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BCE sobe taxas de juro da Zona Euro em 75 pontos base. É o maior aumento de sempre

O Conselho do BCE reuniu-se esta quinta-feira e decidiu a segunda subida consecutiva das taxas de juro de referência para tentar travar a escalada da inflação. Em julho, a autoridade monetária já tinha também aumentado os juros.

Reuters
Leonor Mateus Ferreira leonorferreira@negocios.pt 08 de Setembro de 2022 às 13:15
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O Banco Central Europeu (BCE) decidiu aumentar as taxas de juro de referência na Zona Euro pela segunda vez consecutiva. A autoridade monetária liderada por Christine Lagarde anunciou uma subida histórica de 75 pontos-base nas três taxas, em linha com a expectativa dos mercados.

"Este grande passo antecipa a transição de um nível predominante de uma política de taxas de juro altamente acomodatícias para níveis que irão garantir o regresso atempado da inflação para a meta de médio prazo de 2% do BCE", explica o comunicado que se seguiu ao conselho desta quinta-feira.

Com efeitos a partir de 14 de setembro, a taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento passa para 1,25%, enquanto a taxa aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez avançou para 1,5% e a dos depósitos para 0,75%.


Na última reunião, no final de julho, tinham já subida 50 pontos base cada uma. Apesar disso, os últimos dados mostraram que a inflação na Zona Euro continua a acelerar: fixou-se em 9,1% em agosto, face a 8,9% em julho. Será este percurso a justificar a nova subida de juros, sendo que os analistas antecipam que o BCE não pare por aqui.

"Com base na avaliação atual, nas próximas reuniões o Conselho do BCE espera aumentar ainda mais as taxas de juro para reduzir a procura e salvaguardar o risco de uma mudança ascendente persistente nas expectativas de inflação", refere o BCE, clarificando que os decisores de política monetária vão "reavaliar regularmente" a trajetória de política monetária à luz das informações recebidas e da evolução das perspetivas de inflação.

Quanto ao programa de compra de dívida, o BCE garante que irá continuar a reinvestir na totalidade os montantes que atingem as maturidades no âmbito do programa regular (APP) "por um longo período de tempo" e "enquanto for necessário para manter condições de ampla liquidez".

No que diz respeito ao programa pandémico, o PEPP, planeia reinvestir os principais pagamentos pelo menos até final de 2024. "Em qualquer caso, a futura rotação do portefólio do PEPP será gerida por forma a evitar a interferência com o apropriado posicionamento da política monetária", acrescenta. "Os reinvestimentos do portefólio do PEPP estão a ser reinvestidos de forma flexível com vista a equilibrar os riscos relacionados com a pandemia no mecanismo de transmissão da política monetária".

(Notícia atualizada às 13:40)

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