Europa animada por dados da China. FTSE e DAX batem recordes
Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados desta sexta-feira.
- Euribor desce a três, seis e 12 meses, mas mantém-se acima de 2,5% nos 3 prazos
- Futuros da Europa inalterados. Ásia morna após PIB da China
- Sanções à Rússia continuam a elevar preços do crude
- Ouro na linha d'água, mas perto de máximos de cinco semanas
- Dólar põe em pausa seis semanas de ganhos. Iene continua subida
- Juros aliviam na Zona Euro. Taxa de inflação na mira
- Bolsas europeias otimistas com crescimento económico da China. FTSE 100 atinge recorde
- Em contagem decrescente para a chegada de Trump Wall Street avança
- Petróleo em queda mas com mira em quarta semana consecutiva de ganhos
- Ouro cede com subida do dólar, mas moeda dos EUA caminha para primeira queda semanal desde novembro
- Juros aliviam na Zona Euro. "Yield" das Bunds recuam na semana pela primeira vez desde novembro
- Europa animada por dados da China. Stoxx 600 em máximos de três meses
A Euribor desceu hoje a três, a seis e a 12 meses, mas manteve-se acima de 2,5% nos três prazos.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que baixou para 2,704%, continuou acima da taxa a seis meses (2,642%) e da taxa a 12 meses (2,524%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje para 2,642%, menos 0,026 pontos do que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro mostram que a Euribor a seis meses representava 37,47% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 32,92% e 25,58%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou hoje, para 2,524%, menos 0,039 pontos.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses caiu hoje, ao ser fixada em 2,704%, menos 0,040 pontos do que na sessão anterior.
Em dezembro, a média da Euribor desceu de novo a três, a seis e a 12 meses, menos acentuadamente do que em novembro e com mais intensidade no prazo mais curto.
A média da Euribor em dezembro desceu 0,182 pontos para 2,825% a três meses (contra 3,007% em novembro), 0,156 pontos para 2,632% a seis meses (contra 2,788%) e 0,070 pontos para 2,436% a 12 meses (contra 2,506%).
Em 12 de dezembro, como esperado pelos mercados, o BCE cortou, pela quarta vez em 2024 e pela terceira reunião consecutiva, as taxas diretoras em 25 pontos base.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 30 de janeiro em Frankfurt.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Os futuros das bolsas europeias apontam para uma sessão sem rumo definido e seguem inalterados, a avaliar a última sessão de Wall Street, que encerrou no vermelho, penalizada pelas ações ligadas à tecnologia.
Na Ásia, o índice MSCI do Ásia-Pacífico interrompeu uma série de três dias de ganhos, com os investidores a ignorarem as notícias de que a economia da China acelerou ao ritmo mais rápido em seis trimestres. No ano o PIB do país cresceu 5% e, no quatro trimestre de 2024, aumentou 5,4%.
A segunda maior economia do mundo atingiu o objetivo de crescimento do Governo no ano passado, depois dos pacotes de estímulo e de um "boom" nas exportações, isto antes que a imposição das tarifas alfandegárias pelos EUA comecem a penalizar a "chave" da expansão chinesa.
Isto "sinaliza que as medidas de estímulo estão a ter impacto", disse à Bloomberg Charu Chanana, da Saxo Markets. "Mas, não exclui o facto de os mercados chineses ainda enfrentarem ventos contrários, bem como os riscos das tarifas", acrescentou.
Na China, em Hong Kong, o Hang Seng ganha 0,32%, enquanto o Shanghai Composite avança 0,18%.
No Japão, os índices continuam em queda, pressionados pela previsão de aumento de juros pelo Banco do Japão na reunião da próxima semana, que tem mantido o iene a ganhar 1% face ao dólar no acumulado da semana.
Em contraciclo, no Japão, o Topix desce 0,33% e o Nikkei desvaloriza 0,31%. Na Coreia do Sul, o Kospi recua 0,16%.
Apesar da quebra nas ações asiáticas, estas caminham para um ganho semanal, impulsionadas pelo aumento das apostas em cortes nas taxas de juro pela Reserva Federal, que o mercado acredita que possam vir mais cedo do que o esperado.
