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Bolsas europeias vivem dia volátil. Cotadas do setor automóvel fazem mossa

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quinta-feira.

bolsas mercados bosa
bolsas mercados bosa Kim Kyung-Hoon / Reuters
20 de Abril de 2023 às 17:28
Futuros da Europa inalterados. Ásia termina sessão mista a aguardar resultados de tecnológicas

Com o foco na época de resultados e no caminho de política monetária a seguir pelos bancos centrais, os índices europeus estão a apontar para um início de sessão praticamente inalterado.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 cedem uns ligeiros 0,05%.

Na Ásia, a sessão de negociação terminou mista, com os investidores a aguardarem novos catalisadores, nomeadamente da "earnings season" corrente.

Após o fecho da sessão, o foco deve virar-se para os resultados da Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC), com os analistas a esperarem que a gigante de "chips" apresenta resultados inferiores ao esperado e vão estar, por isso, focados no "guidance" para o resto do ano.

Já a fabricante de baterias CATL, que também apresenta as contas do primeiro trimestre esta quinta-feira, deve registar um forte crescimento das receitas.

Até agora, os resultados das tecnológicas chinesas têm estado em linha com as expectativas: "podiam ter sido melhores, mas mantemo-nos otimistas" dadas as iniciativas positivas de empresas como a Alibaba, afirmou a analista Xiaolin Chen, da Kraneshares, à Bloomberg.

"De uma forma geral, vemos políticas muito encorajadoras e construtivas a serem introduzidas pelos dirigentes políticos, ou responsáveis das empresas para que se tornem mais orientadas para o mercado", completou.

Na China, Xangai cedeu 0,7% e em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,2%. No Japão, o Topix recuou 0,0088%, enquanto o Nikkei subiu 0,2%. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,3%.

Petróleo negoceia em baixa, penalizado por subida do dólar. Gás avança ligeiramente
Petróleo negoceia em baixa, penalizado por subida do dólar. Gás avança ligeiramente

O petróleo está a desvalorizar pelo quarto dia consecutivo, numa altura em que os dados económicos provenientes dos Estados Unidos e da China não têm sido suficientes para colocar maior expectativa no aumento do consumo nestes países.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, cede 1,57% para 77,92 dólares por barril. Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, perde 1,6% para 81,79 dólares.

Ao mesmo tempo, o facto de o dólar estar em alta, com a possibilidade de a Fed ter de ir mais longe no ciclo de aperto da política monetária, está também a penalizar o "ouro negro" que está cotado na divisa norte-americana e torna assim a transação mais dispendiosa para compradores estrangeiros.

"O WTI está de volta abaixo do nível dos 80 dólares e pode continuar a descer se uma forte negociação do dólar retornar", afirmou o analista ED Moya, da OANDA, à Reuters.

No mercado do gás natural, a matéria-prima negociada em Amesterdão, o TTF, sobe 0,81% para os 40,3 euros por megawatt-hora.

Ouro retoma ganhos ligeiros, depois de tocar mínimos de duas semanas
Ouro retoma ganhos ligeiros, depois de tocar mínimos de duas semanas

O ouro está a subir ligeiramente esta quinta-feira, depois de ter tocado em mínimos de mais de duas semanas na sessão desta quarta-feira. O metal está a beneficiar de uma leve descida do dólar, que está a inverter face à tendência verificada na sessão asiática.

O metal amarelo avança 0,08% para 1.996,5 dólares por onça.

"Apesar da queda do ouro ontem abaixo dos 1.980 dólares, os investidores foram rápidos a reagir e voltaram a subir os preços acima deste nível de apoio", afirmou Matt Simpson, analista do City Index, à Reuters.

Dólar praticamente inalterado a aguardar rumo da Fed
Dólar praticamente inalterado a aguardar rumo da Fed

O dólar está a negociar praticamente inalterado face às principais divisas rivais, numa altura em que os investidores avaliam os resultados robustos dos bancos nos Estados Unidos, que abrem a porta à possibilidade de mais subidas das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana.

O dólar recua 0,042% para 0,9127 euros, ao passo que o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais – cede 0,03% para 101,94 pontos.

"Os resultados da banca continuam a mostrar que a situação de financiamento dos bancos nos Estados Unidos está a estabilizar", resume a o analista do Banco de Singapura, Sim Moh Siong, à Reuters.

Juros aliviam na Zona Euro, à espera de atas da reunião de março do BCE

Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a avaliar esta quinta-feira, com os investidores a aguardarem a divulgação das atas da reunião de março do Banco Central Europeu, bem como discursos de vários membros, incluindo a presidente Christine Lagarde.

