Obrigações Moody's sobe rating da Grécia em dois níveis

Moody's sobe rating da Grécia em dois níveis

A agência de notação financeira conclui que as reformas implementadas na Grécia estão a dar frutos. Rating ainda está no quarto nível de lixo.
Moody's sobe rating da Grécia em dois níveis
Nuno Carregueiro 02 de março de 2019 às 11:36

A Grécia recebeu na sexta-feira uma notícia positiva de uma das agências de rating que durante a fase mais aguda da crise colocou a classificação da dívida do país perto do nível de insolvência.

 

Esta sexta-feira a Moody’s elevou o rating da Grécia em dois níveis, de B3 para B1, o que corresponde ao quarto nível de lixo. A perspetiva passou de "positiva" para "estável".

Em julho de 2015 a mesma agência cortou o rating da Grécia para Caa3, o nono nível de lixo e que corresponde a default com reduzidas perspetivas de recuperação.

A expectativa de que a Moody's tomasse esta decisão de melhorar o rating levou os juros a dez anos da Grécia a tocarem esta sexta-feira num mínimo de 2006, com a taxa a situar-se nos 3,648%.

 

A melhoria do rating abre agora a porta para que a Grécia volte a emitir dívida no mercado, de modo a reforçar a almofada financeira numa altura em que já deixou o programa de ajustamento da troika.

 

A Moody's justifica a subida do rating com a conclusão que as reformas implementadas estão a começar a dar frutos e os riscos de serem revertidas são reduzidos. A agência cita a "sólida" evolução orçamental e a sustentabilidade da dívida pública, que melhorou no médio prazo devido ao pacote de medidas de alívio aprovadas em junho do ano passado.

 

A Standard & Poor's atribui à Grécia um rating de B+ (quarto nível de lixo) com perspetiva positiva. A Fitch dá uma notação financeira de BB- (terceiro nível de lixo), também com perspetiva positiva.

Apesar de estar fora do programa de ajustamento desde agosto do ano passado, o Governo grego é monitorizado de perto a cada trimestre. Os credores estão preocupados com os atrasos nas reformas e também mostram reservas quanto à subida do salário mínimo para 650 euros. 

Certo é que a Grécia terá de continuar a registar saldos primários (excluindo o serviço da dívida) na ordem dos 3,5% do PIB. Na quarta-feira, questionado pelos jornalistas gregos sobre a possibilidade de o país ter um excedente orçamental primário mais baixo do que 3,5%, Pierre Moscovici foi direto: "Os compromissos têm de ser respeitados".

Segundo a Comissão Europeia, a Grécia deverá crescer 2,2% este ano, acelerando face a 2018.

 




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