Juros dos depósitos caem há 16 meses. Foram de 1,64% em abril

Apesar da descida registada na taxa de juro dos depósitos, as famílias continuaram a reforçar o montante investido, embora de forma mais ténue.
As novas operações de depósitos a prazo de particulares aumentaram para quase 13 mil milhões.
Tiago Sousa Dias
Diogo Mendo Fernandes 04 de Junho de 2025 às 11:28

As poupanças que as famílias têm guardadas em depósitos bancários continuam a render cada vez menos. A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares diminuiu pelo 16.º mês consecutivo, passando de 1,69%, em março, para 1,64% em abril, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

A tendência tem acompanhado a descida das taxas de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE), ou seja, o custo do dinheiro que é fixado pela autoridade monetária. A média a que os bancos remuneram as poupanças das famílias na Zona Euro caiu, em abril, abaixo da barreira dos 2%, para 1,99%. Portugal paga a quinta taxa mais baixa. Ainda assim, os juros dos depósitos do BCE estão fixados em 2,25% e são esperadas novas descidas até ao final do ano.

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Apesar da descida de juros registada há mais de um ano, as famílias continuaram a reforçar o capital investido neste produto. Em abril, esse montante aumentou em 61 milhões para 12.970 milhões de euros, mantendo o "stock" de depósitos em máximos históricos.

Nos novos depósitos com prazo até um ano, a taxa de juro média diminuiu 0,05 pontos percentuais em abril, para 1,65%. "Esta continuou a ser a classe de prazo com a remuneração média mais elevada e representou 96% dos novos depósitos em abril", detalha o Banco de Portugal.

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