nacional Suíço queira tomar medidas para impedir a depreciação do franco.

08.09.2022

Ouro aguenta-se acima da linha dos 1.700 dólares

O ouro está a recuperar das perdas de quarta-feira, mantendo-se acima da linha psicológica dos 1.700 dólares a onça, depois de na sessão passada ter os 1.692,50 dólares. 

Nesta altura, os investidores ainda digerem as mais recentes declarações de Jerome Powell, líder da Reserva norte-americana, e de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu. Os dois responsáveis asseguraram que o aperto da política monetária é para manter.

Ainda assim, pelas 16:09, o metal precioso cai ligeiramente, recuando 0,56% para 1.708,82 dólares.

"A procura do ouro como porto seguro é válida, embora o foco dos investidores tenha sido encoberto pela força do dólar e dos rendimentos do Tesouro dos Estados Unidos, que pesaram muito sobre os preços deste ativo no mês passado", sublinha Avtar Sandu, gerente sénior de commodities da Phillip Nova, citado pela Bloomberg.

08.09.2022

Petróleo sobe mas receios em torno do panorama económico pesam

Os preços do petróleo seguem a ganhar terreno, depois de a Rússia ter ameaçado suspender as exportações de crude e gás natural a alguns compradores.

 

No entanto, a pesar no mercado e a travar maiores ganhos estão os receios de que a extensão das medidas de confinamento na China devido à covid-19 possam desacelerar a atividade económica global e atingir a procura por combustível.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 0,87% para 88,77 dólares por barril, depois de ontem ter caído para 87,24 dólares – o valor mais baixo desde 25 de janeiro.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, ganha 1,57% para 83,23 dólares por barril. Ontem, o WTI chegou a ceder para 81,20 dólares, mínimos de 12 de janeiro.

08.09.2022

Mercados reagem em baixa à decisão do BCE e palavras de Lagarde

Em reação à decisão do Banco Central Europeu de realizar a maior subida de sempre das taxas de juro, em 75 pontos base, as ações europeias estão a negociar em baixa e anular ganhos vividos ao início da manhã. O alemão Dax chegou a cair 1%.

No índice de referência europeu, Stoxx 600, destaque para a banca, um dos únicos três setores que negoceia em terreno positivo, com ganhos de 1,59%.

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão em trajetória de agravamento, ainda assim a subir menos que dez pontos. A "yield" que mais agrava são as Bunds alemãs a dez anos, que sobem 8,7 pontos base para 1,657%.

No câmbio, o euro retoma perdas face à nota verde e negoceia abaixo da paridade, algo que já se verificava esta manhã. A moeda única europeia desce 0,58% para 0,9984 dólares.

O ouro perde 0,57% para os 1.708,54 dólares por onça, aproximando-se assim da "zona de perigo" nos 1.700 dólares. Já no petróleo, tanto o "ouro negro" negociado em Londres, como em Nova Iorque seguem a valorizar acima de 1%.

Lagarde revelou esta quinta-feira que o BCE está ainda longe dos juros necessários para trazer a inflação para os 2%. Leia mais aqui.

08.09.2022

Powell e Lagarde empurram Wall Street para o vermelho

Christine Lagarde, do BCE, e Jerome Powell, da Fed, têm reforçado os balanços dos respetivos bancos centrais.

Wall Street abriu em terreno negativo, com os investidores a pesarem as palavras de Lagarde e Powell. A presidente do Banco Central Europeu anunciou há pouco uma subida das taxas de juro em 75 pontos base, ao passo que o responsável máximo da Fed está a discursar, revelando que não vai abrandar na subida das taxas de juro "até o trabalho estar feito".

Wall Street reagiu em baixa, ainda assim com perdas pouco acentuadas. O índice industrial Dow Jones cede 0,61%, para 31.387,16 pontos. Já o Standard & Poor’s 500 perde 0,69%, para 3.952,49 pontos, e o tecnológico Nasdaq Composite recua 0,92% para se fixar nos 11.683,95 pontos, o índice que regista a maior queda.