Os preços do crude estão a recuperar da queda ontem registada e voltam à corrida para a quarta subida semanal consecutiva. A possibilidade de mais sanções dos Estados Unidos ao mercado energético da Rússia afetaram a oferta, elevando os preços do mercado e as taxas de envio.
O contrato de fevereiro do West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – sobe 0,88% para os 79,37 dólares por barril e prepara-se para fechar a semana com ganhos de 3,6%.
Já o contrato de março do Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 0,66% para os 81,83 dólares e ganha, até a esta hora, 2,6% na semana.
Os analistas consultados pela Reuters estimam que cerca de 10% da frota mundial de petrolíferas está sujeita a sanções dos EUA.
Os investidores estão ainda a tentar perceber se o fornecimento será novamente interrompido depois de Donald Trump voltar à Casa Branca, na próxima segunda-feira.
Os preços do ouro estão a negociar na linha d'água esta sexta-feira, mas pairam ainda perto de máximos de cinco semanas e acima da fasquia dos 2.700 dólares.
O metal amarelo recua ligeiros 0,09% para 2.711,82 dólares por onça e deverá terminar a semana a valorizar 1%. Esta será a terceira semana consecutiva de ganhos.
O ouro está a segurar as subidas dos últimos dias à boleia das expetativas dos investidores por um corte das taxas de juro ainda no primeiro semestre do ano, isto depois de a inflação subjacente nos EUA ter sido mais fraca do que o previsto.
Além disso, Christopher Waller, governador da Reserva Federal, disse esta quinta-feira que três ou quatro descidas dos juros diretores ainda estão em cima da mesa, isto se os dados económicos dos EUA enfraquecerem ainda mais.
A moeda do Japão está a caminho do melhor desempenho semanal em mais de um mês, ainda a beneficiar das previsões de subida dos juros pelo Banco do Japão na reunião de política monetária da próxima semana.
A subida do iene colocou o dólar norte-americano em desvantagem, a poucos dias de Donald Trump voltar à Casa Branca. Ainda assim, a nota verde avança 0,4% para 155,77 ienes.
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar um alívio esta sexta-feira, minutos antes de ser conhecida a taxa de inflação do conjunto dos países do bloco.
A "yield" da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, cede 2,8 pontos base para 2,931%, enquanto a rendibilidade da dívida espanhola desce 3 pontos base para 3,151%.
Por sua vez, a "yield" da dívida alemã a dez anos, de referência para a região, recua 1,7 pontos base, para 2,525%. Já a rendibilidade da dívida francesa com a mesma maturidade alivia 2,9 pontos base, para 3,305%, enquanto a da italiana perde 3,8 pontos até 3,614%.
Fora do bloco europeu, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, cedem 2,1 pontos base para 4,656%.
Os principais índices europeus estão a negociar com ganhos significativos, com os investidores a reagirem aos dados do PIB da China. A segunda maior economia do mundo cresceu 5% no ano passado, elevando o sentimento positivo das empresas europeias.
Destaque para o índice britânico FTSE 100, que atingiu um novo máximo histórico esta sexta-feira. A exposição internacional do índice impulsionou as empresas exportadoras e ajudou a ultrapassar a turbulência que enfraqueceu a libra, as "Gilts" e as ações do Reino Unido.
Além disso, as vendas do retalho britânico caíram de forma inesperada em dezembro de 2024, e juntam-se a outros dados negativos da economia do país, o que alimenta as apostas do mercado em mais uma descida dos juros pelo Banco de Inglaterra.
O índice chegou a subir 1% para 8475,35 pontos, e, este ano, tem sido impulsionado sobretudo pelos ganhos da Shell, da BP e da Astrazeneca.
O índice de referência europeu, Stoxx 600, sobe 0,60% para 523,18 pontos e está perto de um salto semanal de mais de 2% e paira perto dos máximos históricos. A subida do "benchmark" deve-se à reação do mercado relativamente à inflação subjacente nos EUA, que volta a colocar em cima da mesa um possível corte de juros pela Reserva Federal.
