Bolsas europeias vivem dia volátil. Cotadas do setor automóvel fazem mossa
Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quinta-feira.
- Futuros da Europa inalterados. Ásia termina sessão mista a aguardar resultados de tecnológicas
- Petróleo negoceia em baixa, penalizado por subida do dólar. Gás avança ligeiramente
- Ouro retoma ganhos ligeiros, depois de tocar mínimos de duas semanas
- Dólar praticamente inalterado a aguardar rumo da Fed
- Juros aliviam na Zona Euro, à espera de atas da reunião de março do BCE
- Europa abre no vermelho com receios de inflação persistente e elevada
- Euribor sobe nos principais prazos e a 6 meses para um novo máximo desde novembro de 2008
- Wall Street abre no vermelho. Queda da Tesla penaliza tecnologia
- Ouro recupera e negoceia acima dos dois mil dólares
- Dólar perde força pressionado pela Fed
- Petróleo cai pela quarta sessão
- Juros aliviam na Zona Euro com investidores a preferirem dívida a ações
- Bolsas europeias vivem dia volátil. Cotadas do setor automóvel fazem mossa
Com o foco na época de resultados e no caminho de política monetária a seguir pelos bancos centrais, os índices europeus estão a apontar para um início de sessão praticamente inalterado.
Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 cedem uns ligeiros 0,05%.
Na Ásia, a sessão de negociação terminou mista, com os investidores a aguardarem novos catalisadores, nomeadamente da "earnings season" corrente.
Após o fecho da sessão, o foco deve virar-se para os resultados da Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC), com os analistas a esperarem que a gigante de "chips" apresenta resultados inferiores ao esperado e vão estar, por isso, focados no "guidance" para o resto do ano.
Já a fabricante de baterias CATL, que também apresenta as contas do primeiro trimestre esta quinta-feira, deve registar um forte crescimento das receitas.
Até agora, os resultados das tecnológicas chinesas têm estado em linha com as expectativas: "podiam ter sido melhores, mas mantemo-nos otimistas" dadas as iniciativas positivas de empresas como a Alibaba, afirmou a analista Xiaolin Chen, da Kraneshares, à Bloomberg.
"De uma forma geral, vemos políticas muito encorajadoras e construtivas a serem introduzidas pelos dirigentes políticos, ou responsáveis das empresas para que se tornem mais orientadas para o mercado", completou.
Na China, Xangai cedeu 0,7% e em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,2%. No Japão, o Topix recuou 0,0088%, enquanto o Nikkei subiu 0,2%. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,3%.
O petróleo está a desvalorizar pelo quarto dia consecutivo, numa altura em que os dados económicos provenientes dos Estados Unidos e da China não têm sido suficientes para colocar maior expectativa no aumento do consumo nestes países.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, cede 1,57% para 77,92 dólares por barril. Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, perde 1,6% para 81,79 dólares.
Ao mesmo tempo, o facto de o dólar estar em alta, com a possibilidade de a Fed ter de ir mais longe no ciclo de aperto da política monetária, está também a penalizar o "ouro negro" que está cotado na divisa norte-americana e torna assim a transação mais dispendiosa para compradores estrangeiros.
"O WTI está de volta abaixo do nível dos 80 dólares e pode continuar a descer se uma forte negociação do dólar retornar", afirmou o analista ED Moya, da OANDA, à Reuters.
No mercado do gás natural, a matéria-prima negociada em Amesterdão, o TTF, sobe 0,81% para os 40,3 euros por megawatt-hora.
O ouro está a subir ligeiramente esta quinta-feira, depois de ter tocado em mínimos de mais de duas semanas na sessão desta quarta-feira. O metal está a beneficiar de uma leve descida do dólar, que está a inverter face à tendência verificada na sessão asiática.
O metal amarelo avança 0,08% para 1.996,5 dólares por onça.
"Apesar da queda do ouro ontem abaixo dos 1.980 dólares, os investidores foram rápidos a reagir e voltaram a subir os preços acima deste nível de apoio", afirmou Matt Simpson, analista do City Index, à Reuters.
O dólar está a negociar praticamente inalterado face às principais divisas rivais, numa altura em que os investidores avaliam os resultados robustos dos bancos nos Estados Unidos, que abrem a porta à possibilidade de mais subidas das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana.
O dólar recua 0,042% para 0,9127 euros, ao passo que o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais – cede 0,03% para 101,94 pontos.