Já os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos desceram para o valor mais baixo desde maio, sugerindo que a procura por trabalhadores continua alta apesar da deterioração das perspetivas económicas.

De acordo com analistas do Deutsche Bank, as ações norte-americanas podem cair mais 25% se a economia do país entrar em recessão.

08.09.2022

Europa quase toda a verde antes de Lagarde

Os principais índices do Velho Continente estão a negociar maioritariamente em terreno positivo, numa altura em que os investidores estão a deixar grandes investimentos de lado, no antecipar da reunião de política monetária do BCE.

O índice de referência para a região, Stoxx 600, avançava uns tímidos 0,17%. A liderar os ganhos estavam os setores da banca, bem como o setor mineiro.

Nas quedas, o retalho tomba mais de 2%, depois da Associated British Foods, dona da Primark ter cortado as perspetivas de lucros para o próximo ano. A empresa justificou-se com base no aumento dos custos energéticos e na subida do dólar face às principais divisas. A cotada perde 7,25%.

Uma subida em 75 pontos base pode parar as perdas do euro, mas a crise energética continua a ser um grande problema na região, explica Ipek Ozkardeskaya, analista do Swissquote à Bloomberg.

"Não há uma resolução rápida para a crise energética na Europa e a recessão vai ser algo com que os europeus vão ter de lidar este inverno, com ou sem taxas de juro", indica ainda.

Nas principais praças europeias, o britânico FTSE 100 ganha 0,31%, o AEX, em Amesterdão, sobe 0,12%, o alemão Dax valoriza 0,08% e o francês CAC-40 soma 0,04%.

O espanhol IBEX 35 perde 0,36%, o italiano FTSEMIB recua 0,03% e em Lisboa, o PSI cede 0,06%.

08.09.2022

Juros agravam-se ligeiramente com BCE à vista

O banco central presidido por Christine Lagarde anunciou, em meados de junho, que iria aplicar “flexibilidade” nos reinvestimentos do PEPP.

Os juros da dívida soberana na Europa estão a agravar-se ligeiramente, horas antes da reunião do Banco Central Europeu, onde será conhecida uma nova subida das taxas de juro, com os analistas a apontarem para um possível aumento até 75 pontos base.

 

Os juros da dívida portuguesa a dez anos são os que menos se agravam e sobem 0,4 pontos base para 2,621%. Também as "yields" da dívida espanhola agravam-se 1,4 pontos base para 2,733%.

As "yields" das Bunds alemãs a dez anos, referência para a Europa, acompanham o movimento de subida e somam 1,3 pontos base para 1,583%.

 

Em Itália, os juros da dívida com a mesma maturidade agravam-se 0,5 pontos base para 3,851%.

08.09.2022

Euro perde contra o dólar antes do BCE

Em julho e em setembro, o BCE vai subir juros, o que já está a ser incorporado com investidores a pedirem prémios superiores no financiamento.

O euro está a desvalorizar face ao dólar, horas antes da decisão de política monetária do Banco Central Europeu que ao que tudo indica deverá realizar uma subida das taxas de juro em 75 pontos base.

A moeda única europeia cede 0,20% face à nota verde, novamente abaixo da paridade, fixando-se nos 0,9986 dólares. Estando o mercado à espera de uma subida em 75 pontos base, qualquer valor abaixo disso pode desencadear um profundo sell-off, é o que indicam analistas da Ebury.

Ao mesmo tempo, o euro atingiu o valor mais alto desde 2015 face ao iene. Mas a moeda japonesa acabou por recuperar depois do anúncio da primeira reunião desde junho entre o Ministério das Finanças, o Banco do Japão e a Agência de Serviços Financeiros para discutir os mercados.

O euro perde neste momento 0,19% em relação à moeda japonesa para 143.57 ienes.