Todos os 20 setores que compõem o Stoxx 600 estão a negociar em terreno positivo, sobretudo as ações ligadas aos setores automóvel, da construção e dos recursos básicos, que sobem perto de 1,5%.
Entre os principais movimentos de mercado, a Glencore ganha 2,6% e a Rio Tinto perde 0,73%, após esta quinta-feira se ter sabido que duas das maiores mineradoras a nível mundial estavam discutem uma possível fusão, naquele que poderá ser o maior negócio de sempre do setor.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax e o francês CAC-40 sobem perto de 1% e o italiano FTSEMIB avança 1,14%. Em Amesterdão, o AEX regista um acréscimo de 0,44% e o espanhol IBEX 35 soma 0,63%.
A atenção dos mercados vai seguir agora para a tomada de posse de Donald Trump como Presidente dos EUA. Os investidores estarão atentos às políticas do republicano, incluindo as tarifas alfandegárias.
Com os investidores em contagem decrescente para a tomada de posse de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos na próxima segunda-feira, os principais índices em Wall Street estão a negociar em alta, com o mercado a antecipar um conjunto significativo de mudanças políticas sobre a nova administração.
O industrial Dow Jones soma 0,7%, para os 43.454,33 pontos, enquanto o S&P 500 ganha 0,73% para 5.979,51 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite pula 1,16% para 19.561,7 pontos.
Resultados acima do esperado dos maiores bancos norte-americanos e sinais de que a inflação poderá estar a abrandar geraram maior exposição ao risco e colocam o S&P e o Dow Jones a caminho da maior subida semanal desde a semana das eleições, a 5 de novembro. Já o tecnológico Nasdaq aponta para o melhor saldo semanal desde inícios de dezembro.
A animar a sessão desta sexta-feira estão algumas das grandes tecnológicas que corrigiram ontem face aos fortes ganhos de quarta-feira. A Nvidia avança 2,3% e a Broadcom sobe 2,45%, depois de o Barclays ter elevado os preços-alvo para ambas as cotadas.
Já a Intel escala 7,83%, depois de o site de notícias SemiAccurate ter revelado que teve acesso a um email sobre uma outra empresa, não especificada, que estaria a tentar adquirir a totalidade da fabricante de "chips".
Os preços do petróleo estão a desvalorizar, mas ainda posicionados para a quarta semana consecutiva de ganhos, com as últimas sanções dos Estados Unidos à Rússia a gerarem novos receios de disrupções no mercado.
O contrato de fevereiro do West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – perde 0,97% para os 77,92 dólares por barril. Já o contrato de março do Brent – de referência para o continente europeu – desvaloriza 0,79% para os 80,65 dólares.
Numa semana de fortes ganhos, "o mercado está em modo de esperar para ver e perceber se há disrupções no fornecimento de crude com base nas últimas sanções dos EUA à Rússia", comentou, citado pela Reuters, Giovanni Staunovo, analista do UBS.
Ainda a centrar atenções estão as possíveis implicações para o mercado petrolífero do retorno de Donald Trump à Casa Branca na segunda-feira. Na quinta-feira, o escolhido de Trump para secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que está disponível para impor novas sanções ao setor petrolífero russo.
"Apesar dos comentários de Marco Rubio [escolha de Trump para secretário de Estado] e Bessent irem no sentido de potenciais sanções que deverão ter impacto nos produtores de petróleo, os participantes do mercado preferem esperar para ver o que vai o próximo Presidente decidir", acrescentou o analista do UBS.
O ouro está a desvalorizar ligeiramente, pressionado por uma subida do dólar, mas permanece a caminho de um saldo semanal positivo, com as incertezas em torno das políticas do Presidente-eleito dos Estados Unidos e renovada expectativa de cortes de juros a manterem o metal acima dos 2.700 dólares por onça.
O ouro cede 0,05% para 2.713,08 dólares por onça, depois de ter atingido ontem máximos de um mês, a 65 dólares de máximos históricos atingidos em outubro no 2.790,15 dólares.
