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Europa em terreno positivo. Euro ganha face ao dólar. Petróleo sobe 2%

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta sexta-feira.

wall street, bolsas, nyse
wall street, bolsas, nyse Carlo Allegri/Reuters
15 de Julho de 2022 às 18:09
Europa aponta para arranque no verde. Ásia a cair

A Europa aponta para um arranque de sessão com ligeiros ganhos, enquanto a Ásia caiu esta sexta-feira para mínimos de dois anos. 

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 sobem 0,8%.

A sessão de negociação na Ásia tocou esta sexta-feira em mínimos de dois anos, numa altura em que se fala de uma nova ronda de subida das taxas de juro a nível mundial, que agrava preocupações dos investidores quanto ao crescimento económico.

A cair no mercado de ações estão as bolsas chinesas, depois de dados divulgados esta sexta-feira mostrarem que a economia chinesa contraiu no segundo trimestre e ficou abaixo das estimativas dos analistas.

No Japão o Topix cai 0,033% e o Nikkei valoriza 0.54%. Pela China, em Hong Kong o Hang Seng derrapa 1.95% e Xangai desce 0.87%. Por fim na Coreia do Sul, o Kospi sobe 0,32%.

Petróleo prepara-se para acabar semana abaixo dos 100 dólares. Gás recua

O petróleo prepara-se para terminar a semana com a negociação abaixo da linha dos 100 dólares por barril. A concretizar-se, é a primeira vez que acontece desde o início de abril.

O West Texas Intermediate – negociado em Nova Iorque – soma 0,26% para 96,03 dólares por barril e o Brent do Mar, referência para as importações europeias, valoriza 0,53% para 99,63 dólares por barril.

O Presidente dos Estados Unidos Joe Biden aterra esta sexta-feira na Arábia Saudita, onde deverá tentar convencer a potência petrolífera a aumentar a produção para fazer face à subida de preços.

"O petróleo está a negociar basicamente ao ritmo da política monetária da Fed", afirma Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, apontando que isso pode ter efeitos negativos tanto na matéria-prima como no dólar.

O setor do gás natural, por sua vez, está a negociar em terreno negativo em Amesterdão – mercado de referência para a Europa – tendo registado esta manhã uma descida de 0,9% para 173,50 euros por megawatt-hora.

A quebra nos preços do gás justifica-se, em parte, com a retoma do fornecimento habitual da central de Sleipner, na Noruega, que no início da semana reduziu as exportações desta matéria-prima para a Europa.

Ouro continua a ceder perante um dólar mais forte

O ouro segue a perder pela quinta semana consecutiva, com as suas qualidades de ativo-refúgio ofuscadas pelo dólar.

 

O "metal amarelo" ficou sob enorme pressão no último mês após os investidores se terem virado para a "nota verde" perante os receios de uma política monetária mais severa por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed).

 

O metal precioso desvaloriza 0,38% para 1.703,47 dólares por onça. Na mesma tendência segue a platina, a cair 0,39% para 843,10 dólares. O paládio, por sua vez, soma 0,15% para 1.906,50 dólares.

Euro recupera ligeiramente mas mantém-se perto da paridade

O euro está a valorizar ligeiramente depois de na quarta-feira ter voltado a atingir a parida unitária com o dólar, passando a moeda única a valer exatamente o mesmo que a nota verde. Um cenário que não se registava há 20 anos.

O euro soma 0,12% para 1,0030, mantendo-se assim ligeiramente acima do dólar.

Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde com 10 divisas rivais – recuou 0,60% para os 108.538.

A paridade unitária do euro com o dólar foi atingida após a divulgação dos dados da inflação nos Estados Unidos, que atingiu os 9,1% em junho, o valor mais alto desde 1981. 

No acumulado do ano, o euro tomba mais de 12% face ao dólar, tendo esta queda sido agravada pela diferença de velocidades entre a Reserva Federal norte-americana (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE) na tomada de decisão da subida das taxas de juro e pela crise energética provocada pela guerra na Ucrânia.

 

Juros aliviam em toda a Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas estão a aliviar na Zona Euro, com o alívio mais expressivo a  acontecer para Portugal.

A yield da dívida portuguesa a dez anos recua 8,0 pontos base para 2,268%. Já a taxa das bunds alemãs com a mesma maturidade – referência para o mercado europeu – cede 7,0 pontos base para 1,100%, enquanto os juros da dívida espanhola caem 4,8 pontos base para 2,276%.

A yield da dívida italiana é a que menos cede, com um recuo de 0,2 pontos base para 3,234%.