A "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, recua 3,5 pontos base para 2,475% e os juros da dívida soberana italiana descem 0,5 pontos base para 4,345%.

Os juros da dívida pública portuguesa decrescem 2,5 pontos base para 3,316%, os da dívida espanhola recuam 0,9 pontos base para 3,524% e os da dívida francesa descem 2,8 pontos base para 3,031%.

Fora da Zona Euro, as rendibilidades da dívida britânica aliviam 2 pontos base para 3,83%.

Europa abre no vermelho com receios de inflação persistente e elevada
Europa abre no vermelho com receios de inflação persistente e elevada

Os principais índices europeus estão a negociar em terreno negativo, após várias sessões de ganhos, com o mercado a pesar riscos de uma elevada e persistente inflação, bem como a possibilidade de mais subidas das taxas de juro por parte dos bancos centrais.

Esta quinta-feira, o foco vão estar também na divulgação das atas da reunião de março do Banco Central Europeu, bem como discursos de vários responsáveis da instituição, incluindo a presidente Christine Lagarde.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, perde 0,32% para 466,61 pontos. O setor automóvel regista a maior queda, de quase 3%, com os resultados da Tesla, abaixo do esperado pelos analistas, a penalizarem o setor.

Entre os principais movimentos de mercado a Renault perde 6,87%, apesar de vendas melhores do que o esperado no primeiro trimestre do ano. Já a Nokia recua 3,5%, após ter reportado receitas abaixo das expectativas, numa altura em que desacelera a procura por equipamentos 5G.

Os investidores estão ainda a avaliar comentários de Klaas Knot, presidente do banco central dos Países Baixos e membro do conselho do BCE, que afirmou que a autoridade central pode precisar de continuar a subir os juros diretores em junho e julho, para além do já esperado aumento de maio.

"Ainda não vimos o efeito total da subida das taxas de juro na economia", afirmou a analista Emma Mogford, da Premier Miton Investments à Bloomberg, acrescentando que "a curto-prazo, o efeito de taxas de juro mais elevadas ainda pode afetar mais o mercado acionista".

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax perde 0,76%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,44%, o italiano FTSEMIB recua 0,72%, o britânico FTSE 100 cede 0,2% e o espanhol IBEX 35 cai 0,15%. Em Amesterdão, o AEX regista um decréscimo de 0,42%.

Euribor sobe nos principais prazos e a 6 meses para um novo máximo desde novembro de 2008
Euribor sobe nos principais prazos e a 6 meses para um novo máximo desde novembro de 2008

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, no prazo intermédio, pela segunda sessão consecutiva, para um novo máximo desde novembro de 2008.

A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 3,855%, mais 0,030 pontos e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,978%, verificado em 9 de março.

Segundo o Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses já representa 43% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, enquanto a Euribor a seis meses representa 32%.

Após ter disparado em 12 de abril de 2022 para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 5 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril de 2022.

A média da Euribor a 12 meses avançou de 3,534% em fevereiro para 3,647% em março, mais 0,113 pontos.

No mesmo sentido, no prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 06 de junho, avançou hoje, para 3,612%, mais 0,025 pontos e um segundo novo máximo desde novembro de 2008.

A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 6 de novembro de 2015 e 3 de junho de 2022).

A média da Euribor a seis meses subiu de 3,135% em fevereiro para 3,267% em março, mais 0,132 pontos.

A Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, também subiu hoje, para 3,211%, mais 0,006 pontos e contra 3,219% em 17 de abril, um novo máximo desde novembro de 2008.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

A média da Euribor a três meses subiu de 2,640% em fevereiro para 2,911% em março, ou seja, um acréscimo de 0,271 pontos percentuais.

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na última reunião de política monetária, em 16 de março, o BCE voltou a subir em 50 pontos base as taxas de juro diretoras, acréscimo igual ao efetuado em 2 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 8 de setembro.

Em 21 de julho de 2022, o BCE aumentou, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa

Wall Street abre no vermelho. Queda da Tesla penaliza tecnologia
Wall Street abre no vermelho. Queda da Tesla penaliza tecnologia

Os principais índices nova iorquinos estão esta quinta-feira a negociar em baixa, com os investidores a avaliarem os resultados das empresas referentes ao primeiro trimestre.

O índice industrial Dow Jones recua 0,53% para 33.477,48 pontos, ao passo que o S&P 500 perde 0,49% para 4.134,04 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 0,47%% para 12.100,38 pontos.

Entre os principais movimentos de mercado está a Tesla que perde 6,89%, após ter apresentado resultados que mostram uma queda de 24,3% nos lucros para 2.513 milhões de dólares nos primeiros três meses do ano.