"O recuo de hoje não é significativo, é mais um movimento de tomada de mais valias do que qualquer outra coisa, talvez ajudado pelo facto de o dólar estar em alta, acrescentando alguma pressão", disse à Reuters David Meger, diretor de "trading" de metais da High Ridge Futures.
A subida semanal do ouro, denominado em dólares, acontece numa semana em que a "nota verde" deverá registar um saldo negativo, depois de uma série de seis semanas consecutivas de ganhos.
O índice do dólar segue, no entanto, em alta ligeira esta sexta-feira e soma 0,09% para 109,058 dólares, ao passo que o euro desce 0,13% para 1,01288 dólares.
Noutras divisas o iene caminha para a melhor performance semanal em um mês, sustentado por crescentes expectativas de que o Banco do Japão irá aumentar juros na próxima semana.
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro aliviaram esta sexta-feira, com as "yields" das Bunds alemãs a registarem o primeiro declínio semanal desde novembro, corrigindo face ao forte agravamento registado desde o início do ano.
Os juros das Bunds alemãs a 10 anos, de referência para a Zona Euro, recuaram 1,2 pontos base para 2,530% e a "yield" equivalente de França registou um decréscimo de 2,5 pontos base para 3,309%.
Por cá, as "yields" da dívida portuguesa também a dez anos aliviaram 1,3 pontos base para 2,945%. No país vizinho, a rendibilidade da dívida espanhola recuou também 1,3 pontos para 3,168% e a da italiana desceu 0,9 pontos para 3,643%.
Fora da Zona Euro, os juros da dívida soberana britânica, com maturidade a dez anos, desceram 2 pontos base para 4,657%.
Os principais índices europeus terminaram a última sessão da semana em alta e assinalaram a quarta semana de ganhos consecutiva - a mais longa série desde finais de agosto - à boleia de um alívio dos juros da dívida soberana e dados encorajadores da economia chinesa, que mostraram um crescimento do PIB de 5% no ano passado.
O índice de referência europeu, Stoxx 600, somou 0,69% para 523,62 pontos - o valor mais elevado em três meses. A registar os maiores ganhos estiveram setores mais sensíveis às taxas de juro - por terem necessidades de capital mais elevadas - como da construção e da indústria que ganharam mais de 1,5%.
Isto depois de Frank Elderson, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu, ter afirmado, em declarações ao jornal holandês Het Financieele Dagblad, citado pela Reuters, que a autoridade monetária ainda não terminou o ciclo de descida de juros, mas que o "timing" e a dimensão de novos cortes não é certo.
Ainda a impulsionar o Stoxx 600 esteve o setor mineiro que pulou 2%, depois de a Bloomberg ter noticiado que a Glencore e a Rio Tinto estão a discutir uma possível fusão, naquele que poderá ser o maior negócio de sempre do setor.A Glencore ganhou 2,6% e a Rio Tinto perdeu 0,73%.
O único setor no vermelho foi o da saúde (-0,8%), depois de o Barclays ter alertado para um primeiro semestre desafiante para o setor.
Em destaque esteve o índice britânico FTSE 100, que atingiu um novo máximo histórico esta sexta-feira nos 8.533,43 pontos e terminou no valor mais elevado de fecho ao subir 1,35% para 8.502,22 pontos. A exposição internacional do índice impulsionou as empresas exportadoras e ajudou a ultrapassar a turbulência que enfraqueceu a libra, as "Gilts" e as ações do Reino Unido. Além disso, as vendas do retalho no Reino Unido caíram de forma inesperada em dezembro de 2024, e juntam-se a outros dados negativos relativamente à economia do país, o que alimenta as apostas do mercado numa nova descida dos juros pelo Banco de Inglaterra.
Entre os restantes índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou 1,2%, atingindo igualmente um máximo histórico nos 20.924,50 pontos durante o dia, o francês CAC-40 valorizou 0,98%, o italiano FTSEMIB ganhou 1,25% e o espanhol IBEX 35 somou 0,64%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 0,72%.