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Portugal volta às emissões sindicadas no segundo trimestre

O instituto liderado por Cristina Casalinho regressa ao mercado de dívida de longo prazo no segundo trimestre. Será lançada pelo menos uma nova linha, revela o IGCP, além das seis operações de dívida de curto prazo.

Bruno Simão/Negócios
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 30 de Março de 2015 às 16:18
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A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) irá realizar mais emissões sindicadas de obrigações do Tesouro (OT), no decorrer do segundo trimestre. Isto significa que Portugal irá colocar no mercado, pelo menos, uma nova linha de dívida de longo prazo, mais os reforços das linhas já existentes. A estes juntam-se ainda seis operações com títulos de curto prazo.

 

"No próximo trimestre, o IGCP prevê emissões de OT através da combinação de sindicatos e leilões, sendo esperadas colocações de 1000 a 1250 milhões de euros por leilão", revelou o instituto liderado por Cristina Casalinho (na foto), esta segunda-feira, 30 de Março. Tal como até aqui, o IGCP esclarece que as operações com OT serão realizadas "à 2ª ou 4ª quartas-feiras de cada mês, após anúncio do montante indicativo e linhas de OT a reabrir até três dias úteis antes da respectiva data de leilão".

 

Desta forma, a agência responsável pela gestão da dívida nacional esclarece que Portugal irá colocar no mercado uma nova linha de OT. Esta possibilidade era já apontada pelos especialistas do Commerzbank, que especificavam até que a oportunidade está em títulos com maturidade a sete anos. Afirmando que a quarta-feira, 8 de Abril, seria uma janela de oportunidade, os estrategos de dívida do banco alemão salientavam, contudo, que a operação provavelmente não se realizaria nessa data.

 

A concretizar-se, a emissão de dívida sindicada será a terceira este ano. Isto porque, em Janeiro, o instituto colocou no mercado uma nova linha a 10 e outra a 30 anos, com o auxílio de um sindicato bancário. Este processo é comum em colocações de novas maturidades e distinguem-se dos comuns leilões de OT. Só em Fevereiro, o Estado realizou dois leilões que ascenderam a 2.749 milhões de euros, tratando-se de reforços à linha de obrigações a 10 anos emitida em Janeiro.

 

Seis operações de dívida de curto prazo

Além das emissões e leilões de OT, o IGCP irá prosseguir com a colocação de bilhetes do Tesouro (BT) no segundo trimestre deste ano. Será um total de seis operações, distribuídas duas por mês, estando em causa duas com maturidade a três meses, uma a seis, duas a 11 e uma outra a 12.

 

Para 15 de Abril, o instituto liderado por Cristina Casalinho agendou a reabertura de uma linha a três ("BT17JUL2015") e outra a 11 meses ("BT18MAR2016"), com um montante indicativo de 1.000 a 1.250 milhões de euros. Com o mesmo objectivo, estão agendadas para 20 de Maio a reabertura de uma linha a seis meses ("BT20NOV2015"), bem como a colocação de uma nova a 12 meses ("BT20MAI2016").

 

Já para 17 de Junho ficaram guardadas mais duas operações a três ("BT18SET2015") e 11 meses ("BT20MAI2016"), com o instituto a procurar também angariar entre 1.000 e 1.250 milhões. Operações que se seguem às seis colocações de BT no primeiro trimestre, através das quais o IGCP angariou no mercado 3.740 milhões de euros. 

 

(Notícia em actualizada às 16h49, com mais informação)

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