08.09.2022

Ouro na linha de água, fora da "zona de perigo"

O ouro está a negociar na linha de água, mas já acima da "zona de perigo" dos 1.700 dólares, depois de ter negociado abaixo desta margem esta quarta-feira.

O metal precioso cede 0,01% para 1.718,24 dólares.

A vice-presidente da Reserva Federal norte-americana voltou a reiterar, num discurso esta quarta-feira, a necessidade de "manter uma política restritiva por algum tempo", para colocar a inflação sob controlo.

08.09.2022

Petróleo sobe depois de mínimos de seis meses. Gás desvaloriza 6%, com medidas da UE

O petróleo está a valorizar, depois de esta quarta-feira ter atingido mínimos de dois meses, com os investidores a analisarem a procura na China, bem como a política monetária por todo o mundo.

Isto, numa altura em que várias cidades chinesas têm lidado com contínuos confinamentos devido à política de covid-zero, incluindo na cidade de Chengdu, que viu o confinamento ser estendido por mais uma semana.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, valoriza 0,86% para 88,76 dólares por barril – estando a recuperar do valor mais baixo desde fevereiro.

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, sobe 0,96% para 82,73 dólares por barril, abaixo dos 85 dólares pelo segundo dia.

No mercado do gás, os futuros estão em baixa perto do valor mais baixo em um mês, numa altura em que vários governos pela Europa estudam formas de lidar com a crise energética e intervir nos mercados regionais.

A União Europeia prepara-se para discutir esta sexta-feira medidas para combater a situação da energia no continente. De acordo com a Bloomberg, também está a ser considerado um tecto das importações de gás russo.

"Muito depende do clima, felizmente para este interno, o armazenamento está saudável", explicou o diretor comercial da Cheniere Energy, à Bloomberg. Ainda assim, explica, a gestão deste recurso vai ter de ser feita cuidadosamente.

Os futuros a um mês do gás negociado em Amesterdão (TTF) - referência para o mercado europeu – perde 6% para 201 euros por megawatt-hora.

08.09.2022

Ásia recupera, mas termina mista. Europa no verde, com BCE à vista

Acções asiáticas pressionadas por pedidos de subsídio de desemprego

Em dia de uma decisão de política monetária, que pode vir a ser a maior de sempre, as principais praças da Europa ocidental estão de olhos postos em terreno positivo, assumindo assim uma trajetória mais clara face ao fecho desta quarta-feira que foi misto, entre ganhos e perdas.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 sobem 0,4%.

O Banco Central Europeu vai estar reunido esta quinta-feira para anunciar uma garantida subida das taxas de juro, resta agora saber se serão 50 ou 75 pontos base, com os analistas a apontarem para a segunda hipótese - o que marcaria o maior aumento de sempre.

Na Ásia, os principais índices da região estiveram a recuperar da maior queda em dois anos, desde maio de 2020, verificada na quarta-feira, mas ainda assim terminaram a negociação de forma mista. A registar os maiores ganhos esteve o setor da tecnologia e de venda ao consumidor. Isto, depois da Apple ter revelado o novo iPhone 14, o que beneficiou não só as fabricantes asiáticas da marca, como as restantes tecnológicas da região.

Ao mesmo tempo, o governo chinês anunciou uma extensão do confinamento na cidade de Chengdu, após os casos de covid-19 terem aumentado, o que empurrou os índices na região novamente para o vermelho.

"Os mercados estão a incorporar uma Fed menos agressiva, à medida que os preços do petróleo e das 'commodities' em baixa têm ajudado a diminuir a pressão nas margens de lucro das empresas asiáticas", explica Soo Hai Lim, analista da Barings à Bloomberg.

"A longo prazo, acreditamos que a performance dos mercados asiáticos vai ser conduzida por fatores específicos de crescimento económico em cada país", esclarece ainda.

Pela China, o Shangai Composite recuou 0,1%, enquanto no Japão, o Nikkei pulou 2%. Em Hong Kong, o Hang Seng desceu 0,6% e, na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,6%.

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