Economistas ouvidos pela Bloomberg acreditam que o Banco Central Europeu divulgará um instrumento de compra de obrigações ilimitada já na próxima semana, após a reunião de dia 21 de julho.

Bolsas europeias recuperam fôlego

As bolsas europeias recuperaram o fôlego na sessão desta sexta-feira, depois de na quinta-feira terem encerrado o dia - marcado pelo pedido de demissão, entretanto recusado, do primeiro-ministro italiano Mario Draghi e pela revisão em baixa do crescimento económico na UE -, no vermelho.

O Stoxx 600 – referência para a Europa – soma 0,60% para 408,94 pontos. A liderar os ganhos dos 20 setores contabilizados no índice está o setor automóvel (1,48%). 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax soma 1,03, o francês CAC-40 valoriza 0,38% e o espanhol IBEX 35 cresce 0,99% Em Amesterdão, o AEX registou um aumento de 0,88%

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax soma 1,03, o francês CAC-40 valoriza 0,38% e o espanhol IBEX 35 cresce 0,99% Em Amesterdão, o AEX registou um aumento de 0,88%

As bolsas europeias falharam em conseguir grandes resultados até à data, num ano marcado pela escalada de preços e políticas monetárias duras por parte dos bancos centrais para fazer face à inflação. Os investidores estão agora focados na divulgação dos resultados das empresas. 

Wall Street arranca no verde com ajuda do Citigroup
Wall Street arranca no verde com ajuda do Citigroup

Wall Street arrancou a sessão em terreno positiva, depois de cinco dias de perdas, numa altura em que os investidores digerem a possibilidade de um maior endurecimento monetário por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed), face aos números da inflação nos EUA em junho divulgados esta semana.

 

O industrial Dow Jones soma 1,18% para 30.986,68 pontos enquanto o "benchmark" mundial por excelência S&P 500 sobe 1,11% para 3.831,22 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite cresce 0,95% para 11.358,11 pontos.

 

O "benchmark" mundial pode ter outra sessão volátil, num dia em que expiram 1,9 biliões de dólares em opções, o que pode levar os investidores a fecharem algumas posições ou a iniciarem algumas novas.

 

Entre os principais movimentos de mercado, o Citigroup ganha 5,90%. O banco de investimento divulgou esta sexta-feira os resultados do segundo trimestre que superaram as estimativas dos analistas.

Ouro em queda há cinco semanas. Cobre em mínimos de 20 meses
Ouro em queda há cinco semanas. Cobre em mínimos de 20 meses

O ouro está a negociar em baixa e a caminho da quinta semana consecutiva em terreno negativo, a maior sequência de quedas em quase quatro anos, com as apostas neste ativo precioso de lado, numa altura em que os investidores têm preferido o dólar.

O ouro regressou a uma ligeira subida esta quarta-feira depois de terem sido divulgados dados da inflação acima do esperado nos Estados Unidos, mas voltou a tombar na quinta-feira abaixo dos 1.700 dólares, algo que não acontecia há um ano.

Este "metal amarelo" costuma registar ganhos com a inflação elevada e baixo crescimento económico, por ser um ativo físico e seguro, mas com a subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana o metal tem sido posto de lado pelos investidores.

Outro dos fatores que pode estar a contribuir para a queda do ouro é o facto deste metal não render juros, ao contrário de outras "commodities" também negociadas na divisa norte-americana, e por isso acaba por perder valor quando o dólar regista ganhos.

O ouro perde 0,54% para 1.701,27 dólares por onça, ao passo que a platina ganha 0,82% para 847,25 dólares por onça e o paládio tomba 3,72% para 1.832,82 dólares por onça.

No mercado das "commodities" também o cobre negociado a três meses está em baixa e regista um decréscimo de 2,12% para 7.170 dólares por tonelada. Este metal chegou a registar mínimos de 20 meses, numa altura em que aumentam preocupações de que uma recessão global diminua a procura por estes metais industriais. O cobre já caiu 35% este ano depois de máximos registados no início da guerra na Ucrânia.

Euro a ganhar face ao dólar em semana de paridade
Euro a ganhar face ao dólar em semana de paridade

O euro está a valorizar face ao dólar, numa semana marcada pela paridade entre a moeda europeia e norte-americana, registada na quarta-feira.

A nota verde está a desvalorizar num dia em que membros da Reserva Federal norte-americana colocaram de lado uma subida em 100 pontos base das taxas de juro. Este cenário tinha sido levantado na quarta-feira, depois da leitura da inflação nos Estados Unidos ter revelado um valor mais elevado que o esperado.