"Os resultados da banca continuam a mostrar que a situação de financiamento dos bancos nos Estados Unidos está a estabilizar", resume a o analista do Banco de Singapura, Sim Moh Siong, à Reuters.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a avaliar esta quinta-feira, com os investidores a aguardarem a divulgação das atas da reunião de março do Banco Central Europeu, bem como discursos de vários membros, incluindo a presidente Christine Lagarde.
A "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, recua 3,5 pontos base para 2,475% e os juros da dívida soberana italiana descem 0,5 pontos base para 4,345%.
Os juros da dívida pública portuguesa decrescem 2,5 pontos base para 3,316%, os da dívida espanhola recuam 0,9 pontos base para 3,524% e os da dívida francesa descem 2,8 pontos base para 3,031%.
Fora da Zona Euro, as rendibilidades da dívida britânica aliviam 2 pontos base para 3,83%.
Os principais índices europeus estão a negociar em terreno negativo, após várias sessões de ganhos, com o mercado a pesar riscos de uma elevada e persistente inflação, bem como a possibilidade de mais subidas das taxas de juro por parte dos bancos centrais.
Esta quinta-feira, o foco vão estar também na divulgação das atas da reunião de março do Banco Central Europeu, bem como discursos de vários responsáveis da instituição, incluindo a presidente Christine Lagarde.
O índice de referência europeu, Stoxx 600, perde 0,32% para 466,61 pontos. O setor automóvel regista a maior queda, de quase 3%, com os resultados da Tesla, abaixo do esperado pelos analistas, a penalizarem o setor.
Entre os principais movimentos de mercado a Renault perde 6,87%, apesar de vendas melhores do que o esperado no primeiro trimestre do ano. Já a Nokia recua 3,5%, após ter reportado receitas abaixo das expectativas, numa altura em que desacelera a procura por equipamentos 5G.
Os investidores estão ainda a avaliar comentários de Klaas Knot, presidente do banco central dos Países Baixos e membro do conselho do BCE, que afirmou que a autoridade central pode precisar de continuar a subir os juros diretores em junho e julho, para além do já esperado aumento de maio.
"Ainda não vimos o efeito total da subida das taxas de juro na economia", afirmou a analista Emma Mogford, da Premier Miton Investments à Bloomberg, acrescentando que "a curto-prazo, o efeito de taxas de juro mais elevadas ainda pode afetar mais o mercado acionista".
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax perde 0,76%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,44%, o italiano FTSEMIB recua 0,72%, o britânico FTSE 100 cede 0,2% e o espanhol IBEX 35 cai 0,15%. Em Amesterdão, o AEX regista um decréscimo de 0,42%.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, no prazo intermédio, pela segunda sessão consecutiva, para um novo máximo desde novembro de 2008.
A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 3,855%, mais 0,030 pontos e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,978%, verificado em 9 de março.
Segundo o Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses já representa 43% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, enquanto a Euribor a seis meses representa 32%.
Após ter disparado em 12 de abril de 2022 para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 5 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril de 2022.
A média da Euribor a 12 meses avançou de 3,534% em fevereiro para 3,647% em março, mais 0,113 pontos.
No mesmo sentido, no prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 06 de junho, avançou hoje, para 3,612%, mais 0,025 pontos e um segundo novo máximo desde novembro de 2008.
A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 6 de novembro de 2015 e 3 de junho de 2022).
A média da Euribor a seis meses subiu de 3,135% em fevereiro para 3,267% em março, mais 0,132 pontos.
A Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, também subiu hoje, para 3,211%, mais 0,006 pontos e contra 3,219% em 17 de abril, um novo máximo desde novembro de 2008.
A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).
A média da Euribor a três meses subiu de 2,640% em fevereiro para 2,911% em março, ou seja, um acréscimo de 0,271 pontos percentuais.
As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.
Na última reunião de política monetária, em 16 de março, o BCE voltou a subir em 50 pontos base as taxas de juro diretoras, acréscimo igual ao efetuado em 2 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 8 de setembro.
Em 21 de julho de 2022, o BCE aumentou, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.
As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Lusa
Os principais índices nova iorquinos estão esta quinta-feira a negociar em baixa, com os investidores a avaliarem os resultados das empresas referentes ao primeiro trimestre.
O índice industrial Dow Jones recua 0,53% para 33.477,48 pontos, ao passo que o S&P 500 perde 0,49% para 4.134,04 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 0,47%% para 12.100,38 pontos.
