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11:15

Quando os alunos provam o valor de uma escola

A equipa de estudantes do Master in Finance do ISEG voltou a vencer a final nacional do CFA Institute Research Challenge, a mais prestigiada competição universitária mundial na área da análise financeira e avaliação de empresas. Foi a oitava vitória em dez edições.

Há resultados que impressionam. E há resultados que obrigam a refletir.

A equipa de estudantes do Master in Finance do ISEG voltou a vencer a final nacional do CFA Institute Research Challenge, a mais prestigiada competição universitária mundial na área da análise financeira e avaliação de empresas. Foi a oitava vitória em dez edições.

Num sistema competitivo com dezenas de universidades e centenas de estudantes altamente preparados, repetir este resultado ao longo de uma década deixa de poder ser explicado por entusiasmo momentâneo ou talento isolado. Quando a repetição é esta, estamos perante algo mais simples e mais exigente: consistência.

O CFA Institute Research Challenge é um exercício particularmente revelador porque simula, de forma muito próxima, o trabalho real de um analista financeiro. Nesta competição, que decorre integralmente em inglês, os estudantes têm de analisar uma empresa, produzir um relatório de avaliação rigoroso e defender as suas conclusões perante profissionais do mercado. Este ano, a empresa analisada foi a The Navigator Company, e a equipa do ISEG destacou-se pela qualidade técnica, clareza analítica e capacidade de argumentação.

Este tipo de prova testa algo que vai além do domínio teórico. Exige capacidade de aplicar conhecimento em contextos reais, trabalhar sob pressão, estruturar pensamento crítico e comunicar decisões de investimento. São precisamente estas competências que o mercado procura.

A inteligência artificial pode acelerar cálculos, sintetizar dados e apoiar decisões. Mas continua a precisar de alguém que faça as perguntas certas.

Num momento em que tanto se discute o impacto da inteligência artificial no futuro do trabalho, esta dimensão torna-se ainda mais relevante. Não sabemos exatamente que profissões existirão daqui a dez anos, nem até que ponto algumas tarefas hoje centrais serão automatizadas. O que sabemos, porém, é que a capacidade de interpretar informação, formular hipóteses e resolver problemas complexos continuará a ser insubstituível.

A inteligência artificial pode acelerar cálculos, sintetizar dados e apoiar decisões. Mas continua a precisar de alguém que faça as perguntas certas.

É precisamente aí que reside o verdadeiro papel de uma escola de economia e gestão. Mais do que transmitir conhecimento, trata-se de desenvolver a capacidade de o usar com discernimento. Mais do que formar estudantes brilhantes em exames, trata-se de preparar profissionais capazes de atuar em ambientes incertos, competitivos e em constante transformação.

Quando, ao longo de dez anos, os estudantes de um programa conseguem vencer oito vezes a fase nacional de uma competição internacional exigente, talvez o sinal mais importante não seja apenas a vitória em si. O sinal está na regularidade.

A excelência ocasional pode acontecer em qualquer lugar, mas a consistência exige método, cultura académica e uma relação muito próxima com a realidade profissional.

No fundo, exige aquilo que sempre procurámos cultivar no ISEG: estudantes que não sabem apenas responder a perguntas difíceis, sabem também descobrir quais são as perguntas que realmente importam.

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