Também a American Express apresentou as contas, registando uma quebra nas receitas e estando a desvalorizar 4,34%.

"Os resultados têm sido mistos até agora, com ações individuais a responderem a resultados específicos relativos a expectativas em vez de uma maior direcionalidade de um índice alargado", afirmou o analista William Northey do U.S. Bank Wealth Management, à CNBC.

Também a American Express apresentou as contas, registando uma quebra nas receitas e estando a desvalorizar 4,34%.

Ouro recupera e negoceia acima dos dois mil dólares
Ouro recupera e negoceia acima dos dois mil dólares

O ouro está a valorizar, numa altura em que o dólar negoceia em baixa, depois de ontem ter sido penalizado pela possibilidade de manutenção de uma política monetária restritiva por parte da Reserva Federal norte-americana, após comentários de membros da Fed nesse sentido. Hoje, contudo, os investidores parecem mais convencidos de que o ciclo de subidas das taxas de juro seja interrompido em breve.

O metal amarelo sobe 0,465 para 2.004,08 dólares por onça.

"O ouro tem registado uma boa recuperação, tendo em conta a queda do dólar e o patamar de resistência parece ser mais elevado", denotou o analista independente Ross Norman.

Dólar perde força pressionado pela Fed

O dólar está a recuar perante as principais divisas internacionais. A "nota verde" está pressionada pelas perspetivas de que a Reserva Federal (Fed) suspenda brevemente o ciclo de subidas nas taxas diretoras.

A moeda única europeia avança 0,18% face à divisa norte-americana, cotando nos 1,0975 dólares.

A "nota verde" perde também perante os pares britânico, japonês e suíço.

Petróleo cai pela quarta sessão
Petróleo cai pela quarta sessão

Os preços do "ouro negro" seguem a perder terreno nos principais mercados internacionais, pelo quarto dia consecutivo, a negociarem em mínimos de finais de março – com os investidores a avaliarem o possível aumento dos juros diretores pela Fed na reunião de maio, que poderá penalizar as expectativas de retoma económica.

 

Os receios de uma recessão estão assim a pesar no sentimento dos investidores, ofuscando a queda dos stocks norte-americanos de crude na semana passada – cenário que costuma dar um impulso às cotações.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, cede 2,43% para 77,24 dólares por barril.

 

Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, perde 2,41% para 81,12 dólares.

Juros aliviam na Zona Euro com investidores a preferirem dívida a ações

Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro aliviaram esta quinta-feira, com os investidores a buscarem refúgio nas obrigações em detrimento das ações.

Em Portugal, a "yield" da dívida a 10 anos recuou 5,4 pontos base, para 3,286%, enquanto no país vizinho os juros para a mesma maturidade cederam 5,6 pontos, até aos 3,476%.

Os juros das "bunds" alemãs baixaram sete pontos base, para 2,44%, enquanto em Itália o alívio foi de apenas 4,6 pontos, para os 4,304%.

Bolsas europeias vivem dia volátil. Cotadas do setor automóvel fazem mossa
Bolsas europeias vivem dia volátil. Cotadas do setor automóvel fazem mossa

As principais praças do Velho Continente viveram uma sessão volátil, tendo ao final do dia encerrado conseguido recuperar grande parte das perdas e algumas entrado mesmo em terreno ligeiramente positivo. Isto numa altura em que os investidores procuram uma direção, enquanto digerem as contas trimestrais que vão sendo apresentadas e as perspetivas quanto ao rumo da política monetátria do Banco Central Europeu.

 

O índice de referência europeu Stoxx 600 fechou a ceder 0,15%, para 467,43 pontos, penalizado sobretudo pelos setores automóvel, petrolífero e bancário.

 

As bolsas europeias já recuperaram do selloff do mês passado, em plena turbulência do setor financeiro, tendo o Stoxx 600 atingido recentemente o nível mais alto desde fevereiro do ano passado. No entanto, os esforços do BCE para conter a inflação continuam a ser um foco de preocupação.

 

O Banco Central Europeu poderá precisar de aumentar os juros diretores em junho e julho, além da subida esperada para o próximo mês de maio, segundo Klaas Knot, membro do Conselho do BCE.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, a tendência foi mista, mas as oscilações foram, na sua maioria, pouco expressivas.

 

Do lado das descidas, alemão Dax cedeu 0,62%, o espanhol IBEX 35 recuou 0,46%, o francês CAC-40 desvalorizou 0,14% e o italiano FTSE MIB desceu 1,10%.

 

Nas subidas, destaque para o britânico FTSE, com um ganho marginal de 0,05%, e para o AEX de Amesterdão, que registou um acréscimo de 0,12%.

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