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Preferiram a ética das convicções, e a maledicência oportunista, à ética da responsabilidade. Estimularam a divisão dos eleitorados entre esquerda e direita para levar a natural luta parlamentar para Belém. Omitiram cinicamente o texto da Constituição dos limitados e específicos poderes do PR e o seu papel no regime.

A ética de Seguro

O Joaquim Aguiar é uma história da democracia de Abril praticada por um homem bom e brilhante. O privilégio que tive nas longas conversas, reuniões de trabalho e revisões de texto conjuntas não vai poder ser repetido.

Joaquim Aguiar, um homem bom e brilhante

A fragmentação do eleitorado, rica do ponto de vista de uma democracia representativa, vista como demoníaca pelos partidos quando se pronunciam uns sobre os outros, poderia ser apenas circunscrita às legislativas, mas transferiu-se para as presidenciais.

Em Belém não haverá Rei

O povo terá o poder de demonstrar a sua sabedoria em eleições para que, da outrora cadeira de D. João II, o novo ocupante nos livre do atraso de um Estado cúmplice com uma aristocracia estéril.

A cadeira de D. João II

Estamos em presença de candidatos que são contracandidatos. Não nasceram para ganharem nada, apenas para contraditar e para subir na notoriedade. São instrumentos hábeis para estratégias partidárias e pessoais.

Os candidatos e os contracandidatos

A resposta paradoxalmente mais sábia e mais estúpida do candidato: “Serei do campo político que votar em mim. E como ganhar as eleições é ter votantes de todos os campos políticos, serei de todos os campos e de nenhum.”

Seguro não é de esquerda?

Foi uma boa lição que os portugueses deram, ao usarem a seu bel-prazer os instrumentos democráticos, sem seguir a estafada e repetida conversa na comunicação social dominada por uma elite restrita que ganha nos media aquilo que não se passou nas urnas.

A proximidade eleitoral na autarquia

Neste envelhecido Ocidente é a democracia que nos permite divergir sem violência física pessoal ou coletiva. Não destruamos o bom e o belo, apenas porque discordamos uns dos outros.

Quem cria a agenda mediática?

É um erro estratégico num país que não é presidencialista, em que o cidadão comum, interpretado pela própria Constituição, quer um árbitro ativo, mas livre, umas vezes com o poder, outras vezes com a oposição e outras vezes com as suas próprias ideias.

Há vida para além dos partidos

É um infortúnio ver a política seguir este perigoso caminho. É uma espécie de suicídio coletivo político. Qualquer acidente trágico, ou não, permitirá ao adversário usar, abusar e/ou manipulá-lo para que se retirem as “devidas consequências políticas”.

O poder do silêncio

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