No entanto, esta sexta-feira os dados sobre a inflação a longo-prazo revelaram-se abaixo do esperado no início de julho, com uma redução em 0,3 pontos percentuais relativamente ao mês passado, justificando a fixação, pela Fed, em apenas 75 pontos base das taxas diretoras.

O euro ganha assim 0,80% em relação ao dólar, 0,36% face ao iene e 0,46% em relação à libra, numa semana em que o Reino Unido procura de um novo primeiro-ministro.

Relativamente ao dólar, o índice da nota verde - que compara a força desta moeda com 10 divisas rivais – perde 0,55% para os 107,9490 pontos.

Petróleo soma 2%, com Biden na Arábia Saudita
Petróleo soma 2%, com Biden na Arábia Saudita

O petróleo está a registar ganhos depois de uma semana em que negociou maioritariamente em terreno negativo, a tombar mais de 7% na terça-feira.

O West Texas Intermediate – negociado em Nova Iorque – ganha 2,53% para 98,20 dólares por barril e o Brent do Mar, referência para as importações europeias, cresce 2,59% para 101,67 dólares por barril.

O "ouro negro" vai valorizando à medida que aumentam as expectativas de que a visita do presidente norte-americano, Joe Biden, à Arábia Saudita, não resulte em qualquer anúncio relativamente ao aumento de produção desta matéria-prima.

Por outro lado, os dados das vendas a retalho nos Estados Unidos, acima do expectável, podem também estar a dar um novo alento ao petróleo, indica Rohan Reddy, analista da Global X Management à Bloomberg.

"O petróleo tem estado volátil, principalmente para o lado negativo estes dias devido a preocupações com o estado da economia chinesa e a alta inflação esta semana nos Estados Unidos", esclarece ainda.

O dia ficou também marcado por um acordo entre o governo da Líbia, a National Oil Corp e os trabalhadores para a reabertura de explorações petrolíferas e dos terminais de exportação. Isto depois de a produção no país ter estado reduzida a metade, entre disputas governamentais e falta de investimento.

A Líbia é membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e vem assim contribuir para as cotas de produção desta organização, numa altura em que muitos países adiantam não ter maior capacidade para produzir petróleo, o que tem levado à escalada dos preços.

O dia ficou também marcado por um acordo entre o governo da Líbia, a National Oil Corp e os trabalhadores para a reabertura de explorações petrolíferas e dos terminais de exportação. Isto depois de a produção no país ter estado reduzida a metade, entre disputas governamentais e falta de investimento.

Juros aliviam. Apenas Draghi agrava yield em Itália

Os juros das dívidas da Zona Euro estão a aliviar, exceto em Itália, depois de esta quinta-feira o dia ter ficado marcado pela apresentação da demissão do primeiro-ministro Mario Draghi, que acabou por não ser aceite pelo presidente italiano, Sergio Mattarella.

A yield da dívida italiana está por isso a agravar 2 pontos base para 3,256%, depois de ontem ter estado a somar mais de 11 pontos base. A yield das bunds alemãs com a mesma maturidade – referência para o mercado europeu – está a aliviar 4,6 pontos base para 1,124%.

Já os juros da dívida espanhola caem 5,1 pontos base para 2,272%. Por cá, a yield da dívida portuguesa é a que mais alivia e subtrae 5,7 pontos base para 2,292%, abaixo da linha dos 2,3%.

Europa no verde com setor automóvel a liderar
Europa no verde com setor automóvel a liderar

Os principais índices do Velho Continente encerraram o dia a registar ganhos consideráveis, enquanto avaliam de quanto vai ser a subida das taxas de juro por parte da Fed, juntamente com a situação política em Itália, depois da demissão do primeiro-ministro Mario Draghi não ter sido aceite pelo presidente do país.

Nos Estados Unidos, foram divulgados dados das vendas a retalho de junho que mostram uma subida em relação ao mês passado, o que pode indicar que apesar da alta inflação o consumo não desacelerou.

O indice de referência Europeu, Stoxx 600, valorizou 1,81%, com todos os setores pintados de verde. A registar os maiores ganhos esteve o setor automóvel, perto dos 4%, seguida da tecnologia e retalho que registaram ganhos acima de 2,5%.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou 2,76%, o francês CAC-40 valorizou 2,04%, o britânico FTSE 100 subiu 1,69% e o espanhol IBEX 35 pulou 1.81%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 1,85%. Já o PSI registouo maior ganho entre os seus pares e subiu 2,83%.

Depois de ter negociado em terreno negativo durante quatro dias consecutivos, o índice italiano FTSEMIB ganhou 1,84%.

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