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UE estreia-se na emissão de dívida verde com encaixe de 12 mil milhões e procura recorde

Bruxelas deu início ao ciclo de emissões de dívida sustentável com o levantamento de 12 mil milhões de euros. No total, serão emitidos 250 mil milhões de "green bonds" para financiar o NextGenerationEU.

Bruxelas avançou para a criação de uma Procuradoria Europeia para combater fraudes com verbas comunitárias.
Olivier Hoslet/EPA
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 12 de Outubro de 2021 às 09:19
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A União Europeia (UE) estreou-se na emissão das chamadas "green bonds" - ou dívida verde - nesta terça-feira, com o levantamento de 12 mil milhões de euros numa operação que servirá para financiar o programa de recuperação à pandemia entre os Estados-membros.

Nesta emissão, com uma maturidade a 15 anos, os investidores marcaram presença em força uma vez que a procura superou os 120 mil milhões de euros, um valor recorde em emissões de dívida para fins sustentáveis. 

Este montante insere-se num pacote de 250 mil milhões de euros que Bruxelas quer emitir até 2026 para financiar o NextGenerationEU, o programa de recuperação económica desenhando para a região sair da crise provocada pela covid-19. A dívida para fins sustentáveis representa 30% do montante total do pacote de apoio.

Quando concretizadas todas estas emissões de dívida verde planeadas, a UE passa a ser a maior entidade a emitir "green bonds" do mundo, superando França. Portugal ainda não fez qualquer tipo de emissão de dívida verde. 

Todos os Estados-membros terão de gastar 37% do Plano de Recuperação e Resiliência em programas de reformas e investimentos em energias sustentáveis. A UE informou, na altura em que anunciou que as emissões iam começar em outubro, que alguns países estavam a equacionar ultrapassar esta percentagem e dedicar mais dinheiro a este tipo de iniciativa.

De acordo com as regras do plano de recuperação, os países envolvidos terão de reportar à Comissão Europeia os gastos desta dívida verde, que irá assegurar se realmente estão a ser investidos os montantes pretendidos em projetos sustentáveis que promovam a transição energética. Bruxelas vai organizar os gastos em nove categorias, onde se incluem a energia limpa, a eficiência energética e os transportes amigos do ambiente.

A par deste tipo de obrigações, a UE irá emitir cerca de 80 mil milhões de euros em dívida "não verde", o que equivale a cerca de 10% do montante definido no Fundo de Recuperação. A instituição vai organizar leilões que deverão começar a 15 de setembro e se vão realizar duas vezes por mês até ao final do ano, com o calendário a apontar para a primeira e terceira quarta-feira de cada mês.


(Notícia atualizada)
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