Obrigações Aramco próxima de novo recorde. Procura de dívida supera os 100 mil milhões

Aramco próxima de novo recorde. Procura de dívida supera os 100 mil milhões

A Saudi Aramco está a realizar um leilão de dívida, com a procura a ascender a níveis históricos. Aquela que é a empresa mais lucrativa do mundo, prepara-se agora para atingir um novo recorde, com a procura a superar os 100 mil milhões de dólares.
Aramco próxima de novo recorde. Procura de dívida supera os 100 mil milhões
Reuters
Sara Antunes 09 de abril de 2019 às 13:10

A Saudi Aramco anunciou uma emissão de dívida a 10 anos, com o objetivo de se financiar entre 10 a 15 mil milhões de dólares, mas a procura disparou e o livro de ofertas superou os 100 mil milhões. A Aramco deverá ter, assim, o maior livro de ordens de sempre dos mercados emergentes.

 

A Bloomberg realça que o forte interesse estará relacionado com a procura dos investidores por ativos que traduzam retornos dos investimentos, numa altura em que muitas emissões de dívida, sobretudo soberanas, estão a ser realizadas a juros negativos. Ou seja, os investidores pagam para ficar com aqueles títulos em carteira, devido à perspetiva de segurança.

 

Ainda não são conhecidas as condições finais da emissão da Saudi Aramco, mas a petrolífera estatal terá dito aos investidores que previa pagar cerca de 1,25 pontos percentuais acima da "yield" a 10 anos dos EUA, que se encontra nos 2,5%. Contudo, realça a Bloomberg, a forte procura poderá ditar a descida do prémio pago pela empresa para se financiar.

 

Esta operação surge depois de, no ano passado, a Arábia Saudita ter cancelado os planos de colocar em bolsa a Saudi Aramco. Esta oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) já tinha sido apelidada de "operação do século", tendo sofrido vários adiamentos e suspensões. A ideia seria vender 5% do capital da petrolífera, o que poderia representar um encaixe de 100 mil milhões de dólares para o reino. Se se confirmassem estes valores, a Aramco ficaria avaliada em dois biliões de dólares. Mas a operação acabou por não se concretizar.

 

A Aramco tornou-se mesmo a empresa mais lucrativa do mundo, tendo ultrapassado os lucros obtidos pela Apple, que era até 2018 a empresa mais lucrativa do mundo.




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