Entre os principais movimentos de mercado está a Tesla que perde 6,89%, após ter apresentado resultados que mostram uma queda de 24,3% nos lucros para 2.513 milhões de dólares nos primeiros três meses do ano. Também a American Express apresentou as contas, registando uma quebra nas receitas e estando a desvalorizar 4,34%. "Os resultados têm sido mistos até agora, com ações individuais a responderem a resultados específicos relativos a expectativas em vez de uma maior direcionalidade de um índice alargado", afirmou o analista William Northey do U.S. Bank Wealth Management, à CNBC.
Também a American Express apresentou as contas, registando uma quebra nas receitas e estando a desvalorizar 4,34%.
O ouro está a valorizar, numa altura em que o dólar negoceia em baixa, depois de ontem ter sido penalizado pela possibilidade de manutenção de uma política monetária restritiva por parte da Reserva Federal norte-americana, após comentários de membros da Fed nesse sentido. Hoje, contudo, os investidores parecem mais convencidos de que o ciclo de subidas das taxas de juro seja interrompido em breve.
O metal amarelo sobe 0,465 para 2.004,08 dólares por onça.
"O ouro tem registado uma boa recuperação, tendo em conta a queda do dólar e o patamar de resistência parece ser mais elevado", denotou o analista independente Ross Norman.
O dólar está a recuar perante as principais divisas internacionais. A "nota verde" está pressionada pelas perspetivas de que a Reserva Federal (Fed) suspenda brevemente o ciclo de subidas nas taxas diretoras.
A moeda única europeia avança 0,18% face à divisa norte-americana, cotando nos 1,0975 dólares.
A "nota verde" perde também perante os pares britânico, japonês e suíço.
Os preços do "ouro negro" seguem a perder terreno nos principais mercados internacionais, pelo quarto dia consecutivo, a negociarem em mínimos de finais de março – com os investidores a avaliarem o possível aumento dos juros diretores pela Fed na reunião de maio, que poderá penalizar as expectativas de retoma económica.
Os receios de uma recessão estão assim a pesar no sentimento dos investidores, ofuscando a queda dos stocks norte-americanos de crude na semana passada – cenário que costuma dar um impulso às cotações.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, cede 2,43% para 77,24 dólares por barril.
Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, perde 2,41% para 81,12 dólares.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro aliviaram esta quinta-feira, com os investidores a buscarem refúgio nas obrigações em detrimento das ações.
Em Portugal, a "yield" da dívida a 10 anos recuou 5,4 pontos base, para 3,286%, enquanto no país vizinho os juros para a mesma maturidade cederam 5,6 pontos, até aos 3,476%.
Os juros das "bunds" alemãs baixaram sete pontos base, para 2,44%, enquanto em Itália o alívio foi de apenas 4,6 pontos, para os 4,304%.
As principais praças do Velho Continente viveram uma sessão volátil, tendo ao final do dia encerrado conseguido recuperar grande parte das perdas e algumas entrado mesmo em terreno ligeiramente positivo. Isto numa altura em que os investidores procuram uma direção, enquanto digerem as contas trimestrais que vão sendo apresentadas e as perspetivas quanto ao rumo da política monetátria do Banco Central Europeu.
O índice de referência europeu Stoxx 600 fechou a ceder 0,15%, para 467,43 pontos, penalizado sobretudo pelos setores automóvel, petrolífero e bancário.
As bolsas europeias já recuperaram do selloff do mês passado, em plena turbulência do setor financeiro, tendo o Stoxx 600 atingido recentemente o nível mais alto desde fevereiro do ano passado. No entanto, os esforços do BCE para conter a inflação continuam a ser um foco de preocupação.
O Banco Central Europeu poderá precisar de aumentar os juros diretores em junho e julho, além da subida esperada para o próximo mês de maio, segundo Klaas Knot, membro do Conselho do BCE.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, a tendência foi mista, mas as oscilações foram, na sua maioria, pouco expressivas.
Do lado das descidas, alemão Dax cedeu 0,62%, o espanhol IBEX 35 recuou 0,46%, o francês CAC-40 desvalorizou 0,14% e o italiano FTSE MIB desceu 1,10%.
Nas subidas, destaque para o britânico FTSE, com um ganho marginal de 0,05%, e para o AEX de Amesterdão, que registou um acréscimo de 0,